Quem sou eu?

Escritos de uma "Einstein" é um blog de uma jovem que cultiva a cada dia o dom de escrever. Cujos textos esboçam suas análises, críticas e por que não, devaneios. Afinal, de louco todo mundo tem um pouco! ;)

sábado, 18 de julho de 2015

A VIDA é relativa "?"

Numa bela e acalente noite fria tudo é místico, foco meus olhos além da janela aberta e consigo ver tudo, uma paisagem atroz, nada é ritmo, tudo é límpido. Nesses momentos fugazes, nada é mais doce do que a solidão que me faz companhia, sobressaltando apenas a volitiva vontade de lhe ter comigo. A chuva que cai lá fora apenas nutre a sensação de ser aquecida e sentir, sobressaltada, o arrepio de estar vivendo uma cena utópica.

A sensação de querer estar numa típica cena de filme romântico é a ânsia de boa parte de nós, mulheres, e porque não também arriscar deles, os homens. Incrivelmente, eles, não são do tipo que costumam expressar tais desejos, são muito raros, e às vezes tenho a sorte de encontrar alguns destes. Porém, nem tudo são flores e as fantasias apenas ficam no campo da "intocabilidade".

No tocante a isto, é paradoxal o mundo e nossas interações dentro dele. Veja, como simplesmente não existem fórmulas matemáticas na vida, ela simplesmente acontece. É o único campo que as exatas perdem para as humanas - tudo é relativo e nada têm sua regra.  

Tudo o que é fático é passageiro e nossos pés sempre querem ir mais longe, tentando sentir novos pisos - sejam eles macios ou pelos crivos das pedras. Afinal, o que importa são os risos, as lágrimas ou a nostalgia das lembranças. Prefiro, hoje, tentar sorrir a  chorar, e ser esperançosa à pessimista. Pois o que se refere a outrora, já se foi. E o horizonte é apenas uma questão de conquista.

Chego a transgredir meu próprio objetivo do que seja bom, digo a tentar compulsivamente auto sabotar-me, digladiando em pensamentos que "não pode ou deixa pra depois". Prefiro ser o agora do que aquela metamorfose ambulante...  o que seria se metamorfosear? como isso pode ser bom e construtivo? Até que ponto não podemos considerar como um medo errante de se fixar? Teria um prazo e sendo apenas um fator da juventude, do ímpeto de viver por aí?... Cada um é cada um! Dentre as alternativas  e  encontram uma conciliando tudo o que lhe faz vivo com as obrigações diárias.

Espero, eu, conseguir trilhar planos... Apesar da árdua vida profissional que escolhi. Mas quem disse que não há efervescência no dia a dia?! Prefiro e pretendo saborear coisas vivas e coloridas, sem ter que coibir o ser vivo que há aqui, sem esquecer de que as escolhas sempre vão existir e são necessárias, mesmo quando pegamos os atalhos.

Transmutemos a coisa em si, pois a felicidade é apenas uma questão de ponto de vista.

Boa noite!... Ou bom dia... boa tarde... Afinal, tudo é relativo.  ¡ Hasta luego !



sexta-feira, 3 de julho de 2015

Anne Frank - a menina que sonhava ser jornalista

"Quero continuar a viver, mesmo depois de minha morte! E por isso agradeço a Deus que me deu esse dom, essa possibilidade de me desenvolver e escrever, de saber expressar tudo o que há em mim." 
Anne Frank, 1944 

