Quem sou eu?

Escritos de uma "Einstein" é um blog de uma jovem que cultiva a cada dia o dom de escrever. Cujos textos esboçam suas análises, críticas e por que não, devaneios. Afinal, de louco todo mundo tem um pouco! ;)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Vamos conversar sobre - O morro dos ventos uivantes?

No peitoril da janela próxima estava um livro aberto; o vento, quase imperceptível, agitava-lhe de vez em quando as páginas
- O morro dos ventos uivantes, p. 197.

Antes dos preâmbulos da história, vamos iniciar com uma estória...
Em meados de 2015, isto mesmo, do ano que ainda se segue, mais precisamente em fevereiro, recebi de uma grande amiga um presente - um livro. Aliás, amo recebê-los (isso mesmo, é uma dica! Acho que posso deixar meu endereço, não é mesmo? caso alguém ai, uma boa alma queira presentear-me, risos. Opa! vamos voltar ao contexto).
Bem, recebi um livro do qual ela mesma já havia comprado muitos meses antes com a promessa de sê-lo meu, porém, decidiu ela, ler primeiro. Aí caros leitores, foi um bom tempo até me agraciar de sua presença. Quando o recebi, foi uma sensação inigualável assim como com todos os meus filhos... A Batalha do Apocalipse, Heresia, Cilada, O diário de Mary Berg... E, vários outros amados.
No entanto, O morro dos ventos uivantes, deu-me sensações ainda não conhecidas, pois aquela lenda de que não olhamos a capa mas apenas o conteúdo, é mentira! Devo descreve-lo à vocês.
A edição é da Editora Abril Coleções, Clássicos, vol. 23, encadernação em capa dura e coberto por tecido negro, com pequenos desenhos em único tom cinza, assim como o nome de sua autora Emily Bronte, e claro, o próprio título.
Tinha em mim uma euforia tamanha, mas só consegui lê-lo quatro meses após sua chegada. Neste meio tempo minha querida amiga vinha me adiantando o seu desprazer na história, ressaltando a linguagem densa, e em personagens desapaixonantes. E, sempre me indagando o porque de querer ler tanto esse livro, deixando emergir um desafio - LEIA E QUERO VER SE VOCÊ VAI MESMO GOSTAR!
Pois bem, li.
Em junho do mesmo ano, enfim me despus a colocar minhas energias em lê-lo o mais depressa possível, pois existiam outros que também estavam na fila. Quando o peguei definitivamente e me debrucei na minha cama, já havia lido algumas páginas em ocasiões diferentes, mas a partir daquele momento era pra valer. 
Confesso à vocês que custei a entrar na história, e mais, a sentir empatia. Você lê 10, 20, 30, 40, 50, 60 páginas... Ai pensa, " não é possível! tem que haver alguma coisa que me prenda!". A tradução do livro é num português realmente mais "fechado" e não muito dinâmico. Têm que realmente ter disposição para ler com paciência, por que não é um best seller de acordo com as características dos dias atuais, mas sim, uma literatura com muitas décadas e com uma linguística densa.
Os personagens centrais, "os apaixonados",  não apresentam as características peculiares do mocinho e da mocinha, pelo contrário, ela (Catherine) é mimada e até cruel às vezes, com uma dose de auto centralismo e metódico gosto em desprezar pessoas e depois querê-las ao seu lado - diria um tanto quanto, bipolar. 
Ele (Heathchcliff), criado pelo pai de Catherine, realiza as mais árduas tarefas, mas sempre com aquele olhar feroz. Não conseguindo viver assim, e também por desilusão em relação a Catherine, fugiu. Após muitos anos retornou, e consigo, veio o mesmo ímpeto feroz. Fez de tudo para conseguir a propriedade do seu antigo lar,e também de reaproximar-se de Catherine, mas é aí que está as características loucas dessa história de amor, se é assim que se pode denominar. Os mesmos nunca conseguiram fazer as pazes e muito menos se amar, apenas houve discórdias, tormentas, infelicidades, que se alastrou para os descendentes de ambos.
É uma história com raras ocasiões de palavras doces e amorosas, mas majoritariamente de palavras duras, falsas e tolas. Não recomendo para àqueles que esperam um lindo romance tipo Nicholas Sparks. Mas, recomendo a àqueles que querem um desafio, assim como eu quis, e no final, vai perceber que valeu a pena, porque a mim, valeu. Pois no fim, preconceitos se desfizeram e soluções foram encontradas, e chances foram enfim, aproveitadas. 
Este pequeno texto não é uma crítica em si, está mais para "dê uma chance a história". Afinal, as linhas sempre podem ser abandonas, mas a chance, essa talvez seja única.

