Quem sou eu?

Escritos de uma "Einstein" é um blog de uma jovem que cultiva a cada dia o dom de escrever. Cujos textos esboçam suas análises, críticas e por que não, devaneios. Afinal, de louco todo mundo tem um pouco! ;)

domingo, 5 de abril de 2015

FEMINISMO & MODERNISMO



Vê-se a muito tempo as repressões sofridas por minorias diante das classes mais “educadas, racionais e desenvolvidas” da sociedade. Por muito tempo buscou-se a tão aclamada liberdade de expressão, de ser e viver a partir de movimentos um pouco desastrosos diga-se de passagem.
Por muitos séculos as mulheres, por exemplo, tiveram como ponto de partida a cozinha e como fim da linha a satisfação pessoal de seus respectivos maridos. Desmerecidas e subestimadas como seres frágeis e indispensáveis para a proliferação da raça humana, ou melhor, do sobrenome dos seus senhores. Destarte, a essa perspectiva algumas personalidades femininas se destacaram na história mas com muita luta e personalidade.
Rainhas conquistaram seu espaço na história mesmo sob o julgo de críticas e julgamentos hipócritas permeado de preconceitos e fatos cujo teor é de alta desconfiança. Mesmo com o advento de ferramentas modernas a luta por espaço e equidade não se desdobrou perante ao incessante movimento das massas menos favorecidas, pelo contrário fora fomentado subsequentes atos de intolerância e aversão. O veto ao voto, a impossibilidade de decidir o caminho da sua própria vida – o divórcio, o direito ao trabalho – que por muito tempo ainda fora visto com desconfiança diante daquelas que iam em busca do sustento de sua própria família, julgamentos encimentados de costumes obsoletos e racistas! Que infelizmente ainda encontram seguidores no mundo atual.
Mesmo diante de um quadro tão averso e de extrema violência – não somente física mas psicológica, tais movimentos conseguiram sobressair e desmistificar mitos ainda arraigados (como por exemplo o movimento feminista do início dos anos mil e novecentos). Proferindo à todos os ideais que um dia fora tão fortemente abraçado na França – Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Hoje, a realidade demonstra outra face. Mesmo com os dados ainda demonstrando uma desigualdade no salário homem versus mulher, esta por sua vez, consegue trabalhar. Têm liberdade de agir conforme seus próprios interesses, e aquela instituição patriarcal demonstra outra característica. Tendo um maior número de mulheres no papel de detentora de provimentos para os  seus, e não tendo que se subjugar diante de olhares de reprovação de outros.
No entanto, essa evolução, digna e essencial, atualmente traz um outro movimento – o feminismo  moderno. Movimento este ateado em forma de bandeira por alguns grupos mais extremistas, defensoras de “direitos” ainda mais “democráticos”, usando seus corpos desnudos em protesto. O quanto você acredita que a mulher é moderna? Qual é o limite do respeitável e a liberdade de prazer? Será que a modernidade também é capaz de mudar a natureza feminina ou ainda não sabemos quem somos? Será que é realmente fácil agir de forma “liberal” para todas ou apenas para aquela parcela que busca essa liberdade?
Confesso que não simpatizo com esse movimento. Não acredito na liberdade nessa perspectiva, nem para o homem e nem para a mulher, e muito menos nos métodos de reivindicação feitos por tais grupos.
Certos atos beira a vulgaridade e a felicidade falsa, a busca incessante apenas pelo prazer momentâneo e inconstante. Vejo hoje, que para alguns a felicidade está atrelada ao quanto você vai a festas e o quanto ingere bebidas alcoólicas para sentir-se alegre. Desfazendo-se e sentindo-se frustrado diante de lugares mais calmos e simples.
Acredito e defendo a busca por direitos que realmente à todas nós é merecido e indispensáveis, mediante atos uniformes e coerentes, sem efeitos midiáticos   exploradores. Certos critérios de comportamentos ainda devem ser debatidos, é claro, como hoje o sexo é conversado sem maiores pudores. Mas deve-se ter em mente como vai ser levado em conta tal assunto, dar-se para levar ao público assuntos sem necessariamente mascará-lo com uma manta de futilidade e promiscuidade. Mas sim, um fato atual e comportamental da sociedade.

