Vê-se a muito tempo as repressões sofridas por minorias diante das classes mais “educadas, racionais e desenvolvidas” da sociedade. Por muito tempo buscou-se a tão aclamada liberdade de expressão, de ser e viver a partir de movimentos um pouco desastrosos diga-se de passagem.
Por muitos séculos as mulheres, por exemplo, tiveram como ponto de partida a cozinha e como fim da linha a satisfação pessoal de seus respectivos maridos. Desmerecidas e subestimadas como seres frágeis e indispensáveis para a proliferação da raça humana, ou melhor, do sobrenome dos seus senhores. Destarte, a essa perspectiva algumas personalidades femininas se destacaram na história mas com muita luta e personalidade.
Rainhas conquistaram seu espaço na história mesmo sob o julgo de críticas e julgamentos hipócritas permeado de preconceitos e fatos cujo teor é de alta desconfiança. Mesmo com o advento de ferramentas modernas a luta por espaço e equidade não se desdobrou perante ao incessante movimento das massas menos favorecidas, pelo contrário fora fomentado subsequentes atos de intolerância e aversão. O veto ao voto, a impossibilidade de decidir o caminho da sua própria vida – o divórcio, o direito ao trabalho – que por muito tempo ainda fora visto com desconfiança diante daquelas que iam em busca do sustento de sua própria família, julgamentos encimentados de costumes obsoletos e racistas! Que infelizmente ainda encontram seguidores no mundo atual.
Mesmo diante de um quadro tão averso e de extrema violência – não somente física mas psicológica, tais movimentos conseguiram sobressair e desmistificar mitos ainda arraigados (como por exemplo o movimento feminista do início dos anos mil e novecentos). Proferindo à todos os ideais que um dia fora tão fortemente abraçado na França – Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Hoje, a realidade demonstra outra face. Mesmo com os dados ainda demonstrando uma desigualdade no salário homem versus mulher, esta por sua vez, consegue trabalhar. Têm liberdade de agir conforme seus próprios interesses, e aquela instituição patriarcal demonstra outra característica. Tendo um maior número de mulheres no papel de detentora de provimentos para os seus, e não tendo que se subjugar diante de olhares de reprovação de outros.
No entanto, essa evolução, digna e essencial, atualmente traz um outro movimento – o feminismo moderno. Movimento este ateado em forma de bandeira por alguns grupos mais extremistas, defensoras de “direitos” ainda mais “democráticos”, usando seus corpos desnudos em protesto. O quanto você acredita que a mulher é moderna? Qual é o limite do respeitável e a liberdade de prazer? Será que a modernidade também é capaz de mudar a natureza feminina ou ainda não sabemos quem somos? Será que é realmente fácil agir de forma “liberal” para todas ou apenas para aquela parcela que busca essa liberdade?
Confesso que não simpatizo com esse movimento. Não acredito na liberdade nessa perspectiva, nem para o homem e nem para a mulher, e muito menos nos métodos de reivindicação feitos por tais grupos.
Certos atos beira a vulgaridade e a felicidade falsa, a busca incessante apenas pelo prazer momentâneo e inconstante. Vejo hoje, que para alguns a felicidade está atrelada ao quanto você vai a festas e o quanto ingere bebidas alcoólicas para sentir-se alegre. Desfazendo-se e sentindo-se frustrado diante de lugares mais calmos e simples.
Acredito e defendo a busca por direitos que realmente à todas nós é merecido e indispensáveis, mediante atos uniformes e coerentes, sem efeitos midiáticos exploradores. Certos critérios de comportamentos ainda devem ser debatidos, é claro, como hoje o sexo é conversado sem maiores pudores. Mas deve-se ter em mente como vai ser levado em conta tal assunto, dar-se para levar ao público assuntos sem necessariamente mascará-lo com uma manta de futilidade e promiscuidade. Mas sim, um fato atual e comportamental da sociedade.

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