Rayana Cavalcante.







Meu livro.














Outras edições.

sábado, 10 de outubro de 2015

Quem sou eu

Talvez um conto dissesse melhor o que quero dizer agora, mas por ora, vou envolver estas linhas apenas de palavras sem conceituar em nenhum tipo literário. 
Por muito, muito tempo, paramos no tempo e refletimos o horizonte sem dar nenhuma atenção o que se passa a nossa frente, nos entregamos numa miragem de ilusões e pensamentos que não mensuramos onde pode nos levar, na verdade é bem mais fácil se perder em pensamentos do que permanecer no mundo real.
Gosto da sensação de me perder no que acho que realmente me pertence, talvez sentir em algum momento que tenho certeza de alguma coisa, que as escolhas que fiz até agora realmente foram as corretas. São dúvidas apenas e que todo mundo as têm é o que pensas, mas a particularidade de cada um é una! Jamais é totalmente conhecedor um do outro, nem os mais célebres dos psicólogos. 
Se cada estrela do céu pudesse guiar cada passo meu, nem mesmo assim me encontraria. Se as galáxias e seus planetas fosse habitáveis, qual deles poderia dizer ser meu?
Eu sou eu, ora. Que caminha sem olhar pra trás, que atravessa a rua sem vê quem está por perto, por pura e simples, inobservância. O nariz empinado é questão de anatomia, questão de arrogância se percebe no tratar. Que não gosta de usar os óculos de grau, e por isso é mau educada. São tantos esteriótipos... É difícil até de exemplificar.
Existem muitos "eu's", muitas interpretações de "mim's", cada um que atravessa meu caminho leva consigo algo meu, e nisso o elemento caracterizador. Simplesmente, há interpretações análogas ou totalmente ambíguas, são minhas versões que circulam por aí, nunca saberei onde foram parar e quais interpelações fizeram. Não todas, na verdade, nem sequer a metade de sua metade.
O que fui nunca mais serei, nem o que penso hoje vai ser exatamente igual o que pensarei amanhã. Tudo são nuances. 
O que fica são sempre as indagações - o que ainda sou? 




O tempo não costuma esperar muito de nós, e tantas indagações não podem empacar a nossa vida, portanto, tudo tem sua medida e sua justificativa. Devemos tentar construir algo no momento que ainda estejamos respirando, porque mais tarde.. Ah! mais tarde, pode não ser muito tempo.





sábado, 18 de julho de 2015

A VIDA é relativa "?"

Numa bela e acalente noite fria tudo é místico, foco meus olhos além da janela aberta e consigo ver tudo, uma paisagem atroz, nada é ritmo, tudo é límpido. Nesses momentos fugazes, nada é mais doce do que a solidão que me faz companhia, sobressaltando apenas a volitiva vontade de lhe ter comigo. A chuva que cai lá fora apenas nutre a sensação de ser aquecida e sentir, sobressaltada, o arrepio de estar vivendo uma cena utópica.

A sensação de querer estar numa típica cena de filme romântico é a ânsia de boa parte de nós, mulheres, e porque não também arriscar deles, os homens. Incrivelmente, eles, não são do tipo que costumam expressar tais desejos, são muito raros, e às vezes tenho a sorte de encontrar alguns destes. Porém, nem tudo são flores e as fantasias apenas ficam no campo da "intocabilidade".

