Quem sou eu?

Escritos de uma "Einstein" é um blog de uma jovem que cultiva a cada dia o dom de escrever. Cujos textos esboçam suas análises, críticas e por que não, devaneios. Afinal, de louco todo mundo tem um pouco! ;)

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Eu sou de Vênus, e você?

Quando observo que tudo quanto cresce
Desfruta a perfeição de um só momento,
Que neste palco imenso se obedece
À secreta influição de firmamento;
Quando percebo que ao homem, como à
 [planeta,
Esmaga o mesmo céu que lhe deu
[glória,
Que se ergue em seiva e, no ápice,
[aquebranta
E um dia enfim se apaga da memória:
Esse conceito da inconstante sina
Mais jovem faze-te ao melhor agora,
Quando o tempo se alia com a Ruína
Para tornar em noite a tua aurora.
E crua guerra contra o Tempo enfrento,
Pois tudo que te torna eu te acrescento.
-William Shakespeare

Em loucura em loucura voz digo: “Sou de Vênus”. Entre vários astros que circundam nosso universo este é o que tenho maior paixão. E, você… qual é sua casa? Marte, Saturno… Terra? Ora, essa!! não seja tão “normal”.Um dia alguém lhe aponta com dedos acusatórios indagando-se “Nossa! como é louco (a)!”… (risos).
Um velho ditado existe dizendo “as mulheres são de Vênus e os homens são de Marte”(ou o contrário?). Tratando-se em alguns aspectos somos os avessos dos gêneros. Mas cá entre nós as familiaridades também existem. Talvez existam aqueles que gostariam de compartilhar sua terna companhia comigo. Gostaria disso, talvez você?
Há muito tempo minha espaçonave enguiçou aqui. Eu e minha família sem alternativa de retorno para nosso adorado lar fizemos pouso nesse “simpático” planeta, observamos os costumes e sua forma anatômica. Copiamos e nos interagimos com essa raça tão pitoresca. Com o tempo torna-se até natural compartilhar de suas manias e seus costumes regionais e um tanto “agressivos”. É uma epidemia, não tem como escapar e tudo parece impregnar nos seus modos!
Demasiadamente de meu gosto natural é substancial a maturidade dos atos, a regressão de pensamentos trazendo à tona movimentos vividos enaltecendo os acertos e buscando soluções para os erros. Nesta sociedade no entanto, é intrigante as alavancas que movem seus agires. Existe um sistema universal que conduz uma boa parcela desse contingente, uma seara está constantemente movida pela ansiedade, de querer viver bem, de ter coisas. A outra busca desesperadamente a aceitação dos seres divinos, atribuindo para a sua comunidade regras intrigantes e com impeto violento em suas regras.
Imagine-se viver num mundo assim! Meu mundo é fantástico. Com todas as constantes personalidades, mas mesmo assim divino. Ninguém aponta-lhe o dedo indicador porque alguém está parando no meio do nada olhando para o… tudo. Alguém está andando ao meio da natureza absolutamente sozinho, que maravilhoso. As mentes inquietantes são as mais formidáveis. Levando as nações seus sentimentos e todos a ouvi-lo sem desmerecê-lo. E não é capaz de atribuir para si um moralismo que não possui. Reverenciar a simplicidade faz parte de nossa natureza venezueana.
Gosto particularmente de nossa cor de pele… na verdade muda de acordo com os nossos prazeres… agora sou verde-mar. Transmutando somos capazes de realizar as proezas que permeiam nossos íntimos. É deveras confuso viver aqui, sinto-me um “peixe fora d’água”. Será que alguém ai compreende isto? Encontrar outro ser com a mesma sintonia é absolutamente … improvável ou ao menos raro. De vez em quando esse milagre é alcançado, mas infelizmente nem sempre duradouro. Imagino, pois, tal situação “um lugar lindo condensado em um firmamento límpido e pintado pela aurora, tingindo por pessoas ímpares e indispensáveis ao meu convívio em uma conversação superior e inquietante”. És uma miragem conseguida através de umas boas xícaras desse líquido maravilhoso que chamam de café. Uma coisa devo concordar, a culinária é espetacular.
Um dia se está a ler em um lugar dito público e os rostos que passam por você se fazem mister num movimento esquisito, no momento não entendi mas depois veio-me a mente que estavam a estranhar! Os jeitos que a eles são racionais a mim são estranhos. Deveras é natural a uma mulher usar biquíni na praia, mas falta de pudor apercebe-lhe usando calcinha e sutiã! Ora, vamos! E, não são a mesma coisa! Muitas vezes percebo essa confusão no que seja proibido, aceitável ou mesmo de direito. É um paradoxo interminável. Será que o livre arbítrio concede isto através da proclamação dos pensamentos?
Conversar com alguém do sexo oposto, já está namorando. Concordar com alguma coisa, é “maria-vai-com-as-outras”, “puxa-saco” (em relação a este ultimo termo, muitas vezes ele é cabível). Discordar, “x-9″, automaticamente expulso de qualquer vínculo. Portanto, muitos comportamentos são regidos pelo furor dos sentimentos, ou como prefiro, de costumes que há muito estão disseminados e por nada são largados. Gosto muito de seus dizeres, de alguns pensadores drasticamente formidáveis. Um dia, pois, quem sabe descobrirão e se aperceberão diante da infinitude. Não seja a morte sua algoz, mas sua linha de chegada. Um percurso inteiro está na frente para que se limita às razões outorgadas pelos seus co-cidadãos. Devo, voltar para o meu lar e sentir-me outra vez familiarizada e regojizar-me na presença de meus amigos martinianos, e vizinhos jupterianos. Abraços para todos aqueles que aqui ficam, mas não limitados como outrora.
Congratulações.
Meu voo está saindo…
"Casa"



