Quem sou eu?

Escritos de uma "Einstein" é um blog de uma jovem que cultiva a cada dia o dom de escrever. Cujos textos esboçam suas análises, críticas e por que não, devaneios. Afinal, de louco todo mundo tem um pouco! ;)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

DICIONÁRIO DO PERNAMBUCANO

Como uma boa pernambucana, tenho o dever de propagar a língua da minha terra. O "pernambuquês", com base no site pernambuquices.

DICIONÁRIO DO PERNAMBUQUÊS:

Pernambucano não toma água com açúcar, ele toma “garapa”.
Pernambucano não mente, ele “engana”.
Pernambucano não percebe, ele “dá fé”.
Pernambucano não sai apressado, ele sai “desembestado”.
Pernambucano não aperta, ele “arroxa”.
Pernambucano não dá volta, ele “arrudeia”.
Pernambucano não espera um minuto, ele espera um “pedacinho”.
Pernambucano não é distraído, ele é “avoado”.
Pernambucano não é esperto, ele é “desenrolado”.
Pernambucano não é rico, ele é um cabra “estribado”.
Pernambucano não é homem, ele é “macho”.
Pernambucano não é gay, ele é “bicha, boneca, boiola, baitola, goba, doente, tanga no aro”.
Pernambucano não lancha, “merenda”.
Pernambucano não dá bronca, dá “carão”.
Pernambucano quando não casa, ele fica “amigado”.
Pernambucana não fica grávida, fica “buchuda, prenha”
Pernambucano não é corajoso, é “cabra de pêia”.
Pernambucano não é medroso, é “froxo, cabra de pêia mole”.
Pernambucano não fica apaixonado, ele “arrêia os pneus”.
Pernambucano quando liga pra alguém não diz alô,atende e diz logo:- Tais ondi?
Pernambucano não vai embora, ele “pega o beco, dá o lavra, dá o L”.
Pernambucano não diz ‘concordo com você’, ele diz: issssso, homi!!!
Pernambucano não conserta, ele “imenda”.
Pernambucano não bate, ele ‘senta-le’ a mão.
Pernambucano não é sortudo, ele é “cagado”.
Pernambucano não corre, ele “dá uma carreira”.
Pernambucano não malha os outros, ele “manga”.
Pernambucano não conversa, ele “resenha”.
Pernambucano não fica solteiro, ele fica “solto na bagaceira”.
Pernambucano não bebe um drink, ele “toma uma”. (Não só toma uma, como toma todas)
Pernambucano não fica com vergonha, ele fica encabulado, todo errado.
Pernambucano não passa a roupa, ele “engoma”.
Pernambucano não acompanha casal de namorados, ele “segura vela”.
Pernambucano não rega as plantas, ele ‘agôa’.
Pernambucano não quebra algo, ele “tora”.
Pernambucano não pede almoço, ele pede o “de cumê”.
Pernambucano não lancha, “merenda”.
Pernambucano não fica satisfeito quando come, ele “enche o bucho”.
Pernambucano não dá bronca, dá “carão”.
Pernambucano não tem diarréia, tem “caganeira”.
Pernambucano não tem mau cheiro nas axilas, ele tem “suvaqueira”.
Pernambucano não tem perna fina, ele tem “cambitos”.
Pernambucano não é magro, ele é “vara pau”.
Pernambucano não é mulherengo, ele é “raparigueiro”.
Pernambucano não joga fora, ele “avoa no mato”.
Pernambucano não vigia as coisas, ele “fica tucaiando”.
Pernambucano não se dá mal, “se lasca todinho, pega em merda”.
Pernambucano quando se espanta não diz: – Xiiii! Ele diz: Viiixi Maria! Aff Maria!
Pernambucano não vê coisas do outro mundo, ele vê “malassombros”.
Pernambucano não é chato, é “cabuloso”.
Pernambucano não pula, “dá pinote”.
Pernambucano não briga, “arenga”.
Pernambucano não faz cocô, ele “arrea o barro”.
Pernambucano não xinga ”filho da mãe”, ele xinga “fí duma égua”.
Pernambucano não diz orelha, diz “urêia”.
Pernambucano não dá murro na rosto, dá murro no “mói da guariba”
Pernambucano não se aproveita dos outros, ele “arrega dos outros”
Pernambucano não senti medo, ele “tora um aço”.
Pernambucano não perde a virgindade, ele “tira o cabaço”.
Pernambucano não é bom em algo, ele é “tampa”.
Pernambucano não fica preocupado, fica “aperreado”.
Pernambucano não vai à força, ele vai “a pulso”.
Pernambucano não acha maravilhoso, ele acha “arretado”.
Pernambucano não fica apressado, fica “avexado”.
Pernambucano não fica triste, “fica borocochô”.
Pernambucano não mexe em algo, ele “boli”.
Pernambucano não é o melhor, o bom, é “o cão chupando manga”.
Pernambucano não precisa de algo, ele “carece de algo”.
Pernambucana não usa tiara, usa “diadema”.
Pernambucano não faz compras, ele “faz feira”.
Pernambucano não é medroso, é “frouxo”.
Pernambucano não faz fofoca, faz “fuxico”.
Pernambucano não toma refrigerante, toma “guaraná”.
Pernambucano não falta aula ou trabalho, ele “gazea”.
Pernambucano quando se empolga, fica com a “mulesta dos cachorro”.
Pernambucano não fica irritado, ele pega “ar, arretado, invocado, com o d’abo no couro, virado num mói de cuento, com a mulesta dos cachorro, com a gota serena”.
Pernambucano não diz “puta que pariu”, diz “deu a bobônica, deu a bixiga, deu a bixiga lixa, deu a miséria, deu a bixiga lixa misinguenta, deu a preula”
Pernambucano não leva pancada, ele leva uma “chapoletada, lapada”
Pernambucano não fica machucado, fica “estrupiado”.
Pernambucano não é bobo, é “abestalhado”, “bocoió, abilolado, atabacado, tabacudo, tabareu”
Pernambucana não usa grampo para cabelo, usa “biliro”
Pernambucano não é pão duro, é “pirangueiro”
Pernambucano não acha legal, bom, acha “massa”
Pernambucano não dá dica, dá “bizu”.
Pernambucano não usa bloco de rascunho, usa “borrão”.
Pernambucano não é dedo-duro, delator, é “cabueta”.
Pernambucano não usa uniforme, usa “farda”.
Pernambucano não sente mau cheiro, sente “inhaca”.
Pernambucano não fica sem dinheiro, fica “liso, no rato”.
Pernambucano não mata pernilongo, mata “muriçoca”
Pernambucano não cola na prova, ele “fila”
Pernambucano não usa roupa com zíper, usa com “fecheclér”.
Pernambucano não bota chifre, bota “gaia”.
Pernambucano não completa, ele “intera”.
Pernambucano não se dá mal, ele pega em “merda”.
Pernambucano não fica suado, fica “peguento”
Pernambucano não fica com ferida, inflamação, fica com “pereba, sará morreu, creca”
Pernambucano não fica em situação difícil, sem dinheiro, fica na “pindaíba”
Pernambucano não tem amigo, camarada, tem “pareia”
Pernambucano não é baixinho, é “tamburete de zona”
Pernambucano não usa colar, cordão, usa “trancilim”
Pernambucano não é caloteiro, mau pagador, é “xexero”
Pernambucano não tem pernas tortas, é “zambeta”
Pernambucano não é vesgo, ele é “zarolho”
Pernambucano não joga bola de gude, joga “ximbra”
Pernambucano não tem dinheiro alto, não trocado, tem dinheiro pegado”
Pernambucano não fica entusiamado, com disposição, fica com “gosto de gás”
Pernambucano não chama paralelepípedo, chama “meio-fio”
Pernambucano não faz barulho, faz “zuada”
Pernambucano não usa estilingue, usa “badoque”
Pernanbucano não sente mal cheiro, sente “Catinga”
Pernambucano não fica inquieto, ele fica “Aguniado”
Pernambucano não é alto, ele é “Galalau”
Pernambucano não é ruim, safado, ele é “Cabra safado, alma sebosa”
Pernambucano não conversa coisas sem importância ou fala coisas sem nexo, ele conversa “miolo de pote, tá falando água, lezera/lezerice”
Pernambucano não dá gargalhada, ele dá uma “gaitada”
Pernambucano não tem namorada, ele tem “pirraia, nêga, boysinha”



quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A magia dos filmes dos anos 90







Quando ligo a tv - à tarde ou à noite - concomitantemente surge aquele trabalho singular que fez meus olhos juvenis brilharem em outrora. Combinando lembranças com cheirinho de doces, no qual, me faziam companhia.

Glorificos foram meus anos 90. Datam-se do período da minha infância, das muitas vezes na companhia da vó sentada em seu cantinho no sofá, distraída ou apenas acompanhando o deleite de sua neta em frente da coisa mais sublime que haviam inventando - a televisão.

A famosa "Sessão da tarde" durante muitos anos foi meu cantinho particular, onde obstruía minha inquietante mente de assuntos domésticos para fluir por becos cinematográficos. Recheados  de fantasias e adrenalina intuitiva. 

Quem não se lembra de "Esqueceram de mim 1 e 2", "Gasparsinho", "Free Willy", "Lesy" (os filmes de cachorros sempre eram os prediletos), sem mencionar os filmes de desenhos!  
Sem medo de errar garanto-lhes... Foram os melhores anos da minha vida. 

Mesmo com os percalços que insistem em atrapalhar nossa congruente ingenuidade e desfazer heróis em mitos. Os nossos anos pregressos são a nossa alegria quando nos sucumbimos às lembranças.

Saudade é um sentimento efêmero e sem data de validade, que nos pega pela mão sem nos dizer seu roteiro. É egoísta por não nos permitir um bis, e saudosista por ser nostálgico.

Bendito seja o cinema antigo e suas facetas futurísticas. Mesmo com o desenvolvimento da parafernália que enseja  na confecção da cinematográfica moderna, devo dizer-lhe com a maior satisfação: nada é tão maravilhoso quanto assistir há um filme dos gloriosos anos 20,30... Ah! como amo Chaplin.

Tudo que permeia a conjectura de nossa satisfação imediata - de entretenimento ou social- é fantástico. 

Quero eu, hoje, aquele filme apaixonante, não importa sua origem mas apenas sua mensagem. Com gosto de sonho de valsa e pipoca com sal! Ou caramelho e sua metade chocolate, do zorro, e da
galera da Looney Tunes - do pernalonga, frajola e patolino.

Sejam quais forem as predileções, nada do que há hoje é parecido com o que tivemos ontem, E, que seus filmes com gostinho de infância te chamem sempre! De preferência numa tarde chuvosa, numa sala vazia e um cobertor aconchegante.

Bons filmes!