É com singela emoção que devo iniciar meu pequeno texto dizendo que essa citação acima é uma das últimas que está no livro O Diário de Anne Frank. Nela existe o luminar de uma esperança que cresceu e reluziu na expectativa de após mais de dois anos de  privações, sem o convívio com amigos e familiares, na absoluta "prisão", tendo como únicas pessoas à dedicar uma palavra - seus pais e irmã, o casal Van Daan e seu filho Petter, o sr. Dussel, e alguns poucos empregados do escritório, o qual foram fundamentais para garantir a sobrevivência de todos naqueles anos de clausulamento. 
No início de sua narrativa, Anne como uma garota ainda nos seus 13 anos, livre e cheia de gracejos, narra suas aventuras com uma clareza surpreende. Nesse período vive a impetuosidade da juventude, sapeca e sem meias-palavras, vista como "super ativa" e "tagarela", como ela mesma acredita que todos acham. Narra com proeminentes detalhes sua personalidade, com particular desenvoltura em sala de aula, porém com retração no convívio com sua mãe. Os relatos dos "problemas" com sua mãe segue em todo o livro, dizendo Anne que "não tinham nada em comum". 
Com o início da perseguição nazista aos judeus, e com a crescente ameaça de serem todos conduzidos a lugares ainda incertos, a família esconde-se. A partir deste momento, Anne escreve em seu diário com mais afinco, despejando através das palavras as angústias, discussões, confusões sentimentais, e claro - a esperança que vinha através de notícias no desenrolar da guerra.
Cada fato novo era motivo de profundas discussões, e cada novo anúncio de avanço nazista decaíam a fé de estar a sentir de novo o calor do sol ao andar livremente pelas ruas e no vento a trepidar nas folhas das árvores. Isto é o que Anne descreve em seu diário, não com essas palavras, mas diz a importância e o valor que dá naquele momento de apreciar a natureza. O quão bela ela é, mas que antes não percebera.
A evolução de Anne é incrivelmente absorvida por quem lê o livro. Senti em cada palavra escrita a sua humanidade. Não são palavras fictícias, mas vividas! Ali, presa dentro do prédio, ela "se tornou moça", digladiou com seus próprios sentimentos - em relação a mãe; a dificuldade de viver continuamente com pessoas sem poder bater a porta à suas costas e sair pra espairecer a cabeça; de ser "má interpretada e má entendida"; de ora somente ter para comer espinafre no café da manhã, espinafre refogado, sopa de espinafre... Racionando tudo quanto fosse possível, mas mesmo assim, comemorando os aniversários de todos, dando uma roupa ou mesmo um alimento qualquer. 
Ali, Anne esteve as voltas com o primeiro amor - Petter. Uma amizade que crescera com a doçura da inocência e da sensação de se sentirem sós. Juntos deram seu primeiro beijo e juntos compartilhavam longas conversas noturnas. A descrição dos fatos são poéticos apesar do contraste que o Diário nos proporciona, pois ali há exposição das variações de sentimentos de sua autora - curiosidade, alegria, raiva, cólera, mansidão ...
O diário de Anne era como se fosse sua amiga, sua "melhor amiga" Kitty. Nele não existe a famosa frase "querido diário", mas "Querida Kitty". E é por isso que sinto mais propensa simpatia por Anne, pois sua inteligência é perceptível, e quando foge aos padrões denota ainda mais sua singularidade. 
Ela seria uma pessoa formidável se não tivesse ido tão cedo, aos 15 anos de idade. 
Passou dos 13 ao 15 anos no abrigo com sua família, distante dos prazeres das ruas e das trivialidades do dia a dia, mas sem perder a alegria. Era uma estudiosa, e em vários momentos diz " preciso ir estudar, Kitty" ou "hoje, estudei genealogia" etc. Mesmo com a condição que lhes eram impostas, o estudo nunca pôde ser negligenciado, e o retorno à escola era sempre projetada - supondo-se o mês a partir do desenrolar das novidades que lhes chegavam. 
Tinha como um constante gosto inventar histórias e dedicar à seu pai - em aniversários ou outra data comemorativa. Descrevia seus personagens, e sua ambição era sempre por aperfeiçoá-los, e assim conduzir à novas e formidáveis aventuras - seria uma jornalista. 
Anne, assim como outros jovens que morreram no holocausto tinham sonhos, e fé de que tudo acabaria bem. E é em homenagem a eles que digo e enfatizo de que este não é um livo qualquer e merece ser lido.
Milhares de judeus morreram em detrimento de um ideal racista medonho, cujo único fruto foi a degradação da evolução humana. E fazendo com que surja na minha mente a indagação: Do que ainda seremos capazes?

Rayana Cavalcante







domingo, 24 de maio de 2015

UMA CARTA

Meu amigo quando me for lembre que aquele teu sorriso sempre me cativou, e nunca suas tristezas foram negligenciadas. Que as nossas conversas me tornaram melhor ou mesmo mais imaginativo, e nossas intempéries casualidades tão sugestivas, foram igual a calmaria de meus pesamentos – lívidos.

As nossas divergências nunca foram ponto de oposição, mas de complementação, mesmo quando não existiam concordâncias. Seria fácil dizer ainda que meus sãos pensamentos a ti serão eternamente gratos. Amizades são uma dádiva que são cuidadas, perseguidas e amplamente almejadas, pois essa aspiração é o que nos dá brilho e cores, nos permitindo viver mesmo quando todo o resto decai em desesperanças. Aqui te digo as mais árduas e honestas palavras.