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Ruas vazias cheia de pessoas



A continuidade da vida é cheia de pequenas e salutares surpresas,  ímpares, diga-se assim. Você realmente é conduzido e deixa-se assim ser guiado, pois na verdade o que quer é ver como e onde tudo irá findar. Forma-se um grupo, pessoas que naturalmente se encontram ou não, que se reúnem e riem e brincam, e paqueram... por que não?

Destarte, nessa metamorfose, param e olham-se e conversam. Os objetos que consigo carregam também sequestram sua atenção para mundos paralelos, não obstante, incapazes de trapacear na intensidade de bons momentos. Pois estes são presentes, corporal.

Pequenas mentiras e travessuras são essenciais num grupo de indivíduos que ali estão somente por um objetivo - distrair-se.  Nada que não seja descaradamente percebido e rebatido num jogo de palavras. As vezes sou boa nisso! (segredo nosso - sorrisos).

Andam, sentam, e bebem e comem... rituais estes que todos os grupos sociais e etnicos praticam. São eles que permeiam e dão significado a confraternizações, pois é isso que fazemos, nos socializamos. 
"Vejam só! As estrelas sumiram hoje." (...) E, assim se seguem conversações, paralelas, incoerentes e doidas! Sem qualquer contexto fixo e lógico, são apenas pessoas que estão juntas por armação do acaso. Num momento qualquer, os risos se coagulam uniformes e frenéticos, denunciado os ânimos alterados dos participantes. Inflam-se  em perspectivas diferentes, as intenções vão se denunciando e fazendo-se perspicazes.

Olham à frente, o que tem a nós são ruas quase vazias, vão se achegando no findar do pequeno momento. Todos seguem becos distintos que bifurcam segundo seus passos, perfaz a medida do trajeto gracejos confusos e embriagados do ar tardio da noite.  Em seguida, iniciam as despedidas, os finitos "tchaus" e até breve, quem sabe.

"Foi bom vê-los (as) hoje!"

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Euforia e banalização dos sentimentos




"Não se apaixone por mim, garota, porque eu vou magoar você."