No tocante a isto, é paradoxal o mundo e nossas interações dentro dele. Veja, como simplesmente não existem fórmulas matemáticas na vida, ela simplesmente acontece. É o único campo que as exatas perdem para as humanas - tudo é relativo e nada têm sua regra.  

Tudo o que é fático é passageiro e nossos pés sempre querem ir mais longe, tentando sentir novos pisos - sejam eles macios ou pelos crivos das pedras. Afinal, o que importa são os risos, as lágrimas ou a nostalgia das lembranças. Prefiro, hoje, tentar sorrir a  chorar, e ser esperançosa à pessimista. Pois o que se refere a outrora, já se foi. E o horizonte é apenas uma questão de conquista.

Chego a transgredir meu próprio objetivo do que seja bom, digo a tentar compulsivamente auto sabotar-me, digladiando em pensamentos que "não pode ou deixa pra depois". Prefiro ser o agora do que aquela metamorfose ambulante...  o que seria se metamorfosear? como isso pode ser bom e construtivo? Até que ponto não podemos considerar como um medo errante de se fixar? Teria um prazo e sendo apenas um fator da juventude, do ímpeto de viver por aí?... Cada um é cada um! Dentre as alternativas  e  encontram uma conciliando tudo o que lhe faz vivo com as obrigações diárias.

Espero, eu, conseguir trilhar planos... Apesar da árdua vida profissional que escolhi. Mas quem disse que não há efervescência no dia a dia?! Prefiro e pretendo saborear coisas vivas e coloridas, sem ter que coibir o ser vivo que há aqui, sem esquecer de que as escolhas sempre vão existir e são necessárias, mesmo quando pegamos os atalhos.

Transmutemos a coisa em si, pois a felicidade é apenas uma questão de ponto de vista.

Boa noite!... Ou bom dia... boa tarde... Afinal, tudo é relativo.  ¡ Hasta luego !



sexta-feira, 3 de julho de 2015

Anne Frank - a menina que sonhava ser jornalista

"Quero continuar a viver, mesmo depois de minha morte! E por isso agradeço a Deus que me deu esse dom, essa possibilidade de me desenvolver e escrever, de saber expressar tudo o que há em mim." 
Anne Frank, 1944 

