Quem sou eu?

Escritos de uma "Einstein" é um blog de uma jovem que cultiva a cada dia o dom de escrever. Cujos textos esboçam suas análises, críticas e por que não, devaneios. Afinal, de louco todo mundo tem um pouco! ;)

terça-feira, 7 de abril de 2015

Por que escrevo?

Escrevo porque alimenta meu ímpeto de viver.
Escrevo porque apazígua meus pensamentos.
Escrevo porque me acalma o espírito.
Escrevo porque torna tudo mais coerente ou completamente inconsistente.
Escrevo porque tudo o que é belo merece ser transmitido.
Escrevo porque o mundo não é tão mágico quanto as linhas que lhe dão promessas.
Escrevo porque a narrativa pode te iludir mas nunca lhe trair.
Escrevo porque sei que outros lerão o que sinto; e que hão de ver-se nos meus ditos.
Escrevo porque os dias são normais demais enquanto que as palavras são dadas à travessuras.
Escrevo porque meu mundo é extenso demais pra caber somente ao meu redor.
Escrevo porque me dá a luz da reflexão e a proeza da paciência.
Escrevo porque me sinto feliz, e quando não mais me for - dela ainda não desistirei.
Escreva, pois assim comporá suas próprias sensações.
{ Rayana Cavalcante }


Eles não sabem o que ELAS também gostam






Uma das coisas mais incrivelmente satíricas é ouvir um homem se espantar ao "descobrir" certos gostos nossos, ou até mesmo de perceber que obviamente entendemos tanto quanto, com pequenas diferenças que mais personaliza do que nos divergem.
Que há mais perfeita emoção em assistir uma corrida de F1 e ver seu ídolo lá! Que exite um limite máximo para ir pro "pit stop", que ao fazer ultrapassagens de má-fé o piloto é punido; podendo largar nas últimas posições em corrida futura ou mesmo perder pontos. E acredite, o último campeão brasileiro foi Ayrton Senna e o último pódio em 2009.
Que existe prazer em jogar vídeo game, usando de todos os músculos faciais em caretas e demostrações de prazer ao derrotar seu tórrido adversário!
Que nada melhor naquela noite de sábado do que um bom filme com muito sangue, tiros, pernas e braços quebrados! Sem "casalsinho" feliz e ninfas encantadas jogando ao léu seu "posinho" encantado e aquebrantando coraçãozinho solitário.
E, o melhor ainda são os desenhos da Marvel, e apesar de sua guerra por direitos autorais e mudanças de ilustradores, e edições malucas - as HQ'S são melhores do que desenho da Barbie. Que mangá não é chinês e que obrigatoriamente todo desenhista passa por eles em algum momento da vida!
E que meninos, meninas sabem o que as fazem felizes.
Que jogar sinuca é viciante e pebolim é técnica. Futebol é entusiasmante, e quando apreciado por nós - é interpretativo!
Que nada é mais bonito do que o som de um violino, porém nada mais arrepiante do que o solo de uma guitarra e um concerto de bateria.
Que existem aquelas que se importam com seu limite de velocidade - que pelo amor de Deus passe dos 80 km/h!
E, no andar despercebido dentro de casa se incomoda em ter que matar o bendito do rato, mas não é medo, mas sim implorando por dentro "criatura vá embora se não vou ter que te matar!" 
Que o excêntrico é fascinante e os riscos ... (alguns deles) fazem parte do jogo.
Que os opostos necessariamente não precisam ser opostos, mas aperfeiçoados!
Que uma barba é linda e o despojado é encantador, mas a elegância é arrebatadora. Que o romantismo nos é íntimo e os detalhes essenciais. 
Que o "rústico" é quisto e quando bem dosado, indispensável!
 E, que a chapinha é mero detalhe, e  o banho de chuva ressuscitador! 
As metas se bifurcam na calmaria dos deveres diários e na destreza no tiro ao alvo! Que nas madrugadas há atenção nas lutas na UFC e nos comentários de economia externa.
Que chocolate uma vez ao chão não mata! (mas também não vá deixar horas ali).
Atividades domésticas é um saco! Pegar uma mochila e pôr nas costas é o desejo de muitas. Simplicidade é a rainha de todas as coisas, e ganhar dinheiro é sobrevivência.
Maternidade não é a regra, mas uma alternativa.
Que podes desmanchar meu peteado e amaçar minha roupa, e quando digo "por que você fez isso?" é mero charme.
E limites são tentações que nos impelem a querer ultrapassar.