Loucuras imperfeitas



Às vezes, a gente se sente como um lunático que fala para as sombras da solidão, mas aos poucos alguma coisa aqui, outra lá, vai acontecendo …é como um filme … somos protagonistas das nossas razões e assim temos nossas próprias cenas e ilusões..
– Marcelo Ferraz
Desde já devo deixá-los sobreavisados que não me responsabilizo por quaisquer palavra que aqui seja conjurada para compor as linhas e findar num texto. Madrugada já, lá pelas tantas 01:28 estou a devagar em pensamentos, compenetrada numa música apenas e deixando-se levar por tantos dizeres que li e ouvi. A perspectiva é enebriante, não? Agradeço a duas pessoas, em especial, pelo título a um e a citação ao outro.
Talvez me perca e não expresse o que queria – talvez, e só talvez não esteja lúcida o suficiente. Experimente o êxtase de estar só … há tantas coisas pra sentir.
Louca sou? psicologicamente perturbada? quem não é a sua maneira. Se não fosse, tantos segredos não seriam guardados e inquietamente banidos dos olhos curiosos. (repete-se a mesma música aqui).
Qual é seu segredo? quais são seus temores? Atreve-se a dizê-los em voz audível, possivelmente não, a não ser que fale sozinho, não se preocupe este é um hábito de muitos. Condizente com seus pensamentos, a língua expressa antes de o deixar refletir.
Atitudes são pensamentos que se tornam em realidade – atos censuráveis, atos arriscados por que não! A vida não é isso? Destemidos somos todos. Em direções opostas e valores consubstanciáveis… A busca incessante pela nossa felicidade – “Eu tenho direito de tê-la! direito de sair e nunca mais voltar! De estar e não falar! De ser o que eu quero ser!”””””” O relógio denuncia 01: 49 hrs.
Vendo-me cá, divagando sem freios a desprender-me do chão e sendo conduzida por questões filosóficas apenas, lembrando coisas que nunca mais voltarão, repreendendo-me por coisas não ditas e ditas, e feliz por tê-las comigo. O futuro é muito tempo, e somente ele guarda as chaves das portas que entrarei e lá almejarei  o que de mim foi feito. Veja o que a nós é oferecido! Reflita o que realmente importa nessa lida. Somos tão frágeis, simples como uma pequena labareda que tremula na mais simples brisa, e apagando-se quando tudo o mais não é possível. (mudei a canção !)
Converse com aqueles que nunca ousou tentar, e aprenda com eles coisas que nunca imaginou. Vejo seres lindos por sua simplicidade e tão fascinantes são que parece indefesos, no entanto, fortes; pois sabem como seguir avante. Eis, uma qualidade.
Tolices muitas vezes tomam nossos pensamentos como drogas que não deixam-nos sanar, transformando nossas nuances em enfermidades malgradas. Admiro sua insensatez.
Destarte, o nosso querer é intangível, pois a fantasia é tão perfeita quando apresenta maravilhas equidistantes. Resta contentar-se com o máximo realizável, seus atos sempre denunciarão as loucuras que fizeste, no entanto, imperfeitas por não perdurarem.
02:29 hrs …


quarta-feira, 4 de março de 2015

Quando os celulares se tornaram mais atraentes do que as pessoas

Ei! olhe-me nos olhos e me veja! 
Enxergue-me como sou e não como uma utopia de como deveria ser.
Leia meus lábios quando te digo palavras soltas... E, reaprenda a apreciar as nuances dos gestos.