É com singela emoção que devo iniciar meu pequeno texto dizendo que essa citação acima é uma das últimas que está no livro O Diário de Anne Frank. Nela existe o luminar de uma esperança que cresceu e reluziu na expectativa de após mais de dois anos de  privações, sem o convívio com amigos e familiares, na absoluta "prisão", tendo como únicas pessoas à dedicar uma palavra - seus pais e irmã, o casal Van Daan e seu filho Petter, o sr. Dussel, e alguns poucos empregados do escritório, o qual foram fundamentais para garantir a sobrevivência de todos naqueles anos de clausulamento. 
No início de sua narrativa, Anne como uma garota ainda nos seus 13 anos, livre e cheia de gracejos, narra suas aventuras com uma clareza surpreende. Nesse período vive a impetuosidade da juventude, sapeca e sem meias-palavras, vista como "super ativa" e "tagarela", como ela mesma acredita que todos acham. Narra com proeminentes detalhes sua personalidade, com particular desenvoltura em sala de aula, porém com retração no convívio com sua mãe. Os relatos dos "problemas" com sua mãe segue em todo o livro, dizendo Anne que "não tinham nada em comum". 
Com o início da perseguição nazista aos judeus, e com a crescente ameaça de serem todos conduzidos a lugares ainda incertos, a família esconde-se. A partir deste momento, Anne escreve em seu diário com mais afinco, despejando através das palavras as angústias, discussões, confusões sentimentais, e claro - a esperança que vinha através de notícias no desenrolar da guerra.
Cada fato novo era motivo de profundas discussões, e cada novo anúncio de avanço nazista decaíam a fé de estar a sentir de novo o calor do sol ao andar livremente pelas ruas e no vento a trepidar nas folhas das árvores. Isto é o que Anne descreve em seu diário, não com essas palavras, mas diz a importância e o valor que dá naquele momento de apreciar a natureza. O quão bela ela é, mas que antes não percebera.
A evolução de Anne é incrivelmente absorvida por quem lê o livro. Senti em cada palavra escrita a sua humanidade. Não são palavras fictícias, mas vividas! Ali, presa dentro do prédio, ela "se tornou moça", digladiou com seus próprios sentimentos - em relação a mãe; a dificuldade de viver continuamente com pessoas sem poder bater a porta à suas costas e sair pra espairecer a cabeça; de ser "má interpretada e má entendida"; de ora somente ter para comer espinafre no café da manhã, espinafre refogado, sopa de espinafre... Racionando tudo quanto fosse possível, mas mesmo assim, comemorando os aniversários de todos, dando uma roupa ou mesmo um alimento qualquer. 
Ali, Anne esteve as voltas com o primeiro amor - Petter. Uma amizade que crescera com a doçura da inocência e da sensação de se sentirem sós. Juntos deram seu primeiro beijo e juntos compartilhavam longas conversas noturnas. A descrição dos fatos são poéticos apesar do contraste que o Diário nos proporciona, pois ali há exposição das variações de sentimentos de sua autora - curiosidade, alegria, raiva, cólera, mansidão ...
O diário de Anne era como se fosse sua amiga, sua "melhor amiga" Kitty. Nele não existe a famosa frase "querido diário", mas "Querida Kitty". E é por isso que sinto mais propensa simpatia por Anne, pois sua inteligência é perceptível, e quando foge aos padrões denota ainda mais sua singularidade. 
Ela seria uma pessoa formidável se não tivesse ido tão cedo, aos 15 anos de idade. 
Passou dos 13 ao 15 anos no abrigo com sua família, distante dos prazeres das ruas e das trivialidades do dia a dia, mas sem perder a alegria. Era uma estudiosa, e em vários momentos diz " preciso ir estudar, Kitty" ou "hoje, estudei genealogia" etc. Mesmo com a condição que lhes eram impostas, o estudo nunca pôde ser negligenciado, e o retorno à escola era sempre projetada - supondo-se o mês a partir do desenrolar das novidades que lhes chegavam. 
Tinha como um constante gosto inventar histórias e dedicar à seu pai - em aniversários ou outra data comemorativa. Descrevia seus personagens, e sua ambição era sempre por aperfeiçoá-los, e assim conduzir à novas e formidáveis aventuras - seria uma jornalista
Anne, assim como outros jovens que morreram no holocausto tinham sonhos, e fé de que tudo acabaria bem. E é em homenagem a eles que digo e enfatizo de que este não é um livo qualquer e merece ser lido.
Milhares de judeus morreram em detrimento de um ideal racista medonho, cujo único fruto foi a degradação da evolução humana. E fazendo com que surja na minha mente a indagação: Do que ainda seremos capazes?

Rayana Cavalcante







domingo, 24 de maio de 2015

UMA CARTA

Meu amigo quando me for lembre que aquele teu sorriso sempre me cativou, e nunca suas tristezas foram negligenciadas. Que as nossas conversas me tornaram melhor ou mesmo mais imaginativo, e nossas intempéries casualidades tão sugestivas, foram igual a calmaria de meus pesamentos – lívidos.

As nossas divergências nunca foram ponto de oposição, mas de complementação, mesmo quando não existiam concordâncias. Seria fácil dizer ainda que meus sãos pensamentos a ti serão eternamente gratos. Amizades são uma dádiva que são cuidadas, perseguidas e amplamente almejadas, pois essa aspiração é o que nos dá brilho e cores, nos permitindo viver mesmo quando todo o resto decai em desesperanças. Aqui te digo as mais árduas e honestas palavras.