Elvis Presley





Estamos a nos digladiar, ora no mundo fático e racional ou, no mundo essencialmente emocional. Até, as vezes, mostrando-se num mix, sem dissociar um do outro. 
A racionalização como condutora de seus atos é um campo complicado de gerenciar, o fato de saber exatamente o que faz é um balsamo para sua consciência. A gerência de sua própria vida é uma conquista sublime e difícil de abrir mão. Por outro lado, engessa sua singularidade, sua performance diante do contato humano mais íntimo. A dose certa de ambos os comportamentos concede uma fórmula espetacular, a balança ideal, onde em momentos específicos irá pender de um lado para o outro, mas sem despencar. Fazendo lembrar que o outro lado está lá se quiser equilibrar.
Esta balança, poucos a têm. Sentimentos mais "grosseiros" e tão rápidos quanto meteoritos estão apaziguados no comportamento da sociedade contemporânea tendo sua base cada vez mais firme, em solo propenso ao ritmo constante da "evolução humana". Às vezes é cabível pensar que tal evolução está a ocorrer as avessas, sem ponto de chegada, apenas mudanças num salutar constante e sem objetivos solidários. 
A euforia é excelente para proporcionar um prazer incomensurável, destarte, vem cavalgada numa máxima cega que emburrece o cérebro - "Viva a vida intensamente" - permita-me a acrescentar uma "," e um "mas" por seguinte. Nem tudo é só "X", existem consequências e você não é um ser premiado com habeas corpus de tempo ilimitado. Em várias histórias verídicas de personagens altamente altruístas e com filosofias dignas de serem compartilhadas provaram dessa máxima, perceberam-se como todas as decisões denotam suas consequências, seja agradáveis ou não. Lei do universo pode pensar agora, quem sabe! É uma teoria apenas.
Infelizmente, penso eu, seja tão difícil ser inconsequente (risos), dádiva concedida aos loucos, quem sabe.
Os sentimentos são breves, como um acender e apagar de luzes, isto é fato. Medo, rancor, ódio, paixão... são altamente passageiros, então como perceber quando são banais? Qual ou quais sentimentos são singelos e duradouros? Bem, são questões a se pensar e muito complicadas também, porque envolve um estado de espírito, uma disposição do ser da procura da felicidade. O que é felicidade? (em relação a está indagação deixo uma indicação de um documentário: EU MAIOR - http://www.eumaior.com.br/).
A perspectiva de se ver fazendo algo que em situação de calmaria não faria é um caminho para perceber sob qual sentimento está sendo conduzido. Ai percebe um sentimento banal, diante da racionalização! Geralmente, quando estamos calmos e pensativos é que a frustração encontra lugar, também o arrependimento muitas vezes. Por outro lado, os sentimentos que está intimamente ligado com seu caráter, com suas ideologias e que não imagina separar do seu eu, são os verdadeiros. Aqueles que pelos quais não se imaginaria sem. Se quando vê alguém passando mal e você o ajuda, e sempre age desta forma nessas situações, então, és solidário. Um traço característico de uma pessoa de bom caráter. No entanto, as coisas banais estão fixas até nesses atos mais humanísticos. Se tais sentimentos estão associados ao caráter, como disse, é possível fazer uma associação não muito difícil sobre o que está acontecendo no comportamento das pessoas. São os sentimentos que estão sendo banais ou o caráter? Afinal, o caráter é uma parte racional mas que concilia à parte emotiva do ser. Digamos então, que os sentimentos são acessórios do caráter e que sem este o primeiro não existe.
Então, o mal caráter deturpa os sentimentos que por sua vez traz consequências ruins.
E quanto aos sentimentos banais supérfluos? Aqueles passageiros cujo teor é apenas de diversão sem consequências aparentemente tão drásticas - Bem, ainda assim está intimamente ligado ao caráter, mas de maneira menos "maléfica" diga-se assim, acredito que a frustração e o enfado cotidiano leva os indivíduos a busca de eventos passageiros, não fixos. Destarte, também não isento de consequências desagradáveis.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Hoje - Poesia


