Quem sou eu?

Escritos de uma "Einstein" é um blog de uma jovem que cultiva a cada dia o dom de escrever. Cujos textos esboçam suas análises, críticas e por que não, devaneios. Afinal, de louco todo mundo tem um pouco! ;)

domingo, 6 de outubro de 2013

INCONGRUÊNCIA

As mais belas palavras muitas vezes são ditas sem significado. O ser humano tem a sutileza de dispor delas sem realmente empregar o  seu significado natural. Paradoxo talvez, ou simplesmente se trata de disfarce. Mascarar suas verdadeiras intenções em prol do que seria ideal.
A máxima da maioria das sociedades contemporâneas é nutrir no seu íntimo a destreza de manipular as emanações verdadeiras da alma. O "querer" instantâneo mostrou-se cruel, e muitas vezes cobra o tempo que seria dedicado a simples acontecimentos da vida. Ninguém obstina-se a apreciar eventos naturais, não referi-mo simplesmente a natureza no seu aspecto amplo, mas a quaisquer evento que ocorra de forma imperceptível aos olhos angustiados e apressados. As formas tornaram-se obsoletas e pouco apreciáveis, o que se falar então das qualidades!
Assusto-me quando escuto falacias alheias empregadas no culto indiscriminado da aparência alheia e da sua própria também. Afinal, seria um ideal de "igualdade" externa que a humanidade está a procura? O que seria isonomia no seu sentido filosófico, e o que seria na mente dos indivíduos? Igualdade no seu sentido constitucional apregoa a possibilidade de que todos vivam de forma digna e que gozem dos mesmos direitos individuais, afastando suas qualidades físicas e racial. Diferentemente do que é dito, ver-se atos incoerentes com o ideal de seres humanos outrora vislumbrado e desejado por muitos pensadores e mestres.
Por que é tão difícil simplesmente viver sem apresentar padrões e instaurar comparações tolas de indivíduo para indivíduo? Por que essa necessidade de desvalorizar o que outrem acredita? As pessoas são incessantemente decepcionantes. Não somos perfeitos, e tão pouco alimento uma perspectiva utópica para a sociedade. Apenas nutro um conceito cético quanto a "moral" e os "valores" humanos diante do querer individual "EU".



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