Quem sou eu?

Escritos de uma "Einstein" é um blog de uma jovem que cultiva a cada dia o dom de escrever. Cujos textos esboçam suas análises, críticas e por que não, devaneios. Afinal, de louco todo mundo tem um pouco! ;)

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Euforia e banalização dos sentimentos




"Não se apaixone por mim, garota, porque eu vou magoar você."

Elvis Presley





Estamos a nos digladiar, ora no mundo fático e racional ou, no mundo essencialmente emocional. Até, as vezes, mostrando-se num mix, sem dissociar um do outro. 
A racionalização como condutora de seus atos é um campo complicado de gerenciar, o fato de saber exatamente o que faz é um balsamo para sua consciência. A gerência de sua própria vida é uma conquista sublime e difícil de abrir mão. Por outro lado, engessa sua singularidade, sua performance diante do contato humano mais íntimo. A dose certa de ambos os comportamentos concede uma fórmula espetacular, a balança ideal, onde em momentos específicos irá pender de um lado para o outro, mas sem despencar. Fazendo lembrar que o outro lado está lá se quiser equilibrar.
Esta balança, poucos a têm. Sentimentos mais "grosseiros" e tão rápidos quanto meteoritos estão apaziguados no comportamento da sociedade contemporânea tendo sua base cada vez mais firme, em solo propenso ao ritmo constante da "evolução humana". Às vezes é cabível pensar que tal evolução está a ocorrer as avessas, sem ponto de chegada, apenas mudanças num salutar constante e sem objetivos solidários. 
A euforia é excelente para proporcionar um prazer incomensurável, destarte, vem cavalgada numa máxima cega que emburrece o cérebro - "Viva a vida intensamente" - permita-me a acrescentar uma "," e um "mas" por seguinte. Nem tudo é só "X", existem consequências e você não é um ser premiado com habeas corpus de tempo ilimitado. Em várias histórias verídicas de personagens altamente altruístas e com filosofias dignas de serem compartilhadas provaram dessa máxima, perceberam-se como todas as decisões denotam suas consequências, seja agradáveis ou não. Lei do universo pode pensar agora, quem sabe! É uma teoria apenas.
Infelizmente, penso eu, seja tão difícil ser inconsequente (risos), dádiva concedida aos loucos, quem sabe.
Os sentimentos são breves, como um acender e apagar de luzes, isto é fato. Medo, rancor, ódio, paixão... são altamente passageiros, então como perceber quando são banais? Qual ou quais sentimentos são singelos e duradouros? Bem, são questões a se pensar e muito complicadas também, porque envolve um estado de espírito, uma disposição do ser da procura da felicidade. O que é felicidade? (em relação a está indagação deixo uma indicação de um documentário: EU MAIOR - http://www.eumaior.com.br/).
A perspectiva de se ver fazendo algo que em situação de calmaria não faria é um caminho para perceber sob qual sentimento está sendo conduzido. Ai percebe um sentimento banal, diante da racionalização! Geralmente, quando estamos calmos e pensativos é que a frustração encontra lugar, também o arrependimento muitas vezes. Por outro lado, os sentimentos que está intimamente ligado com seu caráter, com suas ideologias e que não imagina separar do seu eu, são os verdadeiros. Aqueles que pelos quais não se imaginaria sem. Se quando vê alguém passando mal e você o ajuda, e sempre age desta forma nessas situações, então, és solidário. Um traço característico de uma pessoa de bom caráter. No entanto, as coisas banais estão fixas até nesses atos mais humanísticos. Se tais sentimentos estão associados ao caráter, como disse, é possível fazer uma associação não muito difícil sobre o que está acontecendo no comportamento das pessoas. São os sentimentos que estão sendo banais ou o caráter? Afinal, o caráter é uma parte racional mas que concilia à parte emotiva do ser. Digamos então, que os sentimentos são acessórios do caráter e que sem este o primeiro não existe.
Então, o mal caráter deturpa os sentimentos que por sua vez traz consequências ruins.
E quanto aos sentimentos banais supérfluos? Aqueles passageiros cujo teor é apenas de diversão sem consequências aparentemente tão drásticas - Bem, ainda assim está intimamente ligado ao caráter, mas de maneira menos "maléfica" diga-se assim, acredito que a frustração e o enfado cotidiano leva os indivíduos a busca de eventos passageiros, não fixos. Destarte, também não isento de consequências desagradáveis.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Hoje - Poesia


Chora meu coração pela fantasia de um dia não realizado,
 pelos sonhos não concretizados. 
Pelos sentimentos que castigam-me os olhos.
 Pelo sabor salgado do liquido que beira meus lábios.
Por estar sozinha, mesmo estando rodeada.
 Por não ser acalentada, percebida, apreciada.
Por não merecer o olhar romântico em uma tez fugaz.  
Por não ter a mim a sensação do belo como anseia a ilusão.
 Destarte, quão superficial são! Tão diferente do que sou, do que quero.
Pingam aqui as lágrimas escassas, tristes e amargas. 
Prevendo a solidão  do que a mim são raras.
Vejo solução! voltar o que fora antes uma opção. 
Era só, mas ajustada. Rente a laborar com  papéis e livros apenas.  
Não sou das mais afortunadas.
Permeia  a mente uma esperança apenas... Ter comigo a matéria somente. 
Pois se ao sentimento não reina pleno, ao ouro darei alento.
Se a mim tens afago, saiba que da surpresa tem um ...
chamado.
A madrugada está a prenunciar quem sou,
as tentativas irrisórias de quem não me alcançou
Uma charada, talvez, assim compreenda
Mas somente eu, aqui, entenda.

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