Há exatamente três meses, ao dialogar com um amigo, veio a termo o seguinte tema: "Quando os celulares se tornam mais atraentes do que as pessoas" - Bem, é exatamente o título do texto que discorrerei agora.
É de certa forma esdruxulo e até piegas fazer contrapontos temporais do mundo moderno e o passado, onde tais ferramentas de comunicação ainda beiravam à utensílios arcaicos. 
Já li muitos textos fazendo críticas ou apenas referências às atitudes "nossas"- reles seres consumistas e adaptáveis - na relação de indivíduo para indivíduo. Estes pequenos gestos mutantes que vamos adquirindo só é percebível quando já o está enraigado e portanto, impossível de revertê-los. Torna-se cultural! pois está ligado a forma de ser e agir. Ficando até um pouco engraçado ver culturas equidistantes se tornando quase gêmeas por influência de aparelhos eletrônicos, principalmente se auferirmos ao uso do celular... melhor, dos smartphones.
Não pense que estou contra o uso de tais equipamentos, ou contra o desenvolvimento da humanidade. Oh! não. O que quero que vejam é o "como" e " quais as consequências" do uso indiscriminado de qualquer objeto ou coisa,  atingindo e influenciando nações indistintas do planeta. 
Imagine a moda do selfie, sua origem é dada aos norte americanos, e como um acender de pólvora, alastrou-se por todos os continentes, "incendiando" à todos. Não se vê forma discriminada dessa moda, pelo contrário, desde um indiano a um sultão da Arábia, todos eles, pelo menos, a conhecem. Até neste ponto consigna numa perspectiva positiva, que seria ... "povos e classes sociais diferentes utilizando das mesmas ferramentas"... no entanto, essa premissa seria falsa, pois, seria verdade o fato de classes diferentes poderem se manifestar de maneiras parecidas, mas não de interagirem entre si.
Mesmo quando as classes são as mesmas não há interação, mas OPORTUNIZAÇÃO - oportunidade de mostrar meu carro novo, oportunidade de mostrar as viagens que fiz, a oportunidade de mostrar meu cachorro, gato e periquito...etc. 
As pessoas não saem para conversar, mas sim para tirar foto para postar no instagram. Para ver quantas curtidas vai receber no Facebook.
Quando quiser sair comigo, SAIA COMIGO! Deixe o celular e todas as bujingangas de lado para apreciar a vida. 
Me olhe nos olhos e use a língua que Deus lhe deu para falar. E, enalteça aqueles que ainda estão a sua volta com a graça de sua atenção e carisma. 
A beleza dos séculos passados, o que seria a época de ouro, se fazia na sua delicadeza de tratamentos. Apesar de muitos direitos negligenciados, ali havia sutileza e apreciação do verdadeiro. Os poetas eram ouvidos, e a arte admirada. 
Ouçam-se como seres que merecem serem ouvidos, e observem pois todos necessitam de atenção. Se a isto não atentarem, o que restará no findar, será o perecimento de coisas simples e de raro valor humano.

Cena do filme "O som do coração"






sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

DICIONÁRIO DO PERNAMBUCANO

Como uma boa pernambucana, tenho o dever de propagar a língua da minha terra. O "pernambuquês", com base no site pernambuquices.

DICIONÁRIO DO PERNAMBUQUÊS:

Pernambucano não toma água com açúcar, ele toma “garapa”.
Pernambucano não mente, ele “engana”.
Pernambucano não percebe, ele “dá fé”.
Pernambucano não sai apressado, ele sai “desembestado”.
Pernambucano não aperta, ele “arroxa”.
Pernambucano não dá volta, ele “arrudeia”.
Pernambucano não espera um minuto, ele espera um “pedacinho”.
Pernambucano não é distraído, ele é “avoado”.
Pernambucano não é esperto, ele é “desenrolado”.
Pernambucano não é rico, ele é um cabra “estribado”.
Pernambucano não é homem, ele é “macho”.
Pernambucano não é gay, ele é “bicha, boneca, boiola, baitola, goba, doente, tanga no aro”.
Pernambucano não lancha, “merenda”.
Pernambucano não dá bronca, dá “carão”.
Pernambucano quando não casa, ele fica “amigado”.
Pernambucana não fica grávida, fica “buchuda, prenha”
Pernambucano não é corajoso, é “cabra de pêia”.
Pernambucano não é medroso, é “froxo, cabra de pêia mole”.
Pernambucano não fica apaixonado, ele “arrêia os pneus”.
Pernambucano quando liga pra alguém não diz alô,atende e diz logo:- Tais ondi?
Pernambucano não vai embora, ele “pega o beco, dá o lavra, dá o L”.
Pernambucano não diz ‘concordo com você’, ele diz: issssso, homi!!!
Pernambucano não conserta, ele “imenda”.
Pernambucano não bate, ele ‘senta-le’ a mão.
Pernambucano não é sortudo, ele é “cagado”.
Pernambucano não corre, ele “dá uma carreira”.
Pernambucano não malha os outros, ele “manga”.
Pernambucano não conversa, ele “resenha”.
Pernambucano não fica solteiro, ele fica “solto na bagaceira”.
Pernambucano não bebe um drink, ele “toma uma”. (Não só toma uma, como toma todas)
Pernambucano não fica com vergonha, ele fica encabulado, todo errado.
Pernambucano não passa a roupa, ele “engoma”.
Pernambucano não acompanha casal de namorados, ele “segura vela”.
Pernambucano não rega as plantas, ele ‘agôa’.
Pernambucano não quebra algo, ele “tora”.
Pernambucano não pede almoço, ele pede o “de cumê”.
Pernambucano não lancha, “merenda”.
Pernambucano não fica satisfeito quando come, ele “enche o bucho”.
Pernambucano não dá bronca, dá “carão”.
Pernambucano não tem diarréia, tem “caganeira”.
Pernambucano não tem mau cheiro nas axilas, ele tem “suvaqueira”.
Pernambucano não tem perna fina, ele tem “cambitos”.
Pernambucano não é magro, ele é “vara pau”.
Pernambucano não é mulherengo, ele é “raparigueiro”.
Pernambucano não joga fora, ele “avoa no mato”.
Pernambucano não vigia as coisas, ele “fica tucaiando”.
Pernambucano não se dá mal, “se lasca todinho, pega em merda”.
Pernambucano quando se espanta não diz: – Xiiii! Ele diz: Viiixi Maria! Aff Maria!
Pernambucano não vê coisas do outro mundo, ele vê “malassombros”.
Pernambucano não é chato, é “cabuloso”.
Pernambucano não pula, “dá pinote”.
Pernambucano não briga, “arenga”.
Pernambucano não faz cocô, ele “arrea o barro”.
Pernambucano não xinga ”filho da mãe”, ele xinga “fí duma égua”.
Pernambucano não diz orelha, diz “urêia”.
Pernambucano não dá murro na rosto, dá murro no “mói da guariba”
Pernambucano não se aproveita dos outros, ele “arrega dos outros”
Pernambucano não senti medo, ele “tora um aço”.
Pernambucano não perde a virgindade, ele “tira o cabaço”.
Pernambucano não é bom em algo, ele é “tampa”.
Pernambucano não fica preocupado, fica “aperreado”.
Pernambucano não vai à força, ele vai “a pulso”.
Pernambucano não acha maravilhoso, ele acha “arretado”.
Pernambucano não fica apressado, fica “avexado”.
Pernambucano não fica triste, “fica borocochô”.
Pernambucano não mexe em algo, ele “boli”.
Pernambucano não é o melhor, o bom, é “o cão chupando manga”.
Pernambucano não precisa de algo, ele “carece de algo”.
Pernambucana não usa tiara, usa “diadema”.
Pernambucano não faz compras, ele “faz feira”.
Pernambucano não é medroso, é “frouxo”.
Pernambucano não faz fofoca, faz “fuxico”.
Pernambucano não toma refrigerante, toma “guaraná”.
Pernambucano não falta aula ou trabalho, ele “gazea”.
Pernambucano quando se empolga, fica com a “mulesta dos cachorro”.
Pernambucano não fica irritado, ele pega “ar, arretado, invocado, com o d’abo no couro, virado num mói de cuento, com a mulesta dos cachorro, com a gota serena”.
Pernambucano não diz “puta que pariu”, diz “deu a bobônica, deu a bixiga, deu a bixiga lixa, deu a miséria, deu a bixiga lixa misinguenta, deu a preula”
Pernambucano não leva pancada, ele leva uma “chapoletada, lapada”
Pernambucano não fica machucado, fica “estrupiado”.
Pernambucano não é bobo, é “abestalhado”, “bocoió, abilolado, atabacado, tabacudo, tabareu”
Pernambucana não usa grampo para cabelo, usa “biliro”
Pernambucano não é pão duro, é “pirangueiro”
Pernambucano não acha legal, bom, acha “massa”
Pernambucano não dá dica, dá “bizu”.
Pernambucano não usa bloco de rascunho, usa “borrão”.
Pernambucano não é dedo-duro, delator, é “cabueta”.
Pernambucano não usa uniforme, usa “farda”.
Pernambucano não sente mau cheiro, sente “inhaca”.
Pernambucano não fica sem dinheiro, fica “liso, no rato”.
Pernambucano não mata pernilongo, mata “muriçoca”
Pernambucano não cola na prova, ele “fila”
Pernambucano não usa roupa com zíper, usa com “fecheclér”.
Pernambucano não bota chifre, bota “gaia”.
Pernambucano não completa, ele “intera”.
Pernambucano não se dá mal, ele pega em “merda”.
Pernambucano não fica suado, fica “peguento”
Pernambucano não fica com ferida, inflamação, fica com “pereba, sará morreu, creca”
Pernambucano não fica em situação difícil, sem dinheiro, fica na “pindaíba”
Pernambucano não tem amigo, camarada, tem “pareia”
Pernambucano não é baixinho, é “tamburete de zona”
Pernambucano não usa colar, cordão, usa “trancilim”
Pernambucano não é caloteiro, mau pagador, é “xexero”
Pernambucano não tem pernas tortas, é “zambeta”
Pernambucano não é vesgo, ele é “zarolho”
Pernambucano não joga bola de gude, joga “ximbra”
Pernambucano não tem dinheiro alto, não trocado, tem dinheiro pegado”
Pernambucano não fica entusiamado, com disposição, fica com “gosto de gás”
Pernambucano não chama paralelepípedo, chama “meio-fio”
Pernambucano não faz barulho, faz “zuada”
Pernambucano não usa estilingue, usa “badoque”
Pernanbucano não sente mal cheiro, sente “Catinga”
Pernambucano não fica inquieto, ele fica “Aguniado”
Pernambucano não é alto, ele é “Galalau”
Pernambucano não é ruim, safado, ele é “Cabra safado, alma sebosa”
Pernambucano não conversa coisas sem importância ou fala coisas sem nexo, ele conversa “miolo de pote, tá falando água, lezera/lezerice”
Pernambucano não dá gargalhada, ele dá uma “gaitada”
Pernambucano não tem namorada, ele tem “pirraia, nêga, boysinha”



quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A magia dos filmes dos anos 90







Quando ligo a tv - à tarde ou à noite - concomitantemente surge aquele trabalho singular que fez meus olhos juvenis brilharem em outrora. Combinando lembranças com cheirinho de doces, no qual, me faziam companhia.

Glorificos foram meus anos 90. Datam-se do período da minha infância, das muitas vezes na companhia da vó sentada em seu cantinho no sofá, distraída ou apenas acompanhando o deleite de sua neta em frente da coisa mais sublime que haviam inventando - a televisão.

A famosa "Sessão da tarde" durante muitos anos foi meu cantinho particular, onde obstruía minha inquietante mente de assuntos domésticos para fluir por becos cinematográficos. Recheados  de fantasias e adrenalina intuitiva. 

Quem não se lembra de "Esqueceram de mim 1 e 2", "Gasparsinho", "Free Willy", "Lesy" (os filmes de cachorros sempre eram os prediletos), sem mencionar os filmes de desenhos!  
Sem medo de errar garanto-lhes... Foram os melhores anos da minha vida. 

Mesmo com os percalços que insistem em atrapalhar nossa congruente ingenuidade e desfazer heróis em mitos. Os nossos anos pregressos são a nossa alegria quando nos sucumbimos às lembranças.

Saudade é um sentimento efêmero e sem data de validade, que nos pega pela mão sem nos dizer seu roteiro. É egoísta por não nos permitir um bis, e saudosista por ser nostálgico.

Bendito seja o cinema antigo e suas facetas futurísticas. Mesmo com o desenvolvimento da parafernália que enseja  na confecção da cinematográfica moderna, devo dizer-lhe com a maior satisfação: nada é tão maravilhoso quanto assistir há um filme dos gloriosos anos 20,30... Ah! como amo Chaplin.

Tudo que permeia a conjectura de nossa satisfação imediata - de entretenimento ou social- é fantástico. 

Quero eu, hoje, aquele filme apaixonante, não importa sua origem mas apenas sua mensagem. Com gosto de sonho de valsa e pipoca com sal! Ou caramelho e sua metade chocolate, do zorro, e da
galera da Looney Tunes - do pernalonga, frajola e patolino.

Sejam quais forem as predileções, nada do que há hoje é parecido com o que tivemos ontem, E, que seus filmes com gostinho de infância te chamem sempre! De preferência numa tarde chuvosa, numa sala vazia e um cobertor aconchegante.

Bons filmes!



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

No preto e no branco

Poucas coisas na personalidade humana é tão irritante quanto suas multi formas de ser. 
A necessária busca de se metamorfosear é compreensiva, tendo em vista a evolução cessante de nossas atitudes defronte de circunstâncias; ora nunca vivenciada ou de acordo com experiências passadas.
No entanto, no enlace de nossas atitudes estão os sentimentos, a moral, a virtude, o respeito... dentre muitos outros. De forma ainda muito significativa está a racionalidade, sendo este um aspecto primordial na atualidade social-moderna. 
Destarte, como uma ferramenta cabal para os objetivos humanos, o cérebro também é capaz de moldar as falas e o comportamento do indivíduo de maneira aquém da esperada e fundamental. 
Passou-se a ser o instrumento que desnorteia a sensibilidade e a personalidade positiva, em seu lugar, colocando mentiras, intrigas, traições e desrespeito; atributos controversos com a moral estrito sensu. 
Poucas coisas é tão belo e significativo quanto a transparência. Porém, diante de afetos mentirosos e palavras falsas a saída que resta a muitos é a introspecção. Cobrir-se de uma couraça e guardar para si seus tesouros.
 Estamos caminhando a passos largos para um mundo robotizados de seres que alimentam seu racionalismo de forma desmedida e ultrajante. Estando visível na desordem das relações íntimas, e na ausência de solidariedade de indivíduo-indivíduo.
Pergunto-me onde vamos parar... infelizmente a resposta é esperar pra ver. Até porque "uma andorinha só não faz verão", ou existe mais uma andorinha lendo este texto agora.
É temeroso conviver com as pessoas, e mais ainda porque sabemos onde podem chegar.
Não transforme-se em uma máquina que age de acordo com instintos egoístas e próprios, e não mude suas convicções genuínas por "necessidades" pessoais ou profissionais. 
Orgulhe-se de ser o que és, e me orgulhe também.