A vida nem sempre nos é boa ou mesmo aprazível, nós que precisamos torná-la nosso lar, fazendo de tudo possível mesmo quando percebendo que devemos cruzar longos caminhos. Eu sou apenas mais uma molécula no universo, apenas isso. Que mais uma vez ousou e fez o que a lógica não consegue explicar – vivi.

Se nunca mais nos vermos é porque outros usufruirão de nossas companhias, ou até mesmo a infinitude, pois nem mesmo a carne pode impossibilitar grandes laços. Sentimentos são efêmeros, indivisível e intocável, e as percepções são terrenos. O palpável é um grande dilema, pois percebemos que somos muito mais do que o toque.
Preciso te dizer...
Me sinto bem, e assim deves sempre estar também.









Quando o amor é sincero ele vem com um grande amigo, 
e quando a amizade é concreta ela é cheia de amor e carinho.

-William Shakespeare


terça-feira, 7 de abril de 2015

Por que escrevo?

Escrevo porque alimenta meu ímpeto de viver.
Escrevo porque apazígua meus pensamentos.
Escrevo porque me acalma o espírito.
Escrevo porque torna tudo mais coerente ou completamente inconsistente.
Escrevo porque tudo o que é belo merece ser transmitido.
Escrevo porque o mundo não é tão mágico quanto as linhas que lhe dão promessas.
Escrevo porque a narrativa pode te iludir mas nunca lhe trair.
Escrevo porque sei que outros lerão o que sinto; e que hão de ver-se nos meus ditos.
Escrevo porque os dias são normais demais enquanto que as palavras são dadas à travessuras.
Escrevo porque meu mundo é extenso demais pra caber somente ao meu redor.
Escrevo porque me dá a luz da reflexão e a proeza da paciência.
Escrevo porque me sinto feliz, e quando não mais me for - dela ainda não desistirei.
Escreva, pois assim comporá suas próprias sensações.
{ Rayana Cavalcante }


Eles não sabem o que ELAS também gostam






Uma das coisas mais incrivelmente satíricas é ouvir um homem se espantar ao "descobrir" certos gostos nossos, ou até mesmo de perceber que obviamente entendemos tanto quanto, com pequenas diferenças que mais personaliza do que nos divergem.
Que há mais perfeita emoção em assistir uma corrida de F1 e ver seu ídolo lá! Que exite um limite máximo para ir pro "pit stop", que ao fazer ultrapassagens de má-fé o piloto é punido; podendo largar nas últimas posições em corrida futura ou mesmo perder pontos. E acredite, o último campeão brasileiro foi Ayrton Senna e o último pódio em 2009.
Que existe prazer em jogar vídeo game, usando de todos os músculos faciais em caretas e demostrações de prazer ao derrotar seu tórrido adversário!
Que nada melhor naquela noite de sábado do que um bom filme com muito sangue, tiros, pernas e braços quebrados! Sem "casalsinho" feliz e ninfas encantadas jogando ao léu seu "posinho" encantado e aquebrantando coraçãozinho solitário.
E, o melhor ainda são os desenhos da Marvel, e apesar de sua guerra por direitos autorais e mudanças de ilustradores, e edições malucas - as HQ'S são melhores do que desenho da Barbie. Que mangá não é chinês e que obrigatoriamente todo desenhista passa por eles em algum momento da vida!
E que meninos, meninas sabem o que as fazem felizes.
Que jogar sinuca é viciante e pebolim é técnica. Futebol é entusiasmante, e quando apreciado por nós - é interpretativo!
Que nada é mais bonito do que o som de um violino, porém nada mais arrepiante do que o solo de uma guitarra e um concerto de bateria.
Que existem aquelas que se importam com seu limite de velocidade - que pelo amor de Deus passe dos 80 km/h!
E, no andar despercebido dentro de casa se incomoda em ter que matar o bendito do rato, mas não é medo, mas sim implorando por dentro "criatura vá embora se não vou ter que te matar!" 
Que o excêntrico é fascinante e os riscos ... (alguns deles) fazem parte do jogo.
Que os opostos necessariamente não precisam ser opostos, mas aperfeiçoados!
Que uma barba é linda e o despojado é encantador, mas a elegância é arrebatadora. Que o romantismo nos é íntimo e os detalhes essenciais. 
Que o "rústico" é quisto e quando bem dosado, indispensável!
 E, que a chapinha é mero detalhe, e  o banho de chuva ressuscitador! 
As metas se bifurcam na calmaria dos deveres diários e na destreza no tiro ao alvo! Que nas madrugadas há atenção nas lutas na UFC e nos comentários de economia externa.
Que chocolate uma vez ao chão não mata! (mas também não vá deixar horas ali).
Atividades domésticas é um saco! Pegar uma mochila e pôr nas costas é o desejo de muitas. Simplicidade é a rainha de todas as coisas, e ganhar dinheiro é sobrevivência.
Maternidade não é a regra, mas uma alternativa.
Que podes desmanchar meu peteado e amaçar minha roupa, e quando digo "por que você fez isso?" é mero charme.
E limites são tentações que nos impelem a querer ultrapassar.

