Quem sou eu?

Escritos de uma "Einstein" é um blog de uma jovem que cultiva a cada dia o dom de escrever. Cujos textos esboçam suas análises, críticas e por que não, devaneios. Afinal, de louco todo mundo tem um pouco! ;)

sábado, 31 de maio de 2014

Paradoxo


“A vida é frágil e viver é um lindo momento quando se sabe amar” (...)
Essa frase foi dita pela banda Catedral em uma das suas mais célebres canções, “A tempestade e o sol”. Transpassando um parâmetro entre duas vertentes imprescindível ao ser humano, sendo de livre vontade ou não. “A vida é frágil”, ora, muitos dirão: “que frase mais simplória pra se fazer uma reflexão!” Pois eu digo, não é uma frase qualquer a preencher uma simples poesia destinada a uma canção. É um paradoxo proeminente e perspicaz.
Não somos seres fracos, nossas escolhas é que nos torna como tal. Afinal, muitas vezes decepções, frustrações e até mesmo a morte são ocasionadas por escolhas. Mas, nos tornamos fracos quando não percebemos perigos ou situações que estão evidentes, mas por motivos a parte,  não enxergamos e permanecemos no engano. As mais singelas diferenças que existem no mundo vivente estão por toda parte e em qualquer movimento realizado, confusões, dúvidas. “Ora, o que é isso? Pra que aquilo?” Ou simplesmente, pequenas distinções sintáxicas que torna algo tão distinto da outra... Palavras, ações, seres, situações, emoções, quão diferentes são, e quão distante do entendimento humano insistem em estar, ou simplesmente será porque não paramos para pensar?
Por muitas vezes me pego pensando nos significados, nos sentidos que cada coisa encontra pra existir e assim continuar no espaço. “Complicado e fácil” estão sempre um do lado do outro, não importando a situação, sempre estão juntos. Isso que digo pode parecer um turbilhão de pensamentos desencontrados que insisto em expor em um texto. Mas, não! É muito simples. Essa notoriedade é que torna possível a reflexão. Para tudo existe o oposto, mas em dados momentos não consiste em duas escolhas, mas simplesmente no fato que um termo necessariamente precisa do outro.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Velhos hábitos

(...)Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome ...
- Pitty - "me adora"

Em alguns textos passados já referir-me taxativamente aos constantes "EU's" que circulam por ai.
Não fui tão enfática quanto desejo fazê-lo agora. Simplesmente, não é possível mensurar os julgamentos
despudorados, os apontamentos desonrosos que são feitos por pessoas nas mais vastas e infindáveis situações.
"Ser ou não ser, eis a questão"? Ou melhor, posso ser, mas como poderei? Talvez essa deva ser uma das 
indagações mais recorrente na cabeça de muitos, ser podado por outrem na forma que deve ser e agir não é
algo fácil de digerir.
Vivemos na realidade da busca de "coisas", e não da apreciação do que é belo por natureza.
Não preciso discorrer sobre temas tão midiáticos como fora o da "Ditadura da beleza" por exemplo. Pois, espero despertar em quem está lendo a sensibilidade para perceber nas entrelinhas das minhas palavras e no ciclo social em que vive as diversas formas que "usamos" para menosprezar o diferente e casual.
Não seja tão grosseiro, um dia você precisa da gentileza.
Felizes os que encontram razão nas mais adversas situações. Dizem que somos racionais, essa afirmativa é correta, no entanto, não o somos em todos os aspectos cotidianos. Saber ponderar suas palavras nos momentos de conflitos é uma dádiva concedida a poucos, talvez com o tempo e auto controle seja possível "domesticar-se".
Não use de velhos truques para apontar os defeitos do próximo, mas lhe dê as ferramentas para perceber seus próprios atributos. É assim que os amigos agem, e acima tudo, é assim que o ser humano deveria manifestar-se.
Lembre-se que aquelas velhas máximas de "não fui com a cara de X" não lhe dá o direito de se resguardar quando aquele precisa de ajuda, ou simplesmente lhe demonstrar um ato de gentileza.
Sei que dar a mão a quem não faria o mesmo por ti é a mais difícil das tarefas, pois ninguém quer perder ou se sentir inferiorizado, acredite, entendo bem ... Mas, se todos agissem da mesma forma simplesmente a moral, e todos os sentimentos bons já tinham encontrado seu fim, e todos nós seríamos seus algozes.
Ás vezes é necessário ser o pioneiro, a permitir que o bem simplesmente pereça.