Amai-vos uns aos outros como a ti mesmo.
Marcos, 12:31



terça-feira, 30 de setembro de 2014

Eu sou de Vênus, e você?

Quando observo que tudo quanto cresce
Desfruta a perfeição de um só momento,
Que neste palco imenso se obedece
À secreta influição de firmamento;
Quando percebo que ao homem, como à
 [planeta,
Esmaga o mesmo céu que lhe deu
[glória,
Que se ergue em seiva e, no ápice,
[aquebranta
E um dia enfim se apaga da memória:
Esse conceito da inconstante sina
Mais jovem faze-te ao melhor agora,
Quando o tempo se alia com a Ruína
Para tornar em noite a tua aurora.
E crua guerra contra o Tempo enfrento,
Pois tudo que te torna eu te acrescento.
-William Shakespeare

Em loucura em loucura voz digo: “Sou de Vênus”. Entre vários astros que circundam nosso universo este é o que tenho maior paixão. E, você… qual é sua casa? Marte, Saturno… Terra? Ora, essa!! não seja tão “normal”.Um dia alguém lhe aponta com dedos acusatórios indagando-se “Nossa! como é louco (a)!”… (risos).
Um velho ditado existe dizendo “as mulheres são de Vênus e os homens são de Marte”(ou o contrário?). Tratando-se em alguns aspectos somos os avessos dos gêneros. Mas cá entre nós as familiaridades também existem. Talvez existam aqueles que gostariam de compartilhar sua terna companhia comigo. Gostaria disso, talvez você?
Há muito tempo minha espaçonave enguiçou aqui. Eu e minha família sem alternativa de retorno para nosso adorado lar fizemos pouso nesse “simpático” planeta, observamos os costumes e sua forma anatômica. Copiamos e nos interagimos com essa raça tão pitoresca. Com o tempo torna-se até natural compartilhar de suas manias e seus costumes regionais e um tanto “agressivos”. É uma epidemia, não tem como escapar e tudo parece impregnar nos seus modos!
Demasiadamente de meu gosto natural é substancial a maturidade dos atos, a regressão de pensamentos trazendo à tona movimentos vividos enaltecendo os acertos e buscando soluções para os erros. Nesta sociedade no entanto, é intrigante as alavancas que movem seus agires. Existe um sistema universal que conduz uma boa parcela desse contingente, uma seara está constantemente movida pela ansiedade, de querer viver bem, de ter coisas. A outra busca desesperadamente a aceitação dos seres divinos, atribuindo para a sua comunidade regras intrigantes e com impeto violento em suas regras.
Imagine-se viver num mundo assim! Meu mundo é fantástico. Com todas as constantes personalidades, mas mesmo assim divino. Ninguém aponta-lhe o dedo indicador porque alguém está parando no meio do nada olhando para o… tudo. Alguém está andando ao meio da natureza absolutamente sozinho, que maravilhoso. As mentes inquietantes são as mais formidáveis. Levando as nações seus sentimentos e todos a ouvi-lo sem desmerecê-lo. E não é capaz de atribuir para si um moralismo que não possui. Reverenciar a simplicidade faz parte de nossa natureza venezueana.
Gosto particularmente de nossa cor de pele… na verdade muda de acordo com os nossos prazeres… agora sou verde-mar. Transmutando somos capazes de realizar as proezas que permeiam nossos íntimos. É deveras confuso viver aqui, sinto-me um “peixe fora d’água”. Será que alguém ai compreende isto? Encontrar outro ser com a mesma sintonia é absolutamente … improvável ou ao menos raro. De vez em quando esse milagre é alcançado, mas infelizmente nem sempre duradouro. Imagino, pois, tal situação “um lugar lindo condensado em um firmamento límpido e pintado pela aurora, tingindo por pessoas ímpares e indispensáveis ao meu convívio em uma conversação superior e inquietante”. És uma miragem conseguida através de umas boas xícaras desse líquido maravilhoso que chamam de café. Uma coisa devo concordar, a culinária é espetacular.
Um dia se está a ler em um lugar dito público e os rostos que passam por você se fazem mister num movimento esquisito, no momento não entendi mas depois veio-me a mente que estavam a estranhar! Os jeitos que a eles são racionais a mim são estranhos. Deveras é natural a uma mulher usar biquíni na praia, mas falta de pudor apercebe-lhe usando calcinha e sutiã! Ora, vamos! E, não são a mesma coisa! Muitas vezes percebo essa confusão no que seja proibido, aceitável ou mesmo de direito. É um paradoxo interminável. Será que o livre arbítrio concede isto através da proclamação dos pensamentos?
Conversar com alguém do sexo oposto, já está namorando. Concordar com alguma coisa, é “maria-vai-com-as-outras”, “puxa-saco” (em relação a este ultimo termo, muitas vezes ele é cabível). Discordar, “x-9″, automaticamente expulso de qualquer vínculo. Portanto, muitos comportamentos são regidos pelo furor dos sentimentos, ou como prefiro, de costumes que há muito estão disseminados e por nada são largados. Gosto muito de seus dizeres, de alguns pensadores drasticamente formidáveis. Um dia, pois, quem sabe descobrirão e se aperceberão diante da infinitude. Não seja a morte sua algoz, mas sua linha de chegada. Um percurso inteiro está na frente para que se limita às razões outorgadas pelos seus co-cidadãos. Devo, voltar para o meu lar e sentir-me outra vez familiarizada e regojizar-me na presença de meus amigos martinianos, e vizinhos jupterianos. Abraços para todos aqueles que aqui ficam, mas não limitados como outrora.
Congratulações.
Meu voo está saindo…
"Casa"