domingo, 5 de abril de 2015

FEMINISMO & MODERNISMO



Vê-se a muito tempo as repressões sofridas por minorias diante das classes mais “educadas, racionais e desenvolvidas” da sociedade. Por muito tempo buscou-se a tão aclamada liberdade de expressão, de ser e viver a partir de movimentos um pouco desastrosos diga-se de passagem.
Por muitos séculos as mulheres, por exemplo, tiveram como ponto de partida a cozinha e como fim da linha a satisfação pessoal de seus respectivos maridos. Desmerecidas e subestimadas como seres frágeis e indispensáveis para a proliferação da raça humana, ou melhor, do sobrenome dos seus senhores. Destarte, a essa perspectiva algumas personalidades femininas se destacaram na história mas com muita luta e personalidade.
Rainhas conquistaram seu espaço na história mesmo sob o julgo de críticas e julgamentos hipócritas permeado de preconceitos e fatos cujo teor é de alta desconfiança. Mesmo com o advento de ferramentas modernas a luta por espaço e equidade não se desdobrou perante ao incessante movimento das massas menos favorecidas, pelo contrário fora fomentado subsequentes atos de intolerância e aversão. O veto ao voto, a impossibilidade de decidir o caminho da sua própria vida – o divórcio, o direito ao trabalho – que por muito tempo ainda fora visto com desconfiança diante daquelas que iam em busca do sustento de sua própria família, julgamentos encimentados de costumes obsoletos e racistas! Que infelizmente ainda encontram seguidores no mundo atual.
Mesmo diante de um quadro tão averso e de extrema violência – não somente física mas psicológica, tais movimentos conseguiram sobressair e desmistificar mitos ainda arraigados (como por exemplo o movimento feminista do início dos anos mil e novecentos). Proferindo à todos os ideais que um dia fora tão fortemente abraçado na França – Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Hoje, a realidade demonstra outra face. Mesmo com os dados ainda demonstrando uma desigualdade no salário homem versus mulher, esta por sua vez, consegue trabalhar. Têm liberdade de agir conforme seus próprios interesses, e aquela instituição patriarcal demonstra outra característica. Tendo um maior número de mulheres no papel de detentora de provimentos para os  seus, e não tendo que se subjugar diante de olhares de reprovação de outros.
No entanto, essa evolução, digna e essencial, atualmente traz um outro movimento – o feminismo  moderno. Movimento este ateado em forma de bandeira por alguns grupos mais extremistas, defensoras de “direitos” ainda mais “democráticos”, usando seus corpos desnudos em protesto. O quanto você acredita que a mulher é moderna? Qual é o limite do respeitável e a liberdade de prazer? Será que a modernidade também é capaz de mudar a natureza feminina ou ainda não sabemos quem somos? Será que é realmente fácil agir de forma “liberal” para todas ou apenas para aquela parcela que busca essa liberdade?
Confesso que não simpatizo com esse movimento. Não acredito na liberdade nessa perspectiva, nem para o homem e nem para a mulher, e muito menos nos métodos de reivindicação feitos por tais grupos.
Certos atos beira a vulgaridade e a felicidade falsa, a busca incessante apenas pelo prazer momentâneo e inconstante. Vejo hoje, que para alguns a felicidade está atrelada ao quanto você vai a festas e o quanto ingere bebidas alcoólicas para sentir-se alegre. Desfazendo-se e sentindo-se frustrado diante de lugares mais calmos e simples.
Acredito e defendo a busca por direitos que realmente à todas nós é merecido e indispensáveis, mediante atos uniformes e coerentes, sem efeitos midiáticos   exploradores. Certos critérios de comportamentos ainda devem ser debatidos, é claro, como hoje o sexo é conversado sem maiores pudores. Mas deve-se ter em mente como vai ser levado em conta tal assunto, dar-se para levar ao público assuntos sem necessariamente mascará-lo com uma manta de futilidade e promiscuidade. Mas sim, um fato atual e comportamental da sociedade.