  


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Um dia, um alguém, um imaginar

Minha vida é repleta de monotonia...
Ao mesmo tempo repleta de conflitos de atitudes concretas e não realizadas.
Sonhos e utopias permeiam meus passos, mas não se tornam auto suficiente.
O medo e as frustrações insistem em quebrar as certezas construídas.
Relações se tornam frustrantes e não de longe desmentem as ilusões formadas.
Os enlaces sentimentais que outrora fora límpido se torna obsoleto.
O caminho escolhido demonstra seu aspecto espinhoso e cruel.
As manobras que um dia lhe trouxeram alegria com o tempo percebe que denotam sua característica mais frívola.
Os risos e celebrações calorosas ficam equidistante da realidade evidente.
Suas doces palavras não condizem com o comportamento demonstrado.
Do mais alto estado de euforia percebe que se pode chegar ao mais simples silêncio do pensar.
Triste coisa é perder sem nunca conseguir alcançar!
É possível perder algo que nunca teve? Sim, é possível.
A pluralidade nos concede tal coisa.
A metafísica nos diz as diretrizes do talvez inalcançável.
O amor e as paixões entorpecem o mais racional dos seres.
A distancia se torna cruel quando não é possível ultrapassá-la.
Aquebranta-me!
Pois um dia é muito tempo.
Acalenta-me pois não se pode dar garantias de um futuro duradouro.
Despeça-se, e outros invernos poderá desfrutar.
Leva-me, e um dia nossos passos irão se entrelaçar.






terça-feira, 6 de maio de 2014

Um texto feito por um francês...

- "Diário do Oliver ;): Curiosidades Brasileiras"

 Aqui são umas das minhas observações, as vezes um pouco exageradas, sobre o Brasil. Nada serio.
- Aqui no Brasil, tudo se organiza em fila: fila para pagar, fila para pedir, fila para entrar, fila para sair e fila para esperar a próxima fila. E duas pessoas já bastam para constituir uma fila.

- Aqui no Brasil, o ano começa “depois do Carnaval”.
- Aqui no Brasil, não se pode tocar a comida com as mãos. No MacDonalds, hamburger se come dentro de um guardanapo. Toda mesa de bar, restaurante ou lanchonete tem um distribuidor de guardanapos e de palitos. Mas esses guardanapos são quase de plastico, nada de suave ou agradável. O objetivo não é de limpar suas mãos ou sua boca mas é de pegar a comida com as mãos sem deixar papel nem na comida nem nas mãos. 

- Aqui no Brasil todo é gay (ou ‘viado’). Beber chá: e gay. Pedir um coca zero: é gay. Jogar vólei: é gay. Beber vinho: é gay. Não gostar de futebol: é gay. Ser francês: é gay, ser gaúcho: gay, ser mineiro: gay. Prestar atenção em como se vestir: é gay. Não falar que algo e gay : também é gay.
- Aqui no Brasil, os homens não sabem fazer nada das tarefas do dia a dia: não sabem faxinar, nem usar uma maquina de lavar. Não sabem cozinhar, nem a nível de sobrevivência: fazer arroz ou massa. Não podem consertar um botão de camisa. Também não sabem coisas que estão consideradas fora como extremamente masculinas como trocar uma roda de carro. Fui realmente criado em outro mundo...
- Aqui no Brasil, sinais exteriores de riqueza são muito comuns: carros importados, restaurantes caríssimos em bairros chiques, clubes seletivos cujos cotas atingem valores estratosféricas.
- Aqui no Brasil, os casais sentam um do lado do outro nos bares e restaurantes como se eles estivessem dentro de um carro.
- Aqui no Brasil, os homens se vestem mal em geral ou seja não ligam. Sapatos para correr se usam no dia a dia, sair de short, chinelos e camisetas qualquer e comum. Comum também é sair de roupas de esportes mas sem a intenção de praticar esporte. Se vestir bem também é meio gay.
- Aqui no Brasil, o cliente não pede cerveja pro garção, o garção traz a cerveja de qualquer jeito.
- Aqui no Brasil, todo mundo torce para um time, de perto ou de longe.
- Aqui no Brasil, sempre tem um padre falando na televisão ou na radio.
- Aqui no Brasil, a vida vai devagar. E normal estar preso no transito o dia todo. Mas não durma no semáforo não. Ai tem que ser rápido e sair ate antes do semáforo passar no verde. Não depende se tiver muitas pessoas atrás, nem se estiverem atrasados. Também é normal ficar 10 minutos na fila do supermercado embora que tenha só uma pessoa na sua frente. Ai demora para passar os artigos, e muitas vezes a pessoa da caixa tem que digitar os códigos de barra na mão ou pedir ajuda para outro funcionário para achar o preço de um artigo. Mas, na hora de retirar o cartão de credito, ai tem que ser rápido. Não é brincadeira, se não retirar o cartão na hora, a mesma moça da caixa que tomou 10 minutos para 10 artigos vai falar agressivamente para você agilizar: “pode retirar o cartão!”.
- Aqui no Brasil, os chineses são japoneses.
- Aqui no Brasil, a música faz parte da vida. Qualquer lugar tem musica ao vivo. Muitos brasileiros sabem tocar violão embora que não consideram que toquem se perguntar pra eles. Tem músicos talentosos, mas não tantos tocam as musicas deles. Bares estão cheios de bandas de cover. 