A vida nem sempre nos é boa ou mesmo aprazível, nós que precisamos torná-la nosso lar, fazendo de tudo possível mesmo quando percebendo que devemos cruzar longos caminhos. Eu sou apenas mais uma molécula no universo, apenas isso. Que mais uma vez ousou e fez o que a lógica não consegue explicar – vivi.

Se nunca mais nos vermos é porque outros usufruirão de nossas companhias, ou até mesmo a infinitude, pois nem mesmo a carne pode impossibilitar grandes laços. Sentimentos são efêmeros, indivisível e intocável, e as percepções são terrenos. O palpável é um grande dilema, pois percebemos que somos muito mais do que o toque.
Preciso te dizer...
Me sinto bem, e assim deves sempre estar também.









Quando o amor é sincero ele vem com um grande amigo, 
e quando a amizade é concreta ela é cheia de amor e carinho.

-William Shakespeare


terça-feira, 7 de abril de 2015

Por que escrevo?

Escrevo porque alimenta meu ímpeto de viver.
Escrevo porque apazígua meus pensamentos.
Escrevo porque me acalma o espírito.
Escrevo porque torna tudo mais coerente ou completamente inconsistente.
Escrevo porque tudo o que é belo merece ser transmitido.
Escrevo porque o mundo não é tão mágico quanto as linhas que lhe dão promessas.
Escrevo porque a narrativa pode te iludir mas nunca lhe trair.
Escrevo porque sei que outros lerão o que sinto; e que hão de ver-se nos meus ditos.
Escrevo porque os dias são normais demais enquanto que as palavras são dadas à travessuras.
Escrevo porque meu mundo é extenso demais pra caber somente ao meu redor.
Escrevo porque me dá a luz da reflexão e a proeza da paciência.
Escrevo porque me sinto feliz, e quando não mais me for - dela ainda não desistirei.
Escreva, pois assim comporá suas próprias sensações.
{ Rayana Cavalcante }


Eles não sabem o que ELAS também gostam






Uma das coisas mais incrivelmente satíricas é ouvir um homem se espantar ao "descobrir" certos gostos nossos, ou até mesmo de perceber que obviamente entendemos tanto quanto, com pequenas diferenças que mais personaliza do que nos divergem.
Que há mais perfeita emoção em assistir uma corrida de F1 e ver seu ídolo lá! Que exite um limite máximo para ir pro "pit stop", que ao fazer ultrapassagens de má-fé o piloto é punido; podendo largar nas últimas posições em corrida futura ou mesmo perder pontos. E acredite, o último campeão brasileiro foi Ayrton Senna e o último pódio em 2009.
Que existe prazer em jogar vídeo game, usando de todos os músculos faciais em caretas e demostrações de prazer ao derrotar seu tórrido adversário!
Que nada melhor naquela noite de sábado do que um bom filme com muito sangue, tiros, pernas e braços quebrados! Sem "casalsinho" feliz e ninfas encantadas jogando ao léu seu "posinho" encantado e aquebrantando coraçãozinho solitário.
E, o melhor ainda são os desenhos da Marvel, e apesar de sua guerra por direitos autorais e mudanças de ilustradores, e edições malucas - as HQ'S são melhores do que desenho da Barbie. Que mangá não é chinês e que obrigatoriamente todo desenhista passa por eles em algum momento da vida!
E que meninos, meninas sabem o que as fazem felizes.
Que jogar sinuca é viciante e pebolim é técnica. Futebol é entusiasmante, e quando apreciado por nós - é interpretativo!
Que nada é mais bonito do que o som de um violino, porém nada mais arrepiante do que o solo de uma guitarra e um concerto de bateria.
Que existem aquelas que se importam com seu limite de velocidade - que pelo amor de Deus passe dos 80 km/h!
E, no andar despercebido dentro de casa se incomoda em ter que matar o bendito do rato, mas não é medo, mas sim implorando por dentro "criatura vá embora se não vou ter que te matar!" 
Que o excêntrico é fascinante e os riscos ... (alguns deles) fazem parte do jogo.
Que os opostos necessariamente não precisam ser opostos, mas aperfeiçoados!
Que uma barba é linda e o despojado é encantador, mas a elegância é arrebatadora. Que o romantismo nos é íntimo e os detalhes essenciais. 
Que o "rústico" é quisto e quando bem dosado, indispensável!
 E, que a chapinha é mero detalhe, e  o banho de chuva ressuscitador! 
As metas se bifurcam na calmaria dos deveres diários e na destreza no tiro ao alvo! Que nas madrugadas há atenção nas lutas na UFC e nos comentários de economia externa.
Que chocolate uma vez ao chão não mata! (mas também não vá deixar horas ali).
Atividades domésticas é um saco! Pegar uma mochila e pôr nas costas é o desejo de muitas. Simplicidade é a rainha de todas as coisas, e ganhar dinheiro é sobrevivência.
Maternidade não é a regra, mas uma alternativa.
Que podes desmanchar meu peteado e amaçar minha roupa, e quando digo "por que você fez isso?" é mero charme.
E limites são tentações que nos impelem a querer ultrapassar.