Loucuras imperfeitas



Às vezes, a gente se sente como um lunático que fala para as sombras da solidão, mas aos poucos alguma coisa aqui, outra lá, vai acontecendo …é como um filme … somos protagonistas das nossas razões e assim temos nossas próprias cenas e ilusões..
– Marcelo Ferraz
Desde já devo deixá-los sobreavisados que não me responsabilizo por quaisquer palavra que aqui seja conjurada para compor as linhas e findar num texto. Madrugada já, lá pelas tantas 01:28 estou a devagar em pensamentos, compenetrada numa música apenas e deixando-se levar por tantos dizeres que li e ouvi. A perspectiva é enebriante, não? Agradeço a duas pessoas, em especial, pelo título a um e a citação ao outro.
Talvez me perca e não expresse o que queria – talvez, e só talvez não esteja lúcida o suficiente. Experimente o êxtase de estar só … há tantas coisas pra sentir.
Louca sou? psicologicamente perturbada? quem não é a sua maneira. Se não fosse, tantos segredos não seriam guardados e inquietamente banidos dos olhos curiosos. (repete-se a mesma música aqui).
Qual é seu segredo? quais são seus temores? Atreve-se a dizê-los em voz audível, possivelmente não, a não ser que fale sozinho, não se preocupe este é um hábito de muitos. Condizente com seus pensamentos, a língua expressa antes de o deixar refletir.
Atitudes são pensamentos que se tornam em realidade – atos censuráveis, atos arriscados por que não! A vida não é isso? Destemidos somos todos. Em direções opostas e valores consubstanciáveis… A busca incessante pela nossa felicidade – “Eu tenho direito de tê-la! direito de sair e nunca mais voltar! De estar e não falar! De ser o que eu quero ser!”””””” O relógio denuncia 01: 49 hrs.
Vendo-me cá, divagando sem freios a desprender-me do chão e sendo conduzida por questões filosóficas apenas, lembrando coisas que nunca mais voltarão, repreendendo-me por coisas não ditas e ditas, e feliz por tê-las comigo. O futuro é muito tempo, e somente ele guarda as chaves das portas que entrarei e lá almejarei  o que de mim foi feito. Veja o que a nós é oferecido! Reflita o que realmente importa nessa lida. Somos tão frágeis, simples como uma pequena labareda que tremula na mais simples brisa, e apagando-se quando tudo o mais não é possível. (mudei a canção !)
Converse com aqueles que nunca ousou tentar, e aprenda com eles coisas que nunca imaginou. Vejo seres lindos por sua simplicidade e tão fascinantes são que parece indefesos, no entanto, fortes; pois sabem como seguir avante. Eis, uma qualidade.
Tolices muitas vezes tomam nossos pensamentos como drogas que não deixam-nos sanar, transformando nossas nuances em enfermidades malgradas. Admiro sua insensatez.
Destarte, o nosso querer é intangível, pois a fantasia é tão perfeita quando apresenta maravilhas equidistantes. Resta contentar-se com o máximo realizável, seus atos sempre denunciarão as loucuras que fizeste, no entanto, imperfeitas por não perdurarem.
02:29 hrs …