- Aqui no Brasil, a política não funciona só na dimensão esquerda - direita. Brasil é um pais de esquerda em vários aspectos e de direita em outros. Por exemplo, se pode perder seu emprego de um dia pra outro quase sem aviso. Tem uma diferencia enorme entre os pobres e os ricos. Ganhar vinte vezes o salario minimo é bastante comum, e ganhar o salario minimo ainda mais. As crianças de classe media ou alta estudam quase todos em escolas particulares, as igrejas tem um impacto muito importante sobre decisões politicas. E de outro lado, existe um sistema de saúde publico, o estado tem muitas empresas, tem muitos funcionários públicos, tem bastante ajuda para erradicar a pobreza em regiões menos desenvolvidas do país. O mesmo governo é uma mistura de política conservadora, liberal e socialista.
- Aqui no Brasil, e comum de conhecer alguém, bater um papo, falar “a gente se vê, vamos combinar, ta?”, e nem trocar telefone.
- Aqui no Brasil, a palavra “aparecer” em geral significa, “não aparecer”. Exemplo: “Vou aparecer mais tarde” significa na pratica “não vou não”.
- Aqui no Brasil, o clima é muito bom. Tem bastante sol, não esta frio, todas as condicões estão reunidas para poder curtir atividades fora. Porem, os domingos, se quiser encontrar uma alma viva no meio da tarde, tem que ir pro shopping. As ruas estão as moscas, mas os shopping estão lotados. Shopping é a coisa mais sem graça do Brasil.
- Aqui no Brasil, novela é mais importante do que cinema. Mas o cinema nacional é bom.
- Aqui no Brasil, não falta espaço. Falam que o pais tem dimensões continentais. E é verdade, daria para caber a humanidade inteira no Brasil. Mas então se tiver tanto espaço, por que é que as garagens dos prédios são tão estreitos? Porque existe até o conceito de vaga presa?
- Aqui no Brasil, comida salgada é muito salgada e comida dolce é muito doce. Ate comida é muita comida.
- Aqui no Brasil, se produz o melhor café do mundo e em grandes quantidades. Uma pena que em geral se prepare muito mal e cheio de açúcar.
- Aqui no Brasil, praias bonitas não faltam. Porem, a maioria dos brasileiros viajam todos para as mesmas praias, Búzios, Porto de Galinhas, Jericoacoara, etc.
- Aqui no Brasil, futebol é quase religião e cada time uma capela.
- Aqui no Brasil, as pessoas acham que dirigir mal, ter transito, obras com atraso, corrupção, burocracia, falta de educação, são conceitos especificamente brasileiros. Mas nunca fui num pais onde as pessoas dirigem bem, onde nunca tem transito, onde as obras terminam na data prevista, onde corrupção é só uma teoria, onde não tem papelada para tudo e onde tudo mundo é bem educado!
- Aqui no Brasil, esporte é ou academia ou futebol. Uma pena que só o futebol seja olímpico.
- Aqui no Brasil, existe três padrões de tomadas. Vai entender porque...
- Aqui no Brasil, não se assuste se estiver convidado para uma festa de aniversário de dois anos de uma criança. Vai ter mais adultos do que crianças, e mais cerveja do que suco de laranja. Também não se assuste se parece mais com a coroação de um imperador romano do que como o aniversário de dois anos. E ‘normal’.
- Aqui no Brasil, não tem o conceito de refeição com entrada, prato principal, queijo, e sobremesa separados. Em geral se faz um prato com tudo: verdura, carne, queijo, arroz e feijão. Dai sempre acaba comer uma mistura de todo.
- Aqui no Brasil, o Deus esta muito presente... pelo menos na linguagem: ‘vai com o Deus’, ‘se Deus quiser’, ‘Deus me livre’, ‘ai meu Deus’, ‘graças a Deus’, ‘pelo amor de Deus’. Ainda bem que ele é Brasileiro.
- Aqui no Brasil, cada vez que ouço a palavra ‘Blitz’, tenho a impressão que a Alemanha vai invadir de novo. Reminiscência da consciência coletiva francesa...
- Aqui no Brasil, pais com muita ascendência italiana, tem uma lei que se chama ‘lei do silencio’. Que mau gosto! Parece que esqueceram que la na Itália, a lei do silencio (também chamada de “omerta”) se refere a uma pratica da mafia que se vinga das pessoas que denunciam suas atividades criminais.
- Aqui no Brasil, se acha tudo tipo de nomes, e muitos nomes americanos abrasileirados: Gilson, Rickson, Denilson, Maicon, etc.
- Aqui no Brasil, quando comprar tem que negociar.
- Aqui no Brasil, os homens se abraçam muito. Mas não é só um abraço: se abraça, se toca os ombros, a barriga ou as costas. Mas nunca se beija. Isso também é gay.
- Aqui no Brasil, o polegar erguido é sinal pra tudo : “Ta bom?”, “obrigado”, “desculpa”.
- Aqui no Brasil, quando um filme passa na televisão, não passa uma vez só. Se perder pode ficar tranquilo que vai passar mais umas dez outras vezes nos próximos dias. Assim já vi "Hitch" umas quatro vezes sem querer assistir nenhuma.
- Aqui no Brasil, tem um jeito estranho de falar coisas muito comuns. Por exemplo, quando encontrar uma pessoa, pode falar “bom dia”, mas também se fala “e ai?”. E ai o que? Parece uma frase abortada. Uma resposta correta e comum a “obrigado” e “imagina”. Imagina o que? Talvez eu quem falte de imaginação.
- Aqui no Brasil, todo mundo gosta de pipoca e de cachorro quente. Não entendo.
