Talvez um conto dissesse melhor o que quero dizer agora, mas por ora, vou envolver estas linhas apenas de palavras sem conceituar em nenhum tipo literário.
Por muito, muito tempo, paramos no tempo e refletimos o horizonte sem dar nenhuma atenção o que se passa a nossa frente, nos entregamos numa miragem de ilusões e pensamentos que não mensuramos onde pode nos levar, na verdade é bem mais fácil se perder em pensamentos do que permanecer no mundo real.
Gosto da sensação de me perder no que acho que realmente me pertence, talvez sentir em algum momento que tenho certeza de alguma coisa, que as escolhas que fiz até agora realmente foram as corretas. São dúvidas apenas e que todo mundo as têm é o que pensas, mas a particularidade de cada um é una! Jamais é totalmente conhecedor um do outro, nem os mais célebres dos psicólogos.
Se cada estrela do céu pudesse guiar cada passo meu, nem mesmo assim me encontraria. Se as galáxias e seus planetas fosse habitáveis, qual deles poderia dizer ser meu?
Eu sou eu, ora. Que caminha sem olhar pra trás, que atravessa a rua sem vê quem está por perto, por pura e simples, inobservância. O nariz empinado é questão de anatomia, questão de arrogância se percebe no tratar. Que não gosta de usar os óculos de grau, e por isso é mau educada. São tantos esteriótipos... É difícil até de exemplificar.
Existem muitos "eu's", muitas interpretações de "mim's", cada um que atravessa meu caminho leva consigo algo meu, e nisso o elemento caracterizador. Simplesmente, há interpretações análogas ou totalmente ambíguas, são minhas versões que circulam por aí, nunca saberei onde foram parar e quais interpelações fizeram. Não todas, na verdade, nem sequer a metade de sua metade.
O que fui nunca mais serei, nem o que penso hoje vai ser exatamente igual o que pensarei amanhã. Tudo são nuances.
O que fica são sempre as indagações - o que ainda sou?
O tempo não costuma esperar muito de nós, e tantas indagações não podem empacar a nossa vida, portanto, tudo tem sua medida e sua justificativa. Devemos tentar construir algo no momento que ainda estejamos respirando, porque mais tarde.. Ah! mais tarde, pode não ser muito tempo.
