"E continuou. Dez por dia, dez mil judeus por dia. Isso não durou
muito. Logo pegaram quinze mil. Varsóvia! A cidade dos judeus -
a cidade cercada, murada. Definhou, expirou, derreteu como neve
diante dos meus olhos."
- A cação do povo judeu assassinado, de Yitzak Katzenelson,
escrita entre 2 e 4 de novembro de 1943
O diário de Mary Berg é uma obra viva do que ocorreu no Gueto de Varsóvia durante a Segunda Guerra Mundial. Um relato detalhado do que o povo judeu viveu diante dos ditames de Hitler e seus soldados.
Mary vivenciou a extermínio de amigos, familiares, conhecidos e desconhecidos. Relata maus-tratos pelos agentes da Gestapo, e as agonias do seu povo diante da incerteza do dia seguinte. Varsóvia que era uma cidade como qualquer outra foi transformada em um gueto, onde famílias não podiam andar livremente para outros bairros, ficando limitadas, inicialmente, a circular por algumas ruas.
Famílias que possuíam um poder aquisitivo maior eram poupadas de algumas privações, tais como; moradia, comida; lazer etc. Ou seja, inicialmente, a vida em Varsóvia não mudara drasticamente se considerarmos apenas o direito de locomoção. No entanto, esta realidade não perdurou por muito tempo. Tornou-se corriqueiro as invasões, a corrupção dentro da Gestapo, e os envios de seres humanos para o campo de extermínio.
Mary Berg relata todos os acontecimentos de forma mais detalhada possível, poupando-nos de horrores mais incisivos, pois a mesma não viu diretamente tais atrocidades. O que chama a atenção é temor íntimo e o sofrimento psíquico que tais eventos nutri no interior do seu ser.
Particularmente, gosto muito desse livro e o recomendo pra qualquer pessoa que goste de uma boa leitura.
Nada melhor do que conhecer os momentos mais "épicos" da história da humanidade.
Mary Berg tinha 15 anos quando foi aprisionada
no gueto de Varsóvia. Viveu quatro anos sob o
terror nazista. Esta é sua história.
"Sem restrições. O diário de Mary Berg é recomendado a todo o mundo." THE NEW YORK TIMES "Um dos mais importantes documentos sobre a Era de Hitler." SAN FRANCISCO CHRONICLE