domingo, 5 de abril de 2015

FEMINISMO & MODERNISMO



Vê-se a muito tempo as repressões sofridas por minorias diante das classes mais “educadas, racionais e desenvolvidas” da sociedade. Por muito tempo buscou-se a tão aclamada liberdade de expressão, de ser e viver a partir de movimentos um pouco desastrosos diga-se de passagem.
Por muitos séculos as mulheres, por exemplo, tiveram como ponto de partida a cozinha e como fim da linha a satisfação pessoal de seus respectivos maridos. Desmerecidas e subestimadas como seres frágeis e indispensáveis para a proliferação da raça humana, ou melhor, do sobrenome dos seus senhores. Destarte, a essa perspectiva algumas personalidades femininas se destacaram na história mas com muita luta e personalidade.
Rainhas conquistaram seu espaço na história mesmo sob o julgo de críticas e julgamentos hipócritas permeado de preconceitos e fatos cujo teor é de alta desconfiança. Mesmo com o advento de ferramentas modernas a luta por espaço e equidade não se desdobrou perante ao incessante movimento das massas menos favorecidas, pelo contrário fora fomentado subsequentes atos de intolerância e aversão. O veto ao voto, a impossibilidade de decidir o caminho da sua própria vida – o divórcio, o direito ao trabalho – que por muito tempo ainda fora visto com desconfiança diante daquelas que iam em busca do sustento de sua própria família, julgamentos encimentados de costumes obsoletos e racistas! Que infelizmente ainda encontram seguidores no mundo atual.
Mesmo diante de um quadro tão averso e de extrema violência – não somente física mas psicológica, tais movimentos conseguiram sobressair e desmistificar mitos ainda arraigados (como por exemplo o movimento feminista do início dos anos mil e novecentos). Proferindo à todos os ideais que um dia fora tão fortemente abraçado na França – Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Hoje, a realidade demonstra outra face. Mesmo com os dados ainda demonstrando uma desigualdade no salário homem versus mulher, esta por sua vez, consegue trabalhar. Têm liberdade de agir conforme seus próprios interesses, e aquela instituição patriarcal demonstra outra característica. Tendo um maior número de mulheres no papel de detentora de provimentos para os  seus, e não tendo que se subjugar diante de olhares de reprovação de outros.
No entanto, essa evolução, digna e essencial, atualmente traz um outro movimento – o feminismo  moderno. Movimento este ateado em forma de bandeira por alguns grupos mais extremistas, defensoras de “direitos” ainda mais “democráticos”, usando seus corpos desnudos em protesto. O quanto você acredita que a mulher é moderna? Qual é o limite do respeitável e a liberdade de prazer? Será que a modernidade também é capaz de mudar a natureza feminina ou ainda não sabemos quem somos? Será que é realmente fácil agir de forma “liberal” para todas ou apenas para aquela parcela que busca essa liberdade?
Confesso que não simpatizo com esse movimento. Não acredito na liberdade nessa perspectiva, nem para o homem e nem para a mulher, e muito menos nos métodos de reivindicação feitos por tais grupos.
Certos atos beira a vulgaridade e a felicidade falsa, a busca incessante apenas pelo prazer momentâneo e inconstante. Vejo hoje, que para alguns a felicidade está atrelada ao quanto você vai a festas e o quanto ingere bebidas alcoólicas para sentir-se alegre. Desfazendo-se e sentindo-se frustrado diante de lugares mais calmos e simples.
Acredito e defendo a busca por direitos que realmente à todas nós é merecido e indispensáveis, mediante atos uniformes e coerentes, sem efeitos midiáticos   exploradores. Certos critérios de comportamentos ainda devem ser debatidos, é claro, como hoje o sexo é conversado sem maiores pudores. Mas deve-se ter em mente como vai ser levado em conta tal assunto, dar-se para levar ao público assuntos sem necessariamente mascará-lo com uma manta de futilidade e promiscuidade. Mas sim, um fato atual e comportamental da sociedade.

Loucuras imperfeitas



Às vezes, a gente se sente como um lunático que fala para as sombras da solidão, mas aos poucos alguma coisa aqui, outra lá, vai acontecendo …é como um filme … somos protagonistas das nossas razões e assim temos nossas próprias cenas e ilusões..
– Marcelo Ferraz
Desde já devo deixá-los sobreavisados que não me responsabilizo por quaisquer palavra que aqui seja conjurada para compor as linhas e findar num texto. Madrugada já, lá pelas tantas 01:28 estou a devagar em pensamentos, compenetrada numa música apenas e deixando-se levar por tantos dizeres que li e ouvi. A perspectiva é enebriante, não? Agradeço a duas pessoas, em especial, pelo título a um e a citação ao outro.
Talvez me perca e não expresse o que queria – talvez, e só talvez não esteja lúcida o suficiente. Experimente o êxtase de estar só … há tantas coisas pra sentir.
Louca sou? psicologicamente perturbada? quem não é a sua maneira. Se não fosse, tantos segredos não seriam guardados e inquietamente banidos dos olhos curiosos. (repete-se a mesma música aqui).
Qual é seu segredo? quais são seus temores? Atreve-se a dizê-los em voz audível, possivelmente não, a não ser que fale sozinho, não se preocupe este é um hábito de muitos. Condizente com seus pensamentos, a língua expressa antes de o deixar refletir.
Atitudes são pensamentos que se tornam em realidade – atos censuráveis, atos arriscados por que não! A vida não é isso? Destemidos somos todos. Em direções opostas e valores consubstanciáveis… A busca incessante pela nossa felicidade – “Eu tenho direito de tê-la! direito de sair e nunca mais voltar! De estar e não falar! De ser o que eu quero ser!”””””” O relógio denuncia 01: 49 hrs.
Vendo-me cá, divagando sem freios a desprender-me do chão e sendo conduzida por questões filosóficas apenas, lembrando coisas que nunca mais voltarão, repreendendo-me por coisas não ditas e ditas, e feliz por tê-las comigo. O futuro é muito tempo, e somente ele guarda as chaves das portas que entrarei e lá almejarei  o que de mim foi feito. Veja o que a nós é oferecido! Reflita o que realmente importa nessa lida. Somos tão frágeis, simples como uma pequena labareda que tremula na mais simples brisa, e apagando-se quando tudo o mais não é possível. (mudei a canção !)
Converse com aqueles que nunca ousou tentar, e aprenda com eles coisas que nunca imaginou. Vejo seres lindos por sua simplicidade e tão fascinantes são que parece indefesos, no entanto, fortes; pois sabem como seguir avante. Eis, uma qualidade.
Tolices muitas vezes tomam nossos pensamentos como drogas que não deixam-nos sanar, transformando nossas nuances em enfermidades malgradas. Admiro sua insensatez.
Destarte, o nosso querer é intangível, pois a fantasia é tão perfeita quando apresenta maravilhas equidistantes. Resta contentar-se com o máximo realizável, seus atos sempre denunciarão as loucuras que fizeste, no entanto, imperfeitas por não perdurarem.
02:29 hrs …