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Ruas vazias cheia de pessoas



A continuidade da vida é cheia de pequenas e salutares surpresas,  ímpares, diga-se assim. Você realmente é conduzido e deixa-se assim ser guiado, pois na verdade o que quer é ver como e onde tudo irá findar. Forma-se um grupo, pessoas que naturalmente se encontram ou não, que se reúnem e riem e brincam, e paqueram... por que não?

Destarte, nessa metamorfose, param e olham-se e conversam. Os objetos que consigo carregam também sequestram sua atenção para mundos paralelos, não obstante, incapazes de trapacear na intensidade de bons momentos. Pois estes são presentes, corporal.

Pequenas mentiras e travessuras são essenciais num grupo de indivíduos que ali estão somente por um objetivo - distrair-se.  Nada que não seja descaradamente percebido e rebatido num jogo de palavras. As vezes sou boa nisso! (segredo nosso - sorrisos).

Andam, sentam, e bebem e comem... rituais estes que todos os grupos sociais e etnicos praticam. São eles que permeiam e dão significado a confraternizações, pois é isso que fazemos, nos socializamos. 
"Vejam só! As estrelas sumiram hoje." (...) E, assim se seguem conversações, paralelas, incoerentes e doidas! Sem qualquer contexto fixo e lógico, são apenas pessoas que estão juntas por armação do acaso. Num momento qualquer, os risos se coagulam uniformes e frenéticos, denunciado os ânimos alterados dos participantes. Inflam-se  em perspectivas diferentes, as intenções vão se denunciando e fazendo-se perspicazes.

Olham à frente, o que tem a nós são ruas quase vazias, vão se achegando no findar do pequeno momento. Todos seguem becos distintos que bifurcam segundo seus passos, perfaz a medida do trajeto gracejos confusos e embriagados do ar tardio da noite.  Em seguida, iniciam as despedidas, os finitos "tchaus" e até breve, quem sabe.

"Foi bom vê-los (as) hoje!"

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Euforia e banalização dos sentimentos




"Não se apaixone por mim, garota, porque eu vou magoar você."