quarta-feira, 4 de março de 2015

Quando os celulares se tornaram mais atraentes do que as pessoas

Ei! olhe-me nos olhos e me veja! 
Enxergue-me como sou e não como uma utopia de como deveria ser.
Leia meus lábios quando te digo palavras soltas... E, reaprenda a apreciar as nuances dos gestos.

Há exatamente três meses, ao dialogar com um amigo, veio a termo o seguinte tema: "Quando os celulares se tornam mais atraentes do que as pessoas" - Bem, é exatamente o título do texto que discorrerei agora.
É de certa forma esdruxulo e até piegas fazer contrapontos temporais do mundo moderno e o passado, onde tais ferramentas de comunicação ainda beiravam à utensílios arcaicos. 
Já li muitos textos fazendo críticas ou apenas referências às atitudes "nossas"- reles seres consumistas e adaptáveis - na relação de indivíduo para indivíduo. Estes pequenos gestos mutantes que vamos adquirindo só é percebível quando já o está enraigado e portanto, impossível de revertê-los. Torna-se cultural! pois está ligado a forma de ser e agir. Ficando até um pouco engraçado ver culturas equidistantes se tornando quase gêmeas por influência de aparelhos eletrônicos, principalmente se auferirmos ao uso do celular... melhor, dos smartphones.
Não pense que estou contra o uso de tais equipamentos, ou contra o desenvolvimento da humanidade. Oh! não. O que quero que vejam é o "como" e " quais as consequências" do uso indiscriminado de qualquer objeto ou coisa,  atingindo e influenciando nações indistintas do planeta. 
Imagine a moda do selfie, sua origem é dada aos norte americanos, e como um acender de pólvora, alastrou-se por todos os continentes, "incendiando" à todos. Não se vê forma discriminada dessa moda, pelo contrário, desde um indiano a um sultão da Arábia, todos eles, pelo menos, a conhecem. Até neste ponto consigna numa perspectiva positiva, que seria ... "povos e classes sociais diferentes utilizando das mesmas ferramentas"... no entanto, essa premissa seria falsa, pois, seria verdade o fato de classes diferentes poderem se manifestar de maneiras parecidas, mas não de interagirem entre si.
Mesmo quando as classes são as mesmas não há interação, mas OPORTUNIZAÇÃO - oportunidade de mostrar meu carro novo, oportunidade de mostrar as viagens que fiz, a oportunidade de mostrar meu cachorro, gato e periquito...etc. 
As pessoas não saem para conversar, mas sim para tirar foto para postar no instagram. Para ver quantas curtidas vai receber no Facebook.
Quando quiser sair comigo, SAIA COMIGO! Deixe o celular e todas as bujingangas de lado para apreciar a vida. 
Me olhe nos olhos e use a língua que Deus lhe deu para falar. E, enalteça aqueles que ainda estão a sua volta com a graça de sua atenção e carisma. 
A beleza dos séculos passados, o que seria a época de ouro, se fazia na sua delicadeza de tratamentos. Apesar de muitos direitos negligenciados, ali havia sutileza e apreciação do verdadeiro. Os poetas eram ouvidos, e a arte admirada. 
Ouçam-se como seres que merecem serem ouvidos, e observem pois todos necessitam de atenção. Se a isto não atentarem, o que restará no findar, será o perecimento de coisas simples e de raro valor humano.

Cena do filme "O som do coração"