Quem sou eu?

Escritos de uma "Einstein" é um blog de uma jovem que cultiva a cada dia o dom de escrever. Cujos textos esboçam suas análises, críticas e por que não, devaneios. Afinal, de louco todo mundo tem um pouco! ;)

quinta-feira, 31 de julho de 2014

ÉDIPO - solilóquio do último filósofo

                 

Um fragmento da história da posteridade.
O último filósofo, é assim que me designo, pois sou o último homem.
Ninguém me fala a não ser somente eu e minha voz chega a mim com a de
um moribundo! Contigo, voz amada, contigo, último sopro da lembrança
de toda felicidade humana, deixa-me ainda esse comércio de uma única
hora; graças a ti dou o troco à minha solidão e penetro na mentira de uma
multidão e de um amor, pois meu coração rejeita em acreditar que o amor
esteja morto, não suporta o arrepio da mais solitária das solidões e me
obriga a falar como se eu fosse dois.
Ouço-te ainda, minha voz? Cochichas praguejando? E tua maldição
teve de explodir as entranhas deste mundo! Mas ele vive ainda e só me fixa
com mais brilho e frieza de suas estrelas impiedosas, ele vive, tão estúpido
e cego como nunca foi, e um só morre, o homem.
E contudo! Ouço-te ainda, voz amada! Morre ainda alguém fora de
mim, o último homem, neste universo: o último suspiro, teu suspiro
morre comigo, esse longo ai! ai! suspirado em mim, o último dos
miseráveis,
Édipo!

- Por Nietzsche, em O livro do Filósofo.

domingo, 20 de julho de 2014

The Rock'n Roll & os 20 e todos !