domingo, 5 de abril de 2015

FEMINISMO & MODERNISMO



Vê-se a muito tempo as repressões sofridas por minorias diante das classes mais “educadas, racionais e desenvolvidas” da sociedade. Por muito tempo buscou-se a tão aclamada liberdade de expressão, de ser e viver a partir de movimentos um pouco desastrosos diga-se de passagem.
Por muitos séculos as mulheres, por exemplo, tiveram como ponto de partida a cozinha e como fim da linha a satisfação pessoal de seus respectivos maridos. Desmerecidas e subestimadas como seres frágeis e indispensáveis para a proliferação da raça humana, ou melhor, do sobrenome dos seus senhores. Destarte, a essa perspectiva algumas personalidades femininas se destacaram na história mas com muita luta e personalidade.
Rainhas conquistaram seu espaço na história mesmo sob o julgo de críticas e julgamentos hipócritas permeado de preconceitos e fatos cujo teor é de alta desconfiança. Mesmo com o advento de ferramentas modernas a luta por espaço e equidade não se desdobrou perante ao incessante movimento das massas menos favorecidas, pelo contrário fora fomentado subsequentes atos de intolerância e aversão. O veto ao voto, a impossibilidade de decidir o caminho da sua própria vida – o divórcio, o direito ao trabalho – que por muito tempo ainda fora visto com desconfiança diante daquelas que iam em busca do sustento de sua própria família, julgamentos encimentados de costumes obsoletos e racistas! Que infelizmente ainda encontram seguidores no mundo atual.
Mesmo diante de um quadro tão averso e de extrema violência – não somente física mas psicológica, tais movimentos conseguiram sobressair e desmistificar mitos ainda arraigados (como por exemplo o movimento feminista do início dos anos mil e novecentos). Proferindo à todos os ideais que um dia fora tão fortemente abraçado na França – Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Hoje, a realidade demonstra outra face. Mesmo com os dados ainda demonstrando uma desigualdade no salário homem versus mulher, esta por sua vez, consegue trabalhar. Têm liberdade de agir conforme seus próprios interesses, e aquela instituição patriarcal demonstra outra característica. Tendo um maior número de mulheres no papel de detentora de provimentos para os  seus, e não tendo que se subjugar diante de olhares de reprovação de outros.
No entanto, essa evolução, digna e essencial, atualmente traz um outro movimento – o feminismo  moderno. Movimento este ateado em forma de bandeira por alguns grupos mais extremistas, defensoras de “direitos” ainda mais “democráticos”, usando seus corpos desnudos em protesto. O quanto você acredita que a mulher é moderna? Qual é o limite do respeitável e a liberdade de prazer? Será que a modernidade também é capaz de mudar a natureza feminina ou ainda não sabemos quem somos? Será que é realmente fácil agir de forma “liberal” para todas ou apenas para aquela parcela que busca essa liberdade?
Confesso que não simpatizo com esse movimento. Não acredito na liberdade nessa perspectiva, nem para o homem e nem para a mulher, e muito menos nos métodos de reivindicação feitos por tais grupos.
Certos atos beira a vulgaridade e a felicidade falsa, a busca incessante apenas pelo prazer momentâneo e inconstante. Vejo hoje, que para alguns a felicidade está atrelada ao quanto você vai a festas e o quanto ingere bebidas alcoólicas para sentir-se alegre. Desfazendo-se e sentindo-se frustrado diante de lugares mais calmos e simples.
Acredito e defendo a busca por direitos que realmente à todas nós é merecido e indispensáveis, mediante atos uniformes e coerentes, sem efeitos midiáticos   exploradores. Certos critérios de comportamentos ainda devem ser debatidos, é claro, como hoje o sexo é conversado sem maiores pudores. Mas deve-se ter em mente como vai ser levado em conta tal assunto, dar-se para levar ao público assuntos sem necessariamente mascará-lo com uma manta de futilidade e promiscuidade. Mas sim, um fato atual e comportamental da sociedade.

