Quando ligo a tv - à tarde ou à noite - concomitantemente surge aquele trabalho singular que fez meus olhos juvenis brilharem em outrora. Combinando lembranças com cheirinho de doces, no qual, me faziam companhia.
Glorificos foram meus anos 90. Datam-se do período da minha infância, das muitas vezes na companhia da vó sentada em seu cantinho no sofá, distraída ou apenas acompanhando o deleite de sua neta em frente da coisa mais sublime que haviam inventando - a televisão.
A famosa "Sessão da tarde" durante muitos anos foi meu cantinho particular, onde obstruía minha inquietante mente de assuntos domésticos para fluir por becos cinematográficos. Recheados de fantasias e adrenalina intuitiva.
Quem não se lembra de "Esqueceram de mim 1 e 2", "Gasparsinho", "Free Willy", "Lesy" (os filmes de cachorros sempre eram os prediletos), sem mencionar os filmes de desenhos!
Sem medo de errar garanto-lhes... Foram os melhores anos da minha vida.
Mesmo com os percalços que insistem em atrapalhar nossa congruente ingenuidade e desfazer heróis em mitos. Os nossos anos pregressos são a nossa alegria quando nos sucumbimos às lembranças.
Saudade é um sentimento efêmero e sem data de validade, que nos pega pela mão sem nos dizer seu roteiro. É egoísta por não nos permitir um bis, e saudosista por ser nostálgico.
Bendito seja o cinema antigo e suas facetas futurísticas. Mesmo com o desenvolvimento da parafernália que enseja na confecção da cinematográfica moderna, devo dizer-lhe com a maior satisfação: nada é tão maravilhoso quanto assistir há um filme dos gloriosos anos 20,30... Ah! como amo Chaplin.
Tudo que permeia a conjectura de nossa satisfação imediata - de entretenimento ou social- é fantástico.
Quero eu, hoje, aquele filme apaixonante, não importa sua origem mas apenas sua mensagem. Com gosto de sonho de valsa e pipoca com sal! Ou caramelho e sua metade chocolate, do zorro, e da
galera da Looney Tunes - do pernalonga, frajola e patolino.
Sejam quais forem as predileções, nada do que há hoje é parecido com o que tivemos ontem, E, que seus filmes com gostinho de infância te chamem sempre! De preferência numa tarde chuvosa, numa sala vazia e um cobertor aconchegante.
Bons filmes!

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