Chora meu coração pela fantasia de um dia não realizado,
 pelos sonhos não concretizados. 
Pelos sentimentos que castigam-me os olhos.
 Pelo sabor salgado do liquido que beira meus lábios.
Por estar sozinha, mesmo estando rodeada.
 Por não ser acalentada, percebida, apreciada.
Por não merecer o olhar romântico em uma tez fugaz.  
Por não ter a mim a sensação do belo como anseia a ilusão.
 Destarte, quão superficial são! Tão diferente do que sou, do que quero.
Pingam aqui as lágrimas escassas, tristes e amargas. 
Prevendo a solidão  do que a mim são raras.
Vejo solução! voltar o que fora antes uma opção. 
Era só, mas ajustada. Rente a laborar com  papéis e livros apenas.  
Não sou das mais afortunadas.
Permeia  a mente uma esperança apenas... Ter comigo a matéria somente. 
Pois se ao sentimento não reina pleno, ao ouro darei alento.
Se a mim tens afago, saiba que da surpresa tem um ...
chamado.
A madrugada está a prenunciar quem sou,
as tentativas irrisórias de quem não me alcançou
Uma charada, talvez, assim compreenda
Mas somente eu, aqui, entenda.

.



quinta-feira, 31 de julho de 2014

ÉDIPO - solilóquio do último filósofo

                 

Um fragmento da história da posteridade.
O último filósofo, é assim que me designo, pois sou o último homem.
Ninguém me fala a não ser somente eu e minha voz chega a mim com a de
um moribundo! Contigo, voz amada, contigo, último sopro da lembrança
de toda felicidade humana, deixa-me ainda esse comércio de uma única
hora; graças a ti dou o troco à minha solidão e penetro na mentira de uma
multidão e de um amor, pois meu coração rejeita em acreditar que o amor
esteja morto, não suporta o arrepio da mais solitária das solidões e me
obriga a falar como se eu fosse dois.
Ouço-te ainda, minha voz? Cochichas praguejando? E tua maldição
teve de explodir as entranhas deste mundo! Mas ele vive ainda e só me fixa
com mais brilho e frieza de suas estrelas impiedosas, ele vive, tão estúpido
e cego como nunca foi, e um só morre, o homem.
E contudo! Ouço-te ainda, voz amada! Morre ainda alguém fora de
mim, o último homem, neste universo: o último suspiro, teu suspiro
morre comigo, esse longo ai! ai! suspirado em mim, o último dos
miseráveis,
Édipo!

- Por Nietzsche, em O livro do Filósofo.

domingo, 20 de julho de 2014

The Rock'n Roll & os 20 e todos !