Loucuras imperfeitas



Às vezes, a gente se sente como um lunático que fala para as sombras da solidão, mas aos poucos alguma coisa aqui, outra lá, vai acontecendo …é como um filme … somos protagonistas das nossas razões e assim temos nossas próprias cenas e ilusões..
– Marcelo Ferraz
Desde já devo deixá-los sobreavisados que não me responsabilizo por quaisquer palavra que aqui seja conjurada para compor as linhas e findar num texto. Madrugada já, lá pelas tantas 01:28 estou a devagar em pensamentos, compenetrada numa música apenas e deixando-se levar por tantos dizeres que li e ouvi. A perspectiva é enebriante, não? Agradeço a duas pessoas, em especial, pelo título a um e a citação ao outro.
Talvez me perca e não expresse o que queria – talvez, e só talvez não esteja lúcida o suficiente. Experimente o êxtase de estar só … há tantas coisas pra sentir.
Louca sou? psicologicamente perturbada? quem não é a sua maneira. Se não fosse, tantos segredos não seriam guardados e inquietamente banidos dos olhos curiosos. (repete-se a mesma música aqui).
Qual é seu segredo? quais são seus temores? Atreve-se a dizê-los em voz audível, possivelmente não, a não ser que fale sozinho, não se preocupe este é um hábito de muitos. Condizente com seus pensamentos, a língua expressa antes de o deixar refletir.
Atitudes são pensamentos que se tornam em realidade – atos censuráveis, atos arriscados por que não! A vida não é isso? Destemidos somos todos. Em direções opostas e valores consubstanciáveis… A busca incessante pela nossa felicidade – “Eu tenho direito de tê-la! direito de sair e nunca mais voltar! De estar e não falar! De ser o que eu quero ser!”””””” O relógio denuncia 01: 49 hrs.
Vendo-me cá, divagando sem freios a desprender-me do chão e sendo conduzida por questões filosóficas apenas, lembrando coisas que nunca mais voltarão, repreendendo-me por coisas não ditas e ditas, e feliz por tê-las comigo. O futuro é muito tempo, e somente ele guarda as chaves das portas que entrarei e lá almejarei  o que de mim foi feito. Veja o que a nós é oferecido! Reflita o que realmente importa nessa lida. Somos tão frágeis, simples como uma pequena labareda que tremula na mais simples brisa, e apagando-se quando tudo o mais não é possível. (mudei a canção !)
Converse com aqueles que nunca ousou tentar, e aprenda com eles coisas que nunca imaginou. Vejo seres lindos por sua simplicidade e tão fascinantes são que parece indefesos, no entanto, fortes; pois sabem como seguir avante. Eis, uma qualidade.
Tolices muitas vezes tomam nossos pensamentos como drogas que não deixam-nos sanar, transformando nossas nuances em enfermidades malgradas. Admiro sua insensatez.
Destarte, o nosso querer é intangível, pois a fantasia é tão perfeita quando apresenta maravilhas equidistantes. Resta contentar-se com o máximo realizável, seus atos sempre denunciarão as loucuras que fizeste, no entanto, imperfeitas por não perdurarem.
02:29 hrs …


quarta-feira, 4 de março de 2015

Quando os celulares se tornaram mais atraentes do que as pessoas

Ei! olhe-me nos olhos e me veja! 
Enxergue-me como sou e não como uma utopia de como deveria ser.
Leia meus lábios quando te digo palavras soltas... E, reaprenda a apreciar as nuances dos gestos.