Elvis Presley





Estamos a nos digladiar, ora no mundo fático e racional ou, no mundo essencialmente emocional. Até, as vezes, mostrando-se num mix, sem dissociar um do outro. 
A racionalização como condutora de seus atos é um campo complicado de gerenciar, o fato de saber exatamente o que faz é um balsamo para sua consciência. A gerência de sua própria vida é uma conquista sublime e difícil de abrir mão. Por outro lado, engessa sua singularidade, sua performance diante do contato humano mais íntimo. A dose certa de ambos os comportamentos concede uma fórmula espetacular, a balança ideal, onde em momentos específicos irá pender de um lado para o outro, mas sem despencar. Fazendo lembrar que o outro lado está lá se quiser equilibrar.
Esta balança, poucos a têm. Sentimentos mais "grosseiros" e tão rápidos quanto meteoritos estão apaziguados no comportamento da sociedade contemporânea tendo sua base cada vez mais firme, em solo propenso ao ritmo constante da "evolução humana". Às vezes é cabível pensar que tal evolução está a ocorrer as avessas, sem ponto de chegada, apenas mudanças num salutar constante e sem objetivos solidários. 
A euforia é excelente para proporcionar um prazer incomensurável, destarte, vem cavalgada numa máxima cega que emburrece o cérebro - "Viva a vida intensamente" - permita-me a acrescentar uma "," e um "mas" por seguinte. Nem tudo é só "X", existem consequências e você não é um ser premiado com habeas corpus de tempo ilimitado. Em várias histórias verídicas de personagens altamente altruístas e com filosofias dignas de serem compartilhadas provaram dessa máxima, perceberam-se como todas as decisões denotam suas consequências, seja agradáveis ou não. Lei do universo pode pensar agora, quem sabe! É uma teoria apenas.
Infelizmente, penso eu, seja tão difícil ser inconsequente (risos), dádiva concedida aos loucos, quem sabe.
Os sentimentos são breves, como um acender e apagar de luzes, isto é fato. Medo, rancor, ódio, paixão... são altamente passageiros, então como perceber quando são banais? Qual ou quais sentimentos são singelos e duradouros? Bem, são questões a se pensar e muito complicadas também, porque envolve um estado de espírito, uma disposição do ser da procura da felicidade. O que é felicidade? (em relação a está indagação deixo uma indicação de um documentário: EU MAIOR - http://www.eumaior.com.br/).
A perspectiva de se ver fazendo algo que em situação de calmaria não faria é um caminho para perceber sob qual sentimento está sendo conduzido. Ai percebe um sentimento banal, diante da racionalização! Geralmente, quando estamos calmos e pensativos é que a frustração encontra lugar, também o arrependimento muitas vezes. Por outro lado, os sentimentos que está intimamente ligado com seu caráter, com suas ideologias e que não imagina separar do seu eu, são os verdadeiros. Aqueles que pelos quais não se imaginaria sem. Se quando vê alguém passando mal e você o ajuda, e sempre age desta forma nessas situações, então, és solidário. Um traço característico de uma pessoa de bom caráter. No entanto, as coisas banais estão fixas até nesses atos mais humanísticos. Se tais sentimentos estão associados ao caráter, como disse, é possível fazer uma associação não muito difícil sobre o que está acontecendo no comportamento das pessoas. São os sentimentos que estão sendo banais ou o caráter? Afinal, o caráter é uma parte racional mas que concilia à parte emotiva do ser. Digamos então, que os sentimentos são acessórios do caráter e que sem este o primeiro não existe.
Então, o mal caráter deturpa os sentimentos que por sua vez traz consequências ruins.
E quanto aos sentimentos banais supérfluos? Aqueles passageiros cujo teor é apenas de diversão sem consequências aparentemente tão drásticas - Bem, ainda assim está intimamente ligado ao caráter, mas de maneira menos "maléfica" diga-se assim, acredito que a frustração e o enfado cotidiano leva os indivíduos a busca de eventos passageiros, não fixos. Destarte, também não isento de consequências desagradáveis.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Hoje - Poesia


Chora meu coração pela fantasia de um dia não realizado,
 pelos sonhos não concretizados. 
Pelos sentimentos que castigam-me os olhos.
 Pelo sabor salgado do liquido que beira meus lábios.
Por estar sozinha, mesmo estando rodeada.
 Por não ser acalentada, percebida, apreciada.
Por não merecer o olhar romântico em uma tez fugaz.  
Por não ter a mim a sensação do belo como anseia a ilusão.
 Destarte, quão superficial são! Tão diferente do que sou, do que quero.
Pingam aqui as lágrimas escassas, tristes e amargas. 
Prevendo a solidão  do que a mim são raras.
Vejo solução! voltar o que fora antes uma opção. 
Era só, mas ajustada. Rente a laborar com  papéis e livros apenas.  
Não sou das mais afortunadas.
Permeia  a mente uma esperança apenas... Ter comigo a matéria somente. 
Pois se ao sentimento não reina pleno, ao ouro darei alento.
Se a mim tens afago, saiba que da surpresa tem um ...
chamado.
A madrugada está a prenunciar quem sou,
as tentativas irrisórias de quem não me alcançou
Uma charada, talvez, assim compreenda
Mas somente eu, aqui, entenda.

.