A continuidade da vida é cheia de pequenas e salutares surpresas, ímpares, diga-se assim. Você realmente é conduzido e deixa-se assim ser guiado, pois na verdade o que quer é ver como e onde tudo irá findar. Forma-se um grupo, pessoas que naturalmente se encontram ou não, que se reúnem e riem e brincam, e paqueram... por que não?
Destarte, nessa metamorfose, param e olham-se e conversam. Os objetos que consigo carregam também sequestram sua atenção para mundos paralelos, não obstante, incapazes de trapacear na intensidade de bons momentos. Pois estes são presentes, corporal.
Pequenas mentiras e travessuras são essenciais num grupo de indivíduos que ali estão somente por um objetivo - distrair-se. Nada que não seja descaradamente percebido e rebatido num jogo de palavras. As vezes sou boa nisso! (segredo nosso - sorrisos).
Andam, sentam, e bebem e comem... rituais estes que todos os grupos sociais e etnicos praticam. São eles que permeiam e dão significado a confraternizações, pois é isso que fazemos, nos socializamos.
"Vejam só! As estrelas sumiram hoje." (...) E, assim se seguem conversações, paralelas, incoerentes e doidas! Sem qualquer contexto fixo e lógico, são apenas pessoas que estão juntas por armação do acaso. Num momento qualquer, os risos se coagulam uniformes e frenéticos, denunciado os ânimos alterados dos participantes. Inflam-se em perspectivas diferentes, as intenções vão se denunciando e fazendo-se perspicazes.
Olham à frente, o que tem a nós são ruas quase vazias, vão se achegando no findar do pequeno momento. Todos seguem becos distintos que bifurcam segundo seus passos, perfaz a medida do trajeto gracejos confusos e embriagados do ar tardio da noite. Em seguida, iniciam as despedidas, os finitos "tchaus" e até breve, quem sabe.
"Foi bom vê-los (as) hoje!"
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