Tudo na vida muda, os amigos mudam, a rotina não é nem de longe aquela que fora de costume na adolescência. Criam-se responsabilidades, novos aprendizados surgem, suas aspirações e desejos que um dia foi veemente defendidos não encontram mais vigor para serem conquistados.
A juventude é "divina", livre de questionamentos sociais polarizados e mergulhada num balançar de marés movidas por ilusões e Rock'n Roll (para aqueles que tem bom gosto º.~), crentes de um futuro ainda melhor do que o que está vivendo. A liberdade é sua bandeira e buscá-la é a maior de todas as conquistas, pelo menos para a maioria dos adolescentes.
Hoje, olhando pra lá... pro passado, vejo o quanto tudo era bom, era dramático!! Os jovens amam fazer tempestade num copo d'água, não é mesmo? Pelo meu tom parece que é uma mulher no auge dos seus trinta anos fazendo uma auto análise, mas não, mal sai da adolescência.. (risos).
Adoramos encontrar uma válvula de escape para extravasar todas as angústias, sentimentos. Bem eu conheci a música, especialmente um estilo em particular que até hoje é o meu predileto, juntamente com outros, um menos "popular" na sociedade latina, mas belo; música clássica. E amava desenhar, desde... Sempre! Era o meu universo, perfeito, uma carreira a perseguir e ser eficiente para ter minha própria vida. Adorava quando as pessoas admirava-os, mais ainda quando saia da sala de aula (era requisitada!) para participar da organização da ornamentação dos festivais do colégio. Mas só era isso mesmo, esporte era "um zero à esquerda"como popularmente todos dizem quando alguém é péssimo em uma atividade. Os anos ainda não me favoreceram muito nessa arte (gargalhada!).
Nunca fui rebelde, sempre responsável a medida do recomendável. Uma negação nas matérias de ciências exatas, porém fiz uma descoberta formidável, gosto muito das ciências humanas. Redescobrir a História, e tive um amor platônico pela Sociologia e Filosofia. A literatura entrou e ganhou seu espaço cativo, agradeço em especial a duas pessoas, Maíra e Maria Aparecida. Hoje é engraçado, pois, minha frase mais utilizada quando elas tentavam, em vão, fazer-me ler era "Não tenho paciência". Para quem conhece-me hoje pode até parecer mentira. Simplesmente o gênero ofertado pelas minhas caras amigas é o que menos me cativa; Romance água com açúcar. Depois de ler obrigatoriamente um livro de um escritor nacional à pedido da professora de língua portuguesa algo despertou, dizendo que aquilo não era tão ruim e se tinha paciência pra desenhar (realmente tem que ter paciência) teria que ter pra ler. Comecei, portanto, a caminhar com passos dúbios e incertos na direção da estrada mais rica; do conhecimento e da imaginação literária.
Gradativamente fui montando minha estante, hoje acredito ter lido uns setenta livros, mas lamento-me todos os dias por não ter começado a desbravar as páginas de grandes obras mais cedo.
Dos 15 anos à hoje, nos meus 22 percebo o quão ilusões decaíram, e os sonhos que foram moldados com o passar do tempo. Os questionamentos sociais despertaram à medida que descobria o sentido da sociologia, da antropologia. Agradeço ao professor Claudemar em especial, és um grande mestre e simples no seu modo de ser e viver. Tive um olhar mais crítico onde antes ainda existia resquícios da pureza infantil.
Então, outras possibilidades foram surgindo. Aos quais escolheria entre poucas algum tempo mais tarde. Hoje já cursando, o caminho da justiça; o Direito. Algo totalmente controverso com a utopia de outrora, mas ainda com seu lugar cativo, mesmo que não realizando-a, acredito que já perdi o traço. 
A arte no seu aspecto amplo, mas principalmente o desenho e a pintura sempre estarão presentes e dignos de apreciação por mim, sempre com meus pintores preferidos.
O que pretendi no passado não muito distante não se faz apraz no presente atual, pois este ainda está a se desenrolar. Mas mesmo com todas as mudanças que é natural advinda da maturidade e do crescimento psíquico, o que aprendi ei de levar por toda a vida. São ensinamentos dos pais; de conhecidos e desconhecidos; na igreja (ao qual passei algum tempo e tive as maiores de todas as experiências como pessoa individual e cidadã); aprendi os valores que devem nortear todos e quaisquer indivíduo.
Os meus pés ainda estão a caminhar, quem sabe onde vão parar? Estou indo, e aprendendo a cada nova decisão, a cada emprego que ainda ei de pleitear, e pessoas que ainda se encontram no anonimato mas que são dignas de se prestar em diálogos.
Aos 60 anos direi melhor o que fora ilusão "ainda" e quão precipitada fui a desfazer sonhos ainda otimistas.

Eu no auge dos 15 anos ^^
Acredite, está foto ficou em um porta
retrato na sala por muito tempo!!
predileta ##



segunda-feira, 14 de julho de 2014

** FILOSOFIAS [em construção]

Denis Diderot

Escritor francês e filósofo. Em uma de suas peças fez um resumo sobre a evolução do seu pensamento desde o *deísmo até ao cepticismo e o materialismo ateu.
É um dos primeiros autores que fez da literatura um ofício, mas sem esquecer nunca que é um filósofo. Preocupam-no sempre a natureza do homem, a sua condição, os seus problemas morais e o sentido do destino. Admirador entusiasta da vida em todas as suas manifestações, Diderot não reduz a moral e estética à fisiologia, mas situa-as num contexto humano total, tanto emocional como racional.

 *Deísmo: Teoria sobre a natureza e a existência de Deus. Ela afirma que Deus existe e que criou o mundo, mas que Ele não tem relação atual com o mundo. Com esta afirmação, os deístas buscam harmonizar a ciência e o livre-arbítrio com a existência de um ser como Deus. Acreditam que não há conflito real entre a idéia de um Deus todo-poderoso e a idéia de um mundo regido por leis que a ciência estuda, ou a idéia de as pessoas escolherem o seu caminho na vida. O deísta não precisa acreditar que os milagres não são possíveis. Ao invés disso, ele acredita que Deus, estando afastado do mundo, não faz milagres. O deísta normalmente prova a existência de Deus pela ordem e harmonia existentes no universo. O deísta tende a rejeitar a revelação, assim como o resto da doutrina religiosa, aceitando, em seu lugar, a razão.