- Aqui no Brasil, quando você tem algo pra falar, é bom avisar que vai falar antes de falar. Assim, se ouvi muito: “vou te falar uma coisa”, “deixa te falar uma coisa”, “é o seguinte”, e até o meu preferido: “olha só pra você ver”. Obrigado por me avisar, já tinha esquecido para que tinha olhos.
- Aqui no Brasil, as lojas, o negócios e os lugares sempre acham um jeito de se vender como o melhor. Já comi em em vários ‘melhor bufe da cidade’ na mesma cidade. Outro superativo de cara de pau é ‘o maior da América latina’. Não costa nada e ninguém vai ir conferir.
- Aqui no Brasil, tem uma relação ambígua e assimétrica com a América latina. A cultura do resto da América latina não entra no Brasil, mas a cultura brasileira se exporta la. Poucos são os brasileiros que conhecem artistas argentinos ou colombianos, poucos são os brasileiros que vão de ferias na América latina (a não ser Buenos Aires ou o Machu Pichu), mas eles em geral visitaram mais países europeus do que eu. O Brasil as vezes parece uma ilha gigante na América latina, embora que tenha uma fronteira com quase todos os outros países do continente.
- Aqui no Brasil, relacionamentos são codificados e cada etapa tem um rótulo: peguete, ficante, namorada, noiva, esposa, (ex-mulher...). Amor com rótulos.
- Aqui no Brasil, a comida é: arroz, feijão e mais alguma coisa.
- Aqui no Brasil, o povo é muito receptivo. E natural acolher alguém novo no seu grupo de amigos. Isso faz a maior diferencia do mundo. Obrigado brasileiros.
- Aqui no Brasil, o brasileiros acreditam pouco no Brasil. As coisas não podem funcionar totalmente ou dar certo, porque aqui, é assim, é Brasil. Tem um sentimento geral de inferioridade que é gritante. Principalmente a respeito dos Estados Unidos. To esperando o dia quando o Brasil vai abrir seus olhos.
- Aqui no Brasil, de vez em quando no vocabulário aparece uma palavra francesa. Por exemplo ‘petit gâteau’. Mas para ser entendido, tem que falar essas palavras com o sotaque local. Faz sentido mas não deixa de ser esquisito.
- Aqui no Brasil, tem um organismo chamado o DETRAN. Nem quero falar disso não, não saberia por onde começar...
- Aqui no Brasil, dentro dos carros, sempre tem uma sacola de tecido no alavanca de mudança pra colocar o lixo.
- Aqui no Brasil, os brasileiros se escovam os dentes no escritório depois do almoço.
- Aqui no Brasil, se limpa o chão com esse tipo de álcool que parece uma geleia.
- Aqui no Brasil, a versão digital de 'fazer fila' e 'digitar códigos'. No banco, pra tirar dinheiro tem dois códigos. No supermercado, o leitor de código de barra estando funcionando mal tem que digitar os códigos dos produtos. Mas os melhores são os boletos pra pagar na internet: uns 50 dígitos. Sempre tem que errar um pelo menos. Demora.
- Aqui no Brasil, o sistema sempre ta “fora do ar”. Qualquer sistema, principalmente os terminais de pagamento de cartão de credito.
- Aqui no Brasil, tem um lugar chamado cartório. Grande invenção para ser roubado direito e perder seu tempo durante horas para tarefas como certificar uma copia (que o funcionário nem vai olhar), o conferir que sua firma é sua firma.
- Aqui no Brasil, parece que a profissão onde as pessoas são mais felizes é coletor de lixo. Eles estão sempre empolgados, correndo atrás do caminhão como se fosse um trilho do carnaval. Eles também são atletas. Tens a energia de correr, jogar as sacolas, gritar, e ainda falar com as mulheres passando na rua.
- Aqui no Brasil, pode pedir a metade da pizza de um sabor e a metade de outro. Ideia simples e genial.
Aqui no Brasil, no tem água quente nas casas. Dai tem aquele sistema muito esperto que é o chuveiro que aquece a água. Só tem um porem. Ou tem água quente ou tem um vazão bom. Tem que escolher porque não da para ter os dois.
- Aqui no Brasil, as pessoas saem da casa dos pais quando casam. Assim tem bastante pessoas de 30 anos ou mais morando com os pais.
- Aqui no Brasil, tem três palavras para mandioca: mandioca, aipim e macaxeira. La na franca nem existe mandioca.
- Aqui no Brasil, tem o numero de telefone tem um DDD e também um numero de operadora. Uma complicação a mais que pode virar a maior confusão.
- Aqui no Brasil, quando encontrar com uma pessoa, se fala: “Beleza?” e a resposta pode ser “Jóia”.Traduzindo numa outra língua, parece que faz pouco sentido, ou parece um dialogo entre o Dalai-Lama e um discípulo dele. Por exemplo em inglês: “The beauty? - The joy”. Como se fosse um duelo filosófico de conceitos abstratos.
- Aqui no Brasil, a torneira sempre pinga.
- Aqui no Brasil, no taxi, nunca se paga o que esta escrito. Ou se aproxima pra cima ou pra baixo.
- Aqui no Brasil, marcar um encontro as 20:00 significa as 21:00 ou depois. Principalmente se tiver muitas pessoas envolvidas.
- Aqui em Belo Horizonte, e a menor cidade grande do mundo. 5 milhões de habitantes, mas todo mundo conhece todo mundo. Por isso que se fala que BH é um ovo. Eu diria que é um ovo frito. Assim fica mais mineiro.
Blogger do Oliver: http://olivierdobrasil.blogspot.com.br/2013/04/curiosidades-brasileiras.html