Tudo na vida muda, os amigos mudam, a rotina não é nem de longe aquela que fora de costume na adolescência. Criam-se responsabilidades, novos aprendizados surgem, suas aspirações e desejos que um dia foi veemente defendidos não encontram mais vigor para serem conquistados.
A juventude é "divina", livre de questionamentos sociais polarizados e mergulhada num balançar de marés movidas por ilusões e Rock'n Roll (para aqueles que tem bom gosto º.~), crentes de um futuro ainda melhor do que o que está vivendo. A liberdade é sua bandeira e buscá-la é a maior de todas as conquistas, pelo menos para a maioria dos adolescentes.
Hoje, olhando pra lá... pro passado, vejo o quanto tudo era bom, era dramático!! Os jovens amam fazer tempestade num copo d'água, não é mesmo? Pelo meu tom parece que é uma mulher no auge dos seus trinta anos fazendo uma auto análise, mas não, mal sai da adolescência.. (risos).
Adoramos encontrar uma válvula de escape para extravasar todas as angústias, sentimentos. Bem eu conheci a música, especialmente um estilo em particular que até hoje é o meu predileto, juntamente com outros, um menos "popular" na sociedade latina, mas belo; música clássica. E amava desenhar, desde... Sempre! Era o meu universo, perfeito, uma carreira a perseguir e ser eficiente para ter minha própria vida. Adorava quando as pessoas admirava-os, mais ainda quando saia da sala de aula (era requisitada!) para participar da organização da ornamentação dos festivais do colégio. Mas só era isso mesmo, esporte era "um zero à esquerda"como popularmente todos dizem quando alguém é péssimo em uma atividade. Os anos ainda não me favoreceram muito nessa arte (gargalhada!).
Nunca fui rebelde, sempre responsável a medida do recomendável. Uma negação nas matérias de ciências exatas, porém fiz uma descoberta formidável, gosto muito das ciências humanas. Redescobrir a História, e tive um amor platônico pela Sociologia e Filosofia. A literatura entrou e ganhou seu espaço cativo, agradeço em especial a duas pessoas, Maíra e Maria Aparecida. Hoje é engraçado, pois, minha frase mais utilizada quando elas tentavam, em vão, fazer-me ler era "Não tenho paciência". Para quem conhece-me hoje pode até parecer mentira. Simplesmente o gênero ofertado pelas minhas caras amigas é o que menos me cativa; Romance água com açúcar. Depois de ler obrigatoriamente um livro de um escritor nacional à pedido da professora de língua portuguesa algo despertou, dizendo que aquilo não era tão ruim e se tinha paciência pra desenhar (realmente tem que ter paciência) teria que ter pra ler. Comecei, portanto, a caminhar com passos dúbios e incertos na direção da estrada mais rica; do conhecimento e da imaginação literária.
Gradativamente fui montando minha estante, hoje acredito ter lido uns setenta livros, mas lamento-me todos os dias por não ter começado a desbravar as páginas de grandes obras mais cedo.
Dos 15 anos à hoje, nos meus 22 percebo o quão ilusões decaíram, e os sonhos que foram moldados com o passar do tempo. Os questionamentos sociais despertaram à medida que descobria o sentido da sociologia, da antropologia. Agradeço ao professor Claudemar em especial, és um grande mestre e simples no seu modo de ser e viver. Tive um olhar mais crítico onde antes ainda existia resquícios da pureza infantil.
Então, outras possibilidades foram surgindo. Aos quais escolheria entre poucas algum tempo mais tarde. Hoje já cursando, o caminho da justiça; o Direito. Algo totalmente controverso com a utopia de outrora, mas ainda com seu lugar cativo, mesmo que não realizando-a, acredito que já perdi o traço. 
A arte no seu aspecto amplo, mas principalmente o desenho e a pintura sempre estarão presentes e dignos de apreciação por mim, sempre com meus pintores preferidos.
O que pretendi no passado não muito distante não se faz apraz no presente atual, pois este ainda está a se desenrolar. Mas mesmo com todas as mudanças que é natural advinda da maturidade e do crescimento psíquico, o que aprendi ei de levar por toda a vida. São ensinamentos dos pais; de conhecidos e desconhecidos; na igreja (ao qual passei algum tempo e tive as maiores de todas as experiências como pessoa individual e cidadã); aprendi os valores que devem nortear todos e quaisquer indivíduo.
Os meus pés ainda estão a caminhar, quem sabe onde vão parar? Estou indo, e aprendendo a cada nova decisão, a cada emprego que ainda ei de pleitear, e pessoas que ainda se encontram no anonimato mas que são dignas de se prestar em diálogos.
Aos 60 anos direi melhor o que fora ilusão "ainda" e quão precipitada fui a desfazer sonhos ainda otimistas.

Eu no auge dos 15 anos ^^
Acredite, está foto ficou em um porta
retrato na sala por muito tempo!!
predileta ##



segunda-feira, 14 de julho de 2014

** FILOSOFIAS [em construção]

Denis Diderot

Escritor francês e filósofo. Em uma de suas peças fez um resumo sobre a evolução do seu pensamento desde o *deísmo até ao cepticismo e o materialismo ateu.
É um dos primeiros autores que fez da literatura um ofício, mas sem esquecer nunca que é um filósofo. Preocupam-no sempre a natureza do homem, a sua condição, os seus problemas morais e o sentido do destino. Admirador entusiasta da vida em todas as suas manifestações, Diderot não reduz a moral e estética à fisiologia, mas situa-as num contexto humano total, tanto emocional como racional.

 *Deísmo: Teoria sobre a natureza e a existência de Deus. Ela afirma que Deus existe e que criou o mundo, mas que Ele não tem relação atual com o mundo. Com esta afirmação, os deístas buscam harmonizar a ciência e o livre-arbítrio com a existência de um ser como Deus. Acreditam que não há conflito real entre a idéia de um Deus todo-poderoso e a idéia de um mundo regido por leis que a ciência estuda, ou a idéia de as pessoas escolherem o seu caminho na vida. O deísta não precisa acreditar que os milagres não são possíveis. Ao invés disso, ele acredita que Deus, estando afastado do mundo, não faz milagres. O deísta normalmente prova a existência de Deus pela ordem e harmonia existentes no universo. O deísta tende a rejeitar a revelação, assim como o resto da doutrina religiosa, aceitando, em seu lugar, a razão.