Há exatamente três meses, ao dialogar com um amigo, veio a termo o seguinte tema: "Quando os celulares se tornam mais atraentes do que as pessoas" - Bem, é exatamente o título do texto que discorrerei agora.
É de certa forma esdruxulo e até piegas fazer contrapontos temporais do mundo moderno e o passado, onde tais ferramentas de comunicação ainda beiravam à utensílios arcaicos. 
Já li muitos textos fazendo críticas ou apenas referências às atitudes "nossas"- reles seres consumistas e adaptáveis - na relação de indivíduo para indivíduo. Estes pequenos gestos mutantes que vamos adquirindo só é percebível quando já o está enraigado e portanto, impossível de revertê-los. Torna-se cultural! pois está ligado a forma de ser e agir. Ficando até um pouco engraçado ver culturas equidistantes se tornando quase gêmeas por influência de aparelhos eletrônicos, principalmente se auferirmos ao uso do celular... melhor, dos smartphones.
Não pense que estou contra o uso de tais equipamentos, ou contra o desenvolvimento da humanidade. Oh! não. O que quero que vejam é o "como" e " quais as consequências" do uso indiscriminado de qualquer objeto ou coisa,  atingindo e influenciando nações indistintas do planeta. 
Imagine a moda do selfie, sua origem é dada aos norte americanos, e como um acender de pólvora, alastrou-se por todos os continentes, "incendiando" à todos. Não se vê forma discriminada dessa moda, pelo contrário, desde um indiano a um sultão da Arábia, todos eles, pelo menos, a conhecem. Até neste ponto consigna numa perspectiva positiva, que seria ... "povos e classes sociais diferentes utilizando das mesmas ferramentas"... no entanto, essa premissa seria falsa, pois, seria verdade o fato de classes diferentes poderem se manifestar de maneiras parecidas, mas não de interagirem entre si.
Mesmo quando as classes são as mesmas não há interação, mas OPORTUNIZAÇÃO - oportunidade de mostrar meu carro novo, oportunidade de mostrar as viagens que fiz, a oportunidade de mostrar meu cachorro, gato e periquito...etc. 
As pessoas não saem para conversar, mas sim para tirar foto para postar no instagram. Para ver quantas curtidas vai receber no Facebook.
Quando quiser sair comigo, SAIA COMIGO! Deixe o celular e todas as bujingangas de lado para apreciar a vida. 
Me olhe nos olhos e use a língua que Deus lhe deu para falar. E, enalteça aqueles que ainda estão a sua volta com a graça de sua atenção e carisma. 
A beleza dos séculos passados, o que seria a época de ouro, se fazia na sua delicadeza de tratamentos. Apesar de muitos direitos negligenciados, ali havia sutileza e apreciação do verdadeiro. Os poetas eram ouvidos, e a arte admirada. 
Ouçam-se como seres que merecem serem ouvidos, e observem pois todos necessitam de atenção. Se a isto não atentarem, o que restará no findar, será o perecimento de coisas simples e de raro valor humano.

Cena do filme "O som do coração"






sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

DICIONÁRIO DO PERNAMBUCANO

Como uma boa pernambucana, tenho o dever de propagar a língua da minha terra. O "pernambuquês", com base no site pernambuquices.

DICIONÁRIO DO PERNAMBUQUÊS:

Pernambucano não toma água com açúcar, ele toma “garapa”.
Pernambucano não mente, ele “engana”.
Pernambucano não percebe, ele “dá fé”.
Pernambucano não sai apressado, ele sai “desembestado”.
Pernambucano não aperta, ele “arroxa”.
Pernambucano não dá volta, ele “arrudeia”.
Pernambucano não espera um minuto, ele espera um “pedacinho”.
Pernambucano não é distraído, ele é “avoado”.
Pernambucano não é esperto, ele é “desenrolado”.
Pernambucano não é rico, ele é um cabra “estribado”.
Pernambucano não é homem, ele é “macho”.
Pernambucano não é gay, ele é “bicha, boneca, boiola, baitola, goba, doente, tanga no aro”.
Pernambucano não lancha, “merenda”.
Pernambucano não dá bronca, dá “carão”.
Pernambucano quando não casa, ele fica “amigado”.
Pernambucana não fica grávida, fica “buchuda, prenha”
Pernambucano não é corajoso, é “cabra de pêia”.
Pernambucano não é medroso, é “froxo, cabra de pêia mole”.
Pernambucano não fica apaixonado, ele “arrêia os pneus”.
Pernambucano quando liga pra alguém não diz alô,atende e diz logo:- Tais ondi?
Pernambucano não vai embora, ele “pega o beco, dá o lavra, dá o L”.
Pernambucano não diz ‘concordo com você’, ele diz: issssso, homi!!!
Pernambucano não conserta, ele “imenda”.
Pernambucano não bate, ele ‘senta-le’ a mão.
Pernambucano não é sortudo, ele é “cagado”.
Pernambucano não corre, ele “dá uma carreira”.
Pernambucano não malha os outros, ele “manga”.
Pernambucano não conversa, ele “resenha”.
Pernambucano não fica solteiro, ele fica “solto na bagaceira”.
Pernambucano não bebe um drink, ele “toma uma”. (Não só toma uma, como toma todas)
Pernambucano não fica com vergonha, ele fica encabulado, todo errado.
Pernambucano não passa a roupa, ele “engoma”.
Pernambucano não acompanha casal de namorados, ele “segura vela”.
Pernambucano não rega as plantas, ele ‘agôa’.
Pernambucano não quebra algo, ele “tora”.
Pernambucano não pede almoço, ele pede o “de cumê”.
Pernambucano não lancha, “merenda”.
Pernambucano não fica satisfeito quando come, ele “enche o bucho”.
Pernambucano não dá bronca, dá “carão”.
Pernambucano não tem diarréia, tem “caganeira”.
Pernambucano não tem mau cheiro nas axilas, ele tem “suvaqueira”.
Pernambucano não tem perna fina, ele tem “cambitos”.
Pernambucano não é magro, ele é “vara pau”.
Pernambucano não é mulherengo, ele é “raparigueiro”.
Pernambucano não joga fora, ele “avoa no mato”.
Pernambucano não vigia as coisas, ele “fica tucaiando”.
Pernambucano não se dá mal, “se lasca todinho, pega em merda”.
Pernambucano quando se espanta não diz: – Xiiii! Ele diz: Viiixi Maria! Aff Maria!
Pernambucano não vê coisas do outro mundo, ele vê “malassombros”.
Pernambucano não é chato, é “cabuloso”.
Pernambucano não pula, “dá pinote”.
Pernambucano não briga, “arenga”.
Pernambucano não faz cocô, ele “arrea o barro”.
Pernambucano não xinga ”filho da mãe”, ele xinga “fí duma égua”.
Pernambucano não diz orelha, diz “urêia”.
Pernambucano não dá murro na rosto, dá murro no “mói da guariba”
Pernambucano não se aproveita dos outros, ele “arrega dos outros”
Pernambucano não senti medo, ele “tora um aço”.
Pernambucano não perde a virgindade, ele “tira o cabaço”.
Pernambucano não é bom em algo, ele é “tampa”.
Pernambucano não fica preocupado, fica “aperreado”.
Pernambucano não vai à força, ele vai “a pulso”.
Pernambucano não acha maravilhoso, ele acha “arretado”.
Pernambucano não fica apressado, fica “avexado”.
Pernambucano não fica triste, “fica borocochô”.
Pernambucano não mexe em algo, ele “boli”.
Pernambucano não é o melhor, o bom, é “o cão chupando manga”.
Pernambucano não precisa de algo, ele “carece de algo”.
Pernambucana não usa tiara, usa “diadema”.
Pernambucano não faz compras, ele “faz feira”.
Pernambucano não é medroso, é “frouxo”.
Pernambucano não faz fofoca, faz “fuxico”.
Pernambucano não toma refrigerante, toma “guaraná”.
Pernambucano não falta aula ou trabalho, ele “gazea”.
Pernambucano quando se empolga, fica com a “mulesta dos cachorro”.
Pernambucano não fica irritado, ele pega “ar, arretado, invocado, com o d’abo no couro, virado num mói de cuento, com a mulesta dos cachorro, com a gota serena”.
Pernambucano não diz “puta que pariu”, diz “deu a bobônica, deu a bixiga, deu a bixiga lixa, deu a miséria, deu a bixiga lixa misinguenta, deu a preula”
Pernambucano não leva pancada, ele leva uma “chapoletada, lapada”
Pernambucano não fica machucado, fica “estrupiado”.
Pernambucano não é bobo, é “abestalhado”, “bocoió, abilolado, atabacado, tabacudo, tabareu”
Pernambucana não usa grampo para cabelo, usa “biliro”
Pernambucano não é pão duro, é “pirangueiro”
Pernambucano não acha legal, bom, acha “massa”
Pernambucano não dá dica, dá “bizu”.
Pernambucano não usa bloco de rascunho, usa “borrão”.
Pernambucano não é dedo-duro, delator, é “cabueta”.
Pernambucano não usa uniforme, usa “farda”.
Pernambucano não sente mau cheiro, sente “inhaca”.
Pernambucano não fica sem dinheiro, fica “liso, no rato”.
Pernambucano não mata pernilongo, mata “muriçoca”
Pernambucano não cola na prova, ele “fila”
Pernambucano não usa roupa com zíper, usa com “fecheclér”.
Pernambucano não bota chifre, bota “gaia”.
Pernambucano não completa, ele “intera”.
Pernambucano não se dá mal, ele pega em “merda”.
Pernambucano não fica suado, fica “peguento”
Pernambucano não fica com ferida, inflamação, fica com “pereba, sará morreu, creca”
Pernambucano não fica em situação difícil, sem dinheiro, fica na “pindaíba”
Pernambucano não tem amigo, camarada, tem “pareia”
Pernambucano não é baixinho, é “tamburete de zona”
Pernambucano não usa colar, cordão, usa “trancilim”
Pernambucano não é caloteiro, mau pagador, é “xexero”
Pernambucano não tem pernas tortas, é “zambeta”
Pernambucano não é vesgo, ele é “zarolho”
Pernambucano não joga bola de gude, joga “ximbra”
Pernambucano não tem dinheiro alto, não trocado, tem dinheiro pegado”
Pernambucano não fica entusiamado, com disposição, fica com “gosto de gás”
Pernambucano não chama paralelepípedo, chama “meio-fio”
Pernambucano não faz barulho, faz “zuada”
Pernambucano não usa estilingue, usa “badoque”
Pernanbucano não sente mal cheiro, sente “Catinga”
Pernambucano não fica inquieto, ele fica “Aguniado”
Pernambucano não é alto, ele é “Galalau”
Pernambucano não é ruim, safado, ele é “Cabra safado, alma sebosa”
Pernambucano não conversa coisas sem importância ou fala coisas sem nexo, ele conversa “miolo de pote, tá falando água, lezera/lezerice”
Pernambucano não dá gargalhada, ele dá uma “gaitada”
Pernambucano não tem namorada, ele tem “pirraia, nêga, boysinha”



quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A magia dos filmes dos anos 90







Quando ligo a tv - à tarde ou à noite - concomitantemente surge aquele trabalho singular que fez meus olhos juvenis brilharem em outrora. Combinando lembranças com cheirinho de doces, no qual, me faziam companhia.

Glorificos foram meus anos 90. Datam-se do período da minha infância, das muitas vezes na companhia da vó sentada em seu cantinho no sofá, distraída ou apenas acompanhando o deleite de sua neta em frente da coisa mais sublime que haviam inventando - a televisão.

A famosa "Sessão da tarde" durante muitos anos foi meu cantinho particular, onde obstruía minha inquietante mente de assuntos domésticos para fluir por becos cinematográficos. Recheados  de fantasias e adrenalina intuitiva. 

Quem não se lembra de "Esqueceram de mim 1 e 2", "Gasparsinho", "Free Willy", "Lesy" (os filmes de cachorros sempre eram os prediletos), sem mencionar os filmes de desenhos!  
Sem medo de errar garanto-lhes... Foram os melhores anos da minha vida. 

Mesmo com os percalços que insistem em atrapalhar nossa congruente ingenuidade e desfazer heróis em mitos. Os nossos anos pregressos são a nossa alegria quando nos sucumbimos às lembranças.

Saudade é um sentimento efêmero e sem data de validade, que nos pega pela mão sem nos dizer seu roteiro. É egoísta por não nos permitir um bis, e saudosista por ser nostálgico.

Bendito seja o cinema antigo e suas facetas futurísticas. Mesmo com o desenvolvimento da parafernália que enseja  na confecção da cinematográfica moderna, devo dizer-lhe com a maior satisfação: nada é tão maravilhoso quanto assistir há um filme dos gloriosos anos 20,30... Ah! como amo Chaplin.

Tudo que permeia a conjectura de nossa satisfação imediata - de entretenimento ou social- é fantástico. 

Quero eu, hoje, aquele filme apaixonante, não importa sua origem mas apenas sua mensagem. Com gosto de sonho de valsa e pipoca com sal! Ou caramelho e sua metade chocolate, do zorro, e da
galera da Looney Tunes - do pernalonga, frajola e patolino.

Sejam quais forem as predileções, nada do que há hoje é parecido com o que tivemos ontem, E, que seus filmes com gostinho de infância te chamem sempre! De preferência numa tarde chuvosa, numa sala vazia e um cobertor aconchegante.

Bons filmes!