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Immanuel Kant

Kant: Prússia (22 de abril de 1724)
Temos um contexto histórico divididos em dois momentos:
O primeiro (até 1770) corresponde a filosofia dogmática, influenciada por Leibniz e Wolf. Realiza importantes estudos na área das ciências da natureza e física de Newton. Entre as obras desse período, destaca-se a História Universal da Natureza e Teoria do Céu (1755), onde apresenta a célebre hipótese cosmológica da "nebulosa" para explicar a origem e evolução do nosso sistema solar. Mostra-se partidário da existência de vida em outros planetas, procura mostrar que Deus existe partindo da ordem e da beleza do universo. A partir de 1762, Kant começa a manifestar um vivo interesse pelas questões filosóficas, em especial para a crítica das faculdades do homem. 
No segundo período afirmou que todo o conhecimento começa com a experiência, mas não deriva toda a experiência.
Kant manifestou grande simpatia pelos ideais da Independência Americana e depois da Revolução Francesa. Foi um pacifista convicto.

Obras:
Pensamento sobre o verdadeiro valor das forças vivas (1747)
História Universal da Natureza e Teoria do Céu (1755)
Monodologia Física (1756)
Meditações sobre o Optimismo (1759)
A Falsa Sutileza das Quatro Figuras Sigilosas (1762)
Dissertação de 1770
Sobre a Forma e os Princípios do Mundo Sensível e do Inteligível (1770)
Prolegómenos a a toda a Metafísica Futura (1783)
A Religião nos Limites da Simples Razão, Crítica da Razão Pura (1781, 1ª ed, 1787, 2ª ed)
Fundamentação Metafísica dos Costumes (1785)
Crítica da Razão Prática (1788)
Crítica da Faculdade de Julgar (1790)

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VOLTAIRE

"Quando aquela pessoa com a qual alguém está falando nada entende, e quando a própria pessoa que fala nada entende, então isso é metafísica."













sábado, 5 de julho de 2014

Difícil dizer

Talvez um dia você descubra que os seus pés não estão fixos no chão.
Talvez perceba que o que almejas não é tão impossível assim, que a escuridão que circundam os seus pensamentos não são tão densos quanto imaginava. E, que o mundo fora colocado de ponta cabeças e tudo se restituirá na forma e beleza de outros tempos. Ou seria heresia ter tal expectativa?
Descobre que suas certezas são destrutivas, e desmaterializam-se na mais simples brisa de lampejos de questionamentos. 
Ser forte é tão difícil quanto viver, seria bem mais fácil se a nós fosse colocado a escolha de nossos próprios percalços.
Talvez veja se materializar as suas aspirações e desejos mais simples, que sinta nos outros a intensidade e o mesmo fulgor da sua própria personalidade. E, que não tarda a desmistificar mitos.
Talvez sinta, real e magnânimo o fulgor dos verdadeiros sentidos, que estes te norteiem, tornando possível tudo aquilo que mostraram atroz e fugaz. 
A minha utopia é caminhar sem medo dos obstáculos que insistem em aparecer a cada metro que conquisto através de pequenos passos. Talvez um dia a realidade bata a porta trajada nas vestes mais simplórias e diga; "é assim que deve ser". Nesse dia sentirá e saboreá do êxtase do findar de promessas tolas que jamais encontraria habitat.
Quem disse que certos valores ainda encontram apraz nesto lugar. É um discurso até pessimista este, porém para quem escreve impossível é distanciar seus próprios pensamentos da letra que escreve. Para os mais tórridos seres, isto possa ser possível, mas não para aqueles que verdadeiramente se fazem presentes.







segunda-feira, 16 de junho de 2014

"Dias comuns"