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Immanuel Kant

Kant: Prússia (22 de abril de 1724)
Temos um contexto histórico divididos em dois momentos:
O primeiro (até 1770) corresponde a filosofia dogmática, influenciada por Leibniz e Wolf. Realiza importantes estudos na área das ciências da natureza e física de Newton. Entre as obras desse período, destaca-se a História Universal da Natureza e Teoria do Céu (1755), onde apresenta a célebre hipótese cosmológica da "nebulosa" para explicar a origem e evolução do nosso sistema solar. Mostra-se partidário da existência de vida em outros planetas, procura mostrar que Deus existe partindo da ordem e da beleza do universo. A partir de 1762, Kant começa a manifestar um vivo interesse pelas questões filosóficas, em especial para a crítica das faculdades do homem. 
No segundo período afirmou que todo o conhecimento começa com a experiência, mas não deriva toda a experiência.
Kant manifestou grande simpatia pelos ideais da Independência Americana e depois da Revolução Francesa. Foi um pacifista convicto.

Obras:
Pensamento sobre o verdadeiro valor das forças vivas (1747)
História Universal da Natureza e Teoria do Céu (1755)
Monodologia Física (1756)
Meditações sobre o Optimismo (1759)
A Falsa Sutileza das Quatro Figuras Sigilosas (1762)
Dissertação de 1770
Sobre a Forma e os Princípios do Mundo Sensível e do Inteligível (1770)
Prolegómenos a a toda a Metafísica Futura (1783)
A Religião nos Limites da Simples Razão, Crítica da Razão Pura (1781, 1ª ed, 1787, 2ª ed)
Fundamentação Metafísica dos Costumes (1785)
Crítica da Razão Prática (1788)
Crítica da Faculdade de Julgar (1790)

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VOLTAIRE

"Quando aquela pessoa com a qual alguém está falando nada entende, e quando a própria pessoa que fala nada entende, então isso é metafísica."













sábado, 5 de julho de 2014

Difícil dizer

Talvez um dia você descubra que os seus pés não estão fixos no chão.
Talvez perceba que o que almejas não é tão impossível assim, que a escuridão que circundam os seus pensamentos não são tão densos quanto imaginava. E, que o mundo fora colocado de ponta cabeças e tudo se restituirá na forma e beleza de outros tempos. Ou seria heresia ter tal expectativa?
Descobre que suas certezas são destrutivas, e desmaterializam-se na mais simples brisa de lampejos de questionamentos. 
Ser forte é tão difícil quanto viver, seria bem mais fácil se a nós fosse colocado a escolha de nossos próprios percalços.
Talvez veja se materializar as suas aspirações e desejos mais simples, que sinta nos outros a intensidade e o mesmo fulgor da sua própria personalidade. E, que não tarda a desmistificar mitos.
Talvez sinta, real e magnânimo o fulgor dos verdadeiros sentidos, que estes te norteiem, tornando possível tudo aquilo que mostraram atroz e fugaz. 
A minha utopia é caminhar sem medo dos obstáculos que insistem em aparecer a cada metro que conquisto através de pequenos passos. Talvez um dia a realidade bata a porta trajada nas vestes mais simplórias e diga; "é assim que deve ser". Nesse dia sentirá e saboreá do êxtase do findar de promessas tolas que jamais encontraria habitat.
Quem disse que certos valores ainda encontram apraz nesto lugar. É um discurso até pessimista este, porém para quem escreve impossível é distanciar seus próprios pensamentos da letra que escreve. Para os mais tórridos seres, isto possa ser possível, mas não para aqueles que verdadeiramente se fazem presentes.