terça-feira, 29 de abril de 2014

Aqui jaz..


É difícil dizer quando ou como comecei a odiar certos hábitos ou mesmo "clichês". Não sou das mais formidáveis criaturas e, portanto, não cabe a mim ater-me em maestria.
Sou pega vez ou outra a indagar-me e irar-me diante das fragilidades sentimentais e comportamentais do homem ("homem" no sentido genérico da espécie humana). Primariamente, somos compelidos a socialização, sendo esta muitas vezes mesquinha e egoísta. Posteriormente todos os pequenos enlaces que ali, naquele breve instante se formam, se tornam fadados a falência. Ah! como nossos sentidos são tortuosos" Além disso, são deliberadamente extirpadores de relações.
Meninos! Meninas! ou senhores e senhoras. Seja lá como lhes convier. Não busquem complicar aquilo que é límpido e de fácil manuseio.
As relações são construídas e modificadas de acordo com a moda. Ok! Assim como roupas e nomes, os relacionamentos também tem o seu tempo de ser e coexistir. Se é assim que construímos, pois saibamos então lidar. Ou... Ou?... Ou! Transformem de NOVO! Ora, se já não saibamos mais como agir e que status de relacionamento possuímos, então chegara o momento de abster-se do modelo e deliberar sobre o quão idiota é assumir um modelo que se quer sabe utilizar. 
É triste, e insinuosamente perceptível o caos que irá se estabelecer.
Estudiosos da Sociologia ficam abismados com as mudanças elencadas pela a humanidade por um decurso temporal demasiadamente curto. A partir dos anos 1900 as sociedades transmutaram suas formas e ideologias. Confesso que sou amante das boas formas e crenças de outrora. A delicadeza e  o respeito na sua forma mais elegante fascinam-me os instintos.
O desenvolvimento tecnológico, é claro, nos concederam ferramentas para extinguir antigos problemas, mas que infelizmente ainda coexistem mesmo que de maneira branda.
"Prefiro um gesto que me traga um sorriso no rosto a um objeto com falsas promessas."



domingo, 2 de fevereiro de 2014

Simplesmente - Vincent Van Gogh

                                     






Vincent Van Gogh ou simplesmente, VAN GOGH, como muitos o conhecem foi uma das mentes mais perturbadoramente criativas que o mundo já abrigara. Particularmente, é um dos meus pintores prediletos.

Breve biografia:

Vincent nasceu em Zundert, uma cidade próxima a Breda, na província de Brabante do Norte, nos Países Baixos. Era filho de Theodorus, um pastor daIgreja Reformada Neerlandesa (calvinista), e de Anna Cornelia Carbentus. Recebeu o mesmo nome de seu avô paterno e também daquele que seria o primogênito da família, morto antes mesmo de nascer exatamente um ano antes de seu nascimento. Especula-se que este fato tenha influenciado profundamente certos aspectos de sua personalidade, e que determinadas características de sua pintura (como a utilização de pares de figuras masculinas) tenham sido motivadas por isso. Ao todo, Vincent teve dois irmãos: Theodorus, apelidado de Theo, e Cornelius (Cor); e três irmãs: Elisabeth, Anna e Willemina (Will).
Vincent era uma criança séria, quieta e introspectiva. Desenvolveu através dos anos uma grande amizade e forte ligação com seu irmão mais novo, Theo. A vasta correspondência entre Theo e Vincent foi preservada e publicada em 1914, trazendo a público inúmeros detalhes da vida privada do pintor, bem como de sua personalidade.
A genialidade de Vincent Van Gogh somente foi reconhecida após a sua morte. Em vida, o artista holandês, que passou fome e frio, viveu em barracos e conheceu a miséria, vendeu apenas uma pintura "O Vinhedo Vermelho". Em maio de 1990, uma de suas mais conhecidas obras, "O Retrato de Dr. Gachet", pintado um século antes, justamente no ano de sua morte, foi comercializado por US$ 82,5 milhões.
Maior expoente do pós-impressionismo, ao lado de Paul Gauguin e Paul Cézanne, Vicent Willen Van Gogh, foi sempre sustentado pelo irmão Theodorus, com quem trocou mais de 750 correspondências, documentos fundamentais para um estudo mais aprofundado de sua arte.
Na sua fase mais produtiva (1880/90), Van Gogh foi completamente ignorado pela crítica e pelos artistas. Atualmente, os seus quadros estão entre os mais caros do mundo.
Na infância, Van Gogh aprendeu inglês, francês e alemão. Mas, com apenas 15 anos, deixou os estudos para trabalhar na loja de um tio, em Haia (Holanda). Com 24 anos, achou que a sua vocação era trabalhar com a evangelização, chegando a estudar teologia, em Amsterdã. Pouco tempo depois, dividiu os seus poucos bens com os pobres e passou a ser sustentado pelo irmão, ao mesmo tempo em que iniciava a carreira profissional como pintor.
Internado pelo irmão em um asilo, Van Gogh não deixa de pintar. Por ironia, à medida que a sua saúde fica ainda mais deteriorara, a classe artística começa a reconhecer o seu talento, expondo alguns de seus trabalhos em museus. Quando deixou o asilo, o pintor holandês foi morar nas imediações da casa de seu irmão. Nesta época, pinta, em média, um quadro por dia.
Depois de ver os seus problemas mentais serem agravados, Theodorus decide que Van Gogh será tratado pelo médico Paul Gachet. Em maio de 1890, aparentando estar recuperado, Van Gogh passa a morar em Auvers-sur-Oise, a noroeste de Paris, onde pinta freneticamente.
Em julho, uma nova recaída no estado de saúde do pintor holandês, que também demonstra inconformismo com as dificuldades financeiras enfrentadas pelo seu irmão. No dia 27, Van Gogh sai para fazer um passeio e toma uma decisão drástica atira contra si mesmo, no tórax. Cambaleando, volta para a sua casa, mas não comenta com ninguém que tinha tentado o suicídio. Encontrado por amigos, Van Gogh passa as últimas 48 horas de sua vida, conversando com o seu irmão os médicos não conseguiram retirar a bala do tórax. No dia 29, pela manhã, o pintor morreu e o seu caixão foi coberto com girassóis, flor que ele amava. Aliás, a tela "Os Girassóis" é uma das obras-primas de Van Gogh.
Van Gogh, que também morou na França e na Bélgica (onde conviveu com mineiros extremamente pobres), pintou mais de 400 telas _os três anos anteriores à sua morte foram os mais produtivos. Uma mudança fundamental na vida do pintor holandês aconteceu quando Van Gogh trocou Paris por Arles, mais ao sul da França. Na pequena cidade, Van Gogh aluga uma casa e intensifica o seu trabalho, ao lado de Gauguin.
Gauguin e Van Gogh partilhavam uma admiração mútua, mas a relação entre ambos estava longe de ser pacífica e as discussões, frequentes. Para representar as relações abaladas entre os dois, Van Gogh pinta a A Cadeira de Van Gogh e a A Cadeira de Gauguin, ambas de dezembro de 1888. As duas cadeiras estão vazias, com objetos que representam as diferenças entre os dois pintores. A cadeira de Van Gogh é sem braços, simples, com assento de palha; a de Gauguin possui assento estofado e possui braços.
Após um período de ótima convivência, os dois pintores começam a discutir muito e Van Gogh ataca Gauguin com uma navalha em dezembro de 1888. Inconformado com o fracasso do ataque e completamente transtornado, Van Gogh corta o lóbulo de sua orelha esquerda com a própria arma. Em seguida, embrulha o lóbulo e o entrega a uma prostituta. Internado em um hospital, recebe a visita do irmão Theodorus. No começo de janeiro de 1889, Van Gogh deixa o hospital, mas apresenta sinais evidentes de disfunção mental às vezes, aparenta tranqüilidade, em outras oportunidades, demonstra alucinações.
Gauguin e Van Gogh partilhavam uma admiração mútua, mas a relação entre ambos estava longe de ser pacífica e as discussões, frequentes. Para representar as relações abaladas entre os dois, Van Gogh pinta a A Cadeira de Van Gogh e a A Cadeira de Gauguin, ambas de dezembro de 1888. As duas cadeiras estão vazias, com objetos que representam as diferenças entre os dois pintores. A cadeira de Van Gogh é sem braços, simples, com assento de palha; a de Gauguin possui assento estofado e possui braços.
Mediante os diversos conflitos, Gauguin pensa em deixar Arles: "Vincent e eu não podemos simplesmente viver juntos em paz, devido à incompatibilidade de temperamentos", queixou-se ele a Theo. Gauguin sentia-se incomodado com as variações de humor de Vincent pela pressão exercida por elas.
O estilo de pintura acompanhou a mudança psicológica e Van Gogh trocou o pontilhado por pequenas pinceladas.
Na ocasião, o diagnóstico de Van Gogh mencionava perturbações epiléticas, ainda que o diretor do asilo, Dr. Peyron, sequer fosse especialista em psiquiatria. As crises ocorriam de tempos em tempos, precedidas por sonolência e em seguida apatia. Tinham a média de duração de duas a quatro semanas, período no qual Van Gogh não conseguia pintar. Nestas crises predominavam a violência e as alucinações. No entanto, Van Gogh tinha consciência de sua doença e lhe era repulsivo viver com os demais doentes mentais da instituição.
Há ainda diagnósticos de esquizofrenia e de transtorno bipolar do humor, sendo este último o diagnóstico mais aceito.

Fontes Bibliográficas:  Uol http://educacao.uol.com.br/biografias/van-gogh.jhtm
                                       Wikipédia http://pt.wikipedia.org/wiki/Vincent_van_Gogh


domingo, 26 de janeiro de 2014

LEMBRE-SE:


Um autor disse certa vez...
"Os sonhos alimentam a alma".




Filme na madrugada

Um dos hábitos que marcam minha vida é a insistente vontade de assistir filmes, principalmente nas madrugadas. Aliás, minha produtividade cognitiva alça voo justamente quando todos estão na sua mais sublime paz - dormindo.
É justamente fantástico ler sob a luz artificial das lâmpadas e desfrutar das sensações que emanam em meio do deliciar das palavras lidas. Mas, isso é outro assunto.
Um dia, precisamente um ano atrás, tive uma belíssima surpresa quando aguardava para assistir um filme "qualquer" na tv, muitas vezes vale ressaltar, são filmes muito bons. Distinguindo-se dos que as emissoras insistentemente colocam no ar em horário vespertino.
Eis que surge na tela "Na natureza Selvagem", um filme que até então nunca tinha assistido e muito menos sabia de sua existência. Mas, parando para assisti-lo tive uma grata surpresa - o tal filme é belíssimo e inquietante. Lembro-me que a emissora em questão praticamente não fez intervalos para a sua propaganda, pelo contrário, o filme seguiu quase tal como se tivesse sendo transmitido no dvd ou mesmo no cinema. Isso foi ótimo!
A não aceitação de uma vida padronizada e a incessante crítica pela perseguição humana por coisas inúteis foi o que me impactou. Vale ressaltar que esse filme foi baseando totalmente em fatos reais.
Christopher McCandless é o personagem principal dessa história, e é por causa dele que este filme existe.


Chistopher em seu ônibus (sua última "casa")


Não vou estender-me além do necessário, mas deixo as informações básicas. 
Antes mesmo de fazerem o filme existia o livro sobre a fantástica aventura de Christopher, este foi narrado pelo jornalista Jon Krakauer, que também posteriormente foi o roteirista do filme. 
Infelizmente, ainda não tive o prazer de ler o livro, mas desde já fica o meu compromisso de adquiri-lo e lê-lo. 





Simplesmente é uma história para refletir e acima de tudo abrir sua concepção para outros horizontes.

Christopher termina sua fantástica aventura em seu último lar que pelo o qual o chama de "ônibus mágico".

A natureza tem seu ciclo definido e talvez ele não o tenha previsto. O mesmo acaba por ser ilhado no lugar onde encontrou paz, mas não conseguiu vivê-la muito tempo mais. "Chris" morreu em decorrência da escassez de alimento e ao ingerir raízes venenosas, sendo fatal. A temperatura gélida e os campos sendo cobertos pela espessa neve não o permitiram prover-se de alimentos para a sua subsistência.



Assistam o filme ou leiam a história! ok?