Meu amigo quando me for lembre
que aquele teu sorriso sempre me cativou, e nunca suas tristezas foram
negligenciadas. Que as nossas conversas me tornaram melhor ou mesmo mais
imaginativo, e nossas intempéries casualidades tão sugestivas, foram igual a
calmaria de meus pesamentos – lívidos.
As nossas divergências nunca
foram ponto de oposição, mas de complementação, mesmo quando não existiam
concordâncias. Seria fácil dizer ainda que meus sãos pensamentos a ti serão
eternamente gratos. Amizades são uma dádiva que são cuidadas, perseguidas e
amplamente almejadas, pois essa aspiração é o que nos dá brilho e cores, nos
permitindo viver mesmo quando todo o resto decai em desesperanças. Aqui te digo
as mais árduas e honestas palavras.
A vida nem sempre nos é boa ou
mesmo aprazível, nós que precisamos torná-la nosso lar, fazendo de tudo
possível mesmo quando percebendo que devemos cruzar longos caminhos. Eu sou
apenas mais uma molécula no universo, apenas isso. Que mais uma vez ousou e fez
o que a lógica não consegue explicar – vivi.
Se nunca mais nos vermos é porque
outros usufruirão de nossas companhias, ou até mesmo a infinitude, pois nem
mesmo a carne pode impossibilitar grandes laços. Sentimentos são efêmeros, indivisível
e intocável, e as percepções são terrenos. O palpável é um grande dilema, pois
percebemos que somos muito mais do que o toque.
Preciso te dizer...
Me sinto bem, e assim deves
sempre estar também.