Vivendo e sobrevivendo...
Hoje acordei e senti-me anestesiada pela nostalgia, esses dias são particularmente "comuns", dias que se foram e dias vindouros... circundam o vai e vem do tempo.
Existem dias que tudo parece inalcançável... Tão distante e imperceptível ao toque que você se fecha na sua própria realidade, nas suas próprias ideias pessimistas do que há de acontecer.
Sabe que tudo é questão de tempo, questão de esperar,questão de se mostrar! Mas não é tão simples assim.
Ninguém é auto suficiente, e indubitavelmente todos são coautores de suas próprias vidas. Mesmo que determinadas situações dependam "exclusivamente" de atos próprios e unilaterais, também sempre irá existir aquelas que ocorrem porque alguém o(a) solicitou, você se interessou em algo porque alguém lhe inspirou, você fez algo porque alguém lhe pediu, você está triste porque situações adversas o(a) decepcionaram...
Algumas frases tem a máxima de nos trazer conforto, mas elas não são de toda verdade. Elas tem o poder de despertar aquilo que você próprio deixou inerte dentro de si, o florescer de suas faculdades é responsabilidade só sua. Essa libertação é por hora assustadora e inibe o menor esforço, e sem uma dose de estimulo ela por certo decairá. 
Algumas histórias de vida são demasiadamente inspiradoras, mas não devem ser colocadas como prerrogativas de alvo a ser atingido. São tão somente aquilo que são: uma bela história de alguém que soube trilhar seu próprio caminho, seja através das pedras, espinhos, ou ambos, pois não existem caminhos vitoriosos de algodão.
Tem dias que palavras, o silêncio de uma companhia e uma boa paisagem é tudo o que nossa alma precisa. Assim como o corpo precisa de folga a mente necessita se desraigar e plainar sob outros horizontes...  É simplesmente fantástico o nada, o mirar, infinitas conexões de pensamentos e auras. Dessa forma o dia muda e sensações boas lhe dominam e esquece-se de tudo o quanto lhe perturbava.
Não busque felicidade tão somente em festejos, que por hora, denotam uma falsa alegria. Mas alicerce sua felicidade na calmaria e no voo de suas próprias ideias, uma conversa agradável repleta de coerência ou mesmo incoerências de pontos de vistas elevam a sua própria satisfação pessoal.
A sobriedade é fascinante quando se sabe apreciar. Asim como a simplicidade é a rainha de todas coisas.











quinta-feira, 5 de junho de 2014

Comentário sobre: Morte Súbita de J.k. Rowling




Li Morte Súbita em dezembro de 2013 à janeiro de 2014, comprei o mesmo cheia de esperança na narrativa propagada, no entanto, sinceramente, é um livro que deixa muito a desejar.
 A escritora aparece com uma temática totalmente diferente da consagrada trilogia de Harry Potter. A história tem uma perspectiva interessante a cerca da "aparência que as pessoas pretendem mostrar, em detrimento daquelas que escondem detrás das portas de suas casas"; preconceitos; julgamentos; hábitos e costumes por vezes questionáveis pela sociedade; drogas; amor e ódio; segredos. No entanto, o único momento que você diz: "humm, gostei" ou "opa! que surpresa", se concretiza apenas no fim da história. 
Vale ressaltar que é uma história longa, e também cansativa, mas não pelo volume de páginas pois este nunca foi um percalço para mim, mas pelo fato de se tornar enfadonho. Então você acaba lendo por obrigação, ou seja, um pacto que se faz de terminar o que começou. 
Salva-se na narrativa alguns trechos, pelos quais, sustenta seu ínfimo interesse. 
Não entendo o alvoroço que se faz por essa obra. Ela está no ranking dos mais vendidos no Brasil sem citar outros países.
Confesso que foi decepcionante. Acredito que a autora poderia ter aproveitado melhor o cenário e os personagens que tinha em mãos, não precisando guardar a emoção somente para os acréscimos do segundo tempo.
Enfim, minhas considerações finais são:
Existem livros melhores para ler! Mas, se por ventura, você ler uma crítica positiva ou achar o resumo da história interessante